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    Velórios -

    Rodrigo Melo Franco de Andrade

    Cosac Naify
    2004
    143 páginas
    4h 46m
    ISBN-10: 8575032933
    Português Brasileiro
    4.2
    59 avaliações
    Leram83Lendo2Querem92Relendo0Abandonos3Resenhas7
    Favoritos9Desejados92Avaliaram59

    Os contos reunidos neste livro tiveram em quase setenta anos duas únicas edições e, assim, são mais conhecidos por meio de referências críticas elogiosas, como as de Mário de Andrade, Manuel Bandeira, Sérgio Buarque de Holanda e Antonio Candido (textos incluídos na fortuna crítica desta edição), que dão ideia de sua importância para a literatura brasileira. O mineiro Rodrigo M. F. de Andrade (1898-1969) foi advogado, jornalista e, por trinta anos, diretor do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Seus contos são variações sobre o tema da morte, sempre em tom de humor. Abordam desde a desmitificação do caráter da viúva até o curioso comportamento das crianças, que costumam encarar o fato como uma experiência lúdica. Herman Lima, estudioso do conto brasileiro observa que Velórios "constitui um livro à parte em nossa novelística, pela mordacidade de certos conceitos, a imprevista malícia das situações que a morte põe à mostra".

    Edições (2)

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    Resenhas (7)Ver mais
    Denise Maria Souza João picture
    Denise Maria Souza João21/10/2017Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    A coisa mais interessante neste livro de contos é que ele é um painel de cenas cotidianas, tendo mortes como pano de fundo. Nada tétrico ou assombroso; histórias (a maioria reais) que de alguma forma têm a morte em seu caminho. A linguagem de Rodrigo é muito clara e carregada de sutilezas e uma ironia deliciosa. São apenas oito contos em que vemos a verdadeira face dos que ficam quando alguém próximo morre. O último - e mais longo - me cativou especialmente. Também os que tratam da morte de um ponto de vista mais pueril como "Quando minha avó morreu" e "Iniciação". O livro tem nota-prefácio de Pedro Dantas (pseudônimo de Prudente de Moraes, neto) e textos de Mário de Andrade, Manuel Bandeira, Sérgio Buarque de Holanda e Antonio Candido.

    7 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.2 / 59
    • 5 estrelas44%
    • 4 estrelas41%
    • 3 estrelas10%
    • 2 estrelas3%
    • 1 estrelas2%
    Rodrigo Melo Franco de Andrade profile picture

    Rodrigo Melo Franco de Andrade

    Rodrigo Melo Franco de Andrade (Belo Horizonte, Minas Gerais, 1898 – Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1969). Advogado, pesquisador, jornalista e escritor. Em 1910, passa a viver com o tio, o jurista e escritor Afonso Arinos (1868-1916), em Paris, onde frequenta o curso secundário no Lycée Janson de Sailly. De volta ao Brasil, ingressa no curso de Direito na Faculdade Livre de Ciências Jurídicas e Sociais do Rio de Janeiro. Como advogado, faz parte do gabinete da Inspetoria de Obras Contra a Seca. Em 1921, inicia a carreira de jornalista, colaborando com O Dia. Entre 1928 e 1930, trabalha como diretor-presidente de O Jornal, de Assis Chateaubriand (1892-1968). Publica o poema “Ode Pessimista”, na Revista Estética, em 1925. No ano seguinte, torna-se redator-chefe da Revista do Brasil. Entre 1930 e 1935, atua como chefe de gabinete do Ministério da Educação e Saúde. No primeiro ano no cargo, nomeia o arquiteto Lúcio Costa (1902-1998) para a direção da Escola Nacional de Belas Artes (Enba). Seu livro Velórios é editado em 1936. No mesmo ano, inicia a estruturação do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Sphan), atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em parceria com o poeta Mário de Andrade (1893-1945). Franco de Andrade exerce a função de diretor-geral da instituição, de 1937 a 1967. Como pesquisador, lança os livros Brasil: Monumentos Históricos e Arqueológicos (1952), Rio Branco e Gastão (1953) e Artistas coloniais (1958). Desde 1987, o Iphan promove o Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, em sua homenagem.

    2 Livros
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    Minas Gerais, Brasil

    Rodrigo Melo Franco de Andrade