A casa da floresta (Ciclo de Avalon #2) - O Segundo Livro do Ciclo de Avalon

    Marion Zimmer Bradley

    Editora Planeta
    2018
    416 páginas
    13h 52m
    ISBN-13: 9788542214574
    Português Brasileiro

    As origens de Avalon reveladas em mais um best-seller de Marion Zimmer Bradley As brumas de Avalon, clássica releitura do mito arturiano sob a perspectiva feminina, é a obra-prima da autora Marion Zimmer Bradley. Ao longo dos anos após a escrita do primeiro volume, Bradley se dedicou aos demais romances do chamado Ciclo de Avalon, do qual A Casa da Floresta foi o segundo título a ser publicado. Nos primeiros anos do Império Romano nos territórios da Britânia, os druidas e sua religião seguem duramente massacrados e perseguidos pelas legiões de César. Após a destruição da Casa das Mulheres na sagrada ilha de Mona, as sacerdotisas, que juraram proteger os ritos ancestrais de sabedoria, cura e magia consagrados à Deusa, buscam refúgio em um novo santuário: a Casa da Floresta. Mas o amor não obedece às leis dos homens, e Eilan, futura grã-sacerdotisa, se apaixona por um oficial do exército romano. E no coração desse romance proibido, entre o chamado e a paixão, entre a delicadeza do cisne e a força da águia, está a história da formação da lendária ilha de Avalon.

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    Isabella Wenderroscky21/07/2022Resenhou um livro
    4.5 (Muito bom)

    Antes de Avalon, existiu A Casa da Floresta.

    Quando os romanos conquistaram a Britânia, o choque cultural foi imenso. Várias tribos se rebelaram e foram massacradas para garantir que o domínio do império se consolidasse. Quando a Ilha de Mona foi atacada e suas sacerdotisas violadas, o conhecimento antigo quase desapareceu; anos depois, encontraram um lar na Casa da Floresta, onde tinham a liberdade de manter seus rituais, desde que mantivessem equilibrada a balança entre conquistados e conquistadores. É nesse contexto, entre ódios, rancores e medos, que Eilan – de uma família de druidas – vai se apaixonar por Gaius – um romano que carrega em seu sangue a linhagem da mãe, uma nativa britânica. O destino de ambos será marcado por desencontros e tristezas, influenciando pelas diferenças políticas e religiosas de sua época, enquanto tentam navegar no mar de um período marcado pela instabilidade. Quando comecei essa leitura, sabia que seria ambientada em uma época anterior às Brumas de Avalon e nada mais. Já nas primeiras páginas pude perceber algo que talvez seja uma marca da autora: o começo é complicado. Demorei até pegar o ritmo, me ambientar e realmente aproveitar a experiência. Porém, após alguns capítulos, tudo fluiu e finalizei positivamente surpresa. Apesar de ser anterior ao período arturiano, a sensação que tive foi de que era o oposto; enquanto o livro anterior me passou uma sensação quase mística, aqui foi como algo mais conhecido, concreto e “real” – acredito que principalmente pela grande influência romana, um dos maiores impérios já vistos pela humanidade e presente em várias outras obras. O núcleo desse volume pode ser a relação conturbada entre Eilan e Gaius – que dá origem à linhagem do futuro rei Arthur –, mas o que realmente preenche são as mulheres que servem à Deusa. Dentre elas, além da própria protagonista, vale ressaltar Caillean – a minha personagem favorita. São essas sacerdotisas que entregam a maioria das situações e é através de suas vidas que o leitor acompanha boa parte dos acontecimentos. Uma das coisas que senti falta foi uma passagem de tempo definida, eu fiquei confusa em alguns momentos quando começava um capítulo e descobria, alguns parágrafos depois, através de uma conversa, que anos tinham se passado. Não foi algo que realmente me atrapalhou, mas não reclamaria se tudo fosse mais claro. Depois da metade, alguns cristãos surgem e é interessante observar isso pensando no grande poder que terão no futuro. Tem muita política envolvida e também a procura, de vários personagens, para saber quem realmente é e qual seu lugar naquele mundo em transformação. Eu definitivamente não esperava pelo final e senti uma tristeza singular por aqueles dois que tiveram caminhos tão conturbados. A semente do que, um dia, será Avalon foi plantada. A vontade foi reler o primeiro livro e reencontrar aquelas sacerdotisas tão importantes para sua religião sabendo como foi bem no começo. Como eu disse, foi uma ótima surpresa e definitivamente recomendo.

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