O Último Magnata (Clássicos Modernos) -

    Francis Scott Fitzgerald

    L&PM
    2018
    216 páginas
    7h 12m
    ISBN-13: 9788525437945
    Português Brasileiro

    Monroe Stahr é um bem-sucedido e carismático produtor de Hollywood, magnata e workaholic. Vive em uma fogueira das vaidades, em meio a cinismo, hipocrisia, promiscuidade e pessoas dispostas a tudo para serem imortalizadas nas telas do cinema. Mas Stahr, este Grande Gatsby da indústria cine­matográfica, não consegue superar a morte de sua esposa, Minna, uma famosa atriz. Até que uma visão o domina: a de uma desconhecida muito parecida com sua falecida mulher. A trágica história de amor do último magnata é contada por Cecilia, filha de um sócio de Stahr, que fora apaixonada por ele quando menina. Este romance sobre o glamoroso e decadente universo do cinema americano foi o último projeto de F. Scott Fitzgerald (1896-1940), que trabalhara como roteirista em Hollywood durante a década de 30. No entanto, Fitzgerald morreu sem completá-lo e seu amigo, o escritor e crítico Edmund Wilson (1895-1972), compilou e editou suas notas para o término do romance, publicado em 1941 e considerado, sob vários aspectos, o seu trabalho mais maduro.

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    Marlon Santana16/03/2021Resenhou um livro
    3.5 (Bom)

    O Último Magnata

    O último romance de F. Scott Fitzgerald, porém lançado de forma inacabada. Passa nos anos 1930 e desvenda o universo da indústria cinematográfica, no qual acompanhamos Monroe Stahr um bem-sucedido produtor, contado por Cecília Brady, filha de um renomado produtor de cinema. No livro há mudança de narrador, em algumas partes é em primeira pessoa, por Cecilia e outros é narrado em terceira pessoa, acompanhando Stahr. A linguagem é simples, mas possui uma densidade considerável, os capítulos são bem longos e o fato de os diálogos serem por aspas, não ajuda muito. Creio que o fato de o livro não ter sido terminado contribuiu para que o interesse pela história diminuísse um pouco. Só a partir da metade, quando foca mais no relacionamento entre Stahr e Kethlen que comecei a gostar da história. A relação deles é muito inusitada e bem montada, os diálogos bem interessantes e que instigam. Já o contexto sobre cinema e produção de filmes, é interessante, mas não flui tão bem. As trocas entre narradores nem sempre são tão claras, o que pode causar uma confusão inicial, ou, por conta da falta de interesse, me passou despercebido. Parece que, mesmo nos capítulos apresentados, faltou lapidar um pouco a parte escrita e como o autor morreu antes de terminar o livro, fica nítida a falta de uma revisão mais minuciosa para encaixar os contextos. Ao final, há um resumo do que o autor gostaria de ter feito e como terminaria a história, mas não há como comparar ao que realmente teria sido caso ele tivesse concluído o livro. Afinal, para interligar os fatos, um ou outro detalhe poderia ter sido alterado. E a própria contextualização do autor para com sua obra forneceria mais informações. Uma pena essa obra não ter tido o seu desfecho, ainda mais por conta da morte do autor, só fico me perguntado se ele teria gostado de sua obra ter sido publica de forma incompleta... Foto e resenha no meu IG @marlonbsan

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