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    Fernanda Montenegro em O exercício da paixão -

    Fernanda Montenegro

    Rocco
    1990
    230 páginas
    7h 40m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4
    22 avaliações
    Leram42Lendo1Querem23Relendo0Abandonos0Resenhas2
    Favoritos2Desejados23Avaliaram22

    Durante oito meses a jornalista Lúcia Rito se dedicou a um trabalho parecido com o de um ator; conhecer um personagem e revelá-lo ao público. O personagem em questão é uma mulher que há muitos anos brilha nos palcos, acompanhou todo o processo de modernização do teatro brasileiro e é uma das poucas unanimidades nacionais - Fernanda Montenegro. O resultado é um relato biográfico sensível em que transparece a cumplicidade e a empatia que se estabeleceram entre Fernanda e Lúcia. Nele, a atriz discorre sobre a experiência no rádio, a descoberta do teatro, a formação no TBC e do Teatro dos Sete. Abre também espaço para falar de Arlette, sua metade que poucos conhecem.

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    Charles Nascimento picture
    Charles Nascimento08/10/2024Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Então com 60 anos e já denominada a grande dama do teatro brasileiro, Fernanda mostra nessa biografia como se divide entre a atriz e a mãe, a esposa e dona de casa e a formadora de opinião, que foi convidada para ser Ministra da cultura pelo então presidente José Sarney em 1985. Nesse livro, Arlette Pinheiro e Fernanda Montenegro se dividem num relato bonito de suas jornadas para a jornalista Lucia Rito. Ela fala principalmente do teatro - sua grande paixão - mas também fala do cinema e da tv (não o tanto que eu gostaria - risos - tendo em vista que nunca pude acompanhar Fernanda no teatro, todas as minhas referências dela vem do cinema e principalmente da tv). Era maio de 1997, eu ainda não tinha completado 5 anos, mas Fernanda Montenegro e Rita Lee se fizeram presente em minha vida de uma maneira afetiva que guardo essa recordação até hoje: Fernanda montada em um 14bis voando pelo Rio de Janeiro, embalada pela música Dona Doida cantada por Rita Lee na abertura de Zazá, novela de Lauro César Muniz. Não lembro da história, nem tanto dos personagens, mas lembro com afetividade da abertura. Acho que foi ali que conheci Fernanda Montenegro. Fernanda Montenegro foi a primeira atriz contratada da recém-inaugurada TV Tupi, a primeira emissora de televisão do país. Uma carreira longeva que dura até hoje. Sempre defensora da cultura, da artes, Fernanda enfrentou a ditadura militar, as censuras as repressões, o medo, passou por um período mais ameno durante o governo Sarney e a criação da Lei de Incentivo a Cultura (a temida e não entendida Lei Rouanet), viu a cultura ruir durante o governo Collor e viu o cinema reacender com Central do Brasil que ela protagonizou e com ele recebeu sua indicação ao Oscar. Viu a sociedade se virar contra a classe artística em 2013 juntamente com o ódio ao PT, a Lei Rouanet e a ascenção da classe C. Já com quase 90 anos, Fernanda presenciou outro momento triste para a cultura do país, a vitória do fascista Jair Bolsonaro em 2019. "Pobre do país cujo governo despreza, hostiliza e fere seus artistas" Como diz Caetano Veloso: "Civilizada e Civilizadora" um viva a dona Fernanda!

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    Arlette Pinheiro Esteves Torres profile picture

    Arlette Pinheiro Esteves Torres

    Fernanda Montenegro, nome artístico de Arlette Pinheiro Esteves Torres, Rio de Janeiro, 16 de outubro de 1929) é uma atriz brasileira de cinema, teatro e televisão. Torres é seu sobrenome de casada, apesar de ser viúva. Quando solteira possuía Silva ao invés de Torres. Considerada tanto pelo público quanto pela crítica brasileira como uma das maiores damas do teatro, TV e cinema de todos os tempos, é a única atriz brasileira já indicada ao Oscar de Melhor Atriz, sendo nomeada por seu trabalho em Central do Brasil, em 1998.

    5 Livros
    22 Seguidores
    Rio de Janeiro, Brasil

    Arlette Pinheiro Esteves Torres