Desenvolvendo a Língua Falada e Escrita (A Linguagem na Escola #2) -

    Maria Tasca et al.

    Sagra
    1990
    188 páginas
    6h 16m
    ISBN-10: 8524102462
    Português Brasileiro

    Os artigos que integram esta coletânea revelam, acima de tudo, a intenção de seus autores no sentido de estabelecer com o leitor um questionamento a respeito das condições do ensino da língua falada e escrita, com ênfase para a alfabetização e para o I Grau. Há também a preocupação de passar algumas informações a respeito de procedimentos revelados pelas crianças em determinada fase da linguagem. É ressaltada, ainda, a importância de se oferecer uma sólida formação linguística ao professor-alfabetizador.

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    Wellington Vinícius Fochetto Junior10/01/2019Resenhou um livro
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    Alfabetização/Letramento: um processo ad aeternum

    Folhei algumas páginas; parei em alguns trechos (fiz uma leitura horizontal, ou seja, rápida e rasteira, superficial mesmo) e percebi que as considerações oriundas das pesquisas apontam para anseios atualíssimos de educadores, pedagogos e docentes. A metodologia pouco variou de lá (década de 1970) para cá (quase meio século depois!). Não sejamos injustos: houve alguma melhoria no ensino, sim, mas mínima. Que não implica, em termos gerais, expressivos, em uma efetiva evolução da educação no Brasil. Cheguei a essa joia (vendida a bom preço na Estante Virtual) por conta de um ensaio do Professor Doutor Carlos Cagliari, conforme pesquisas que fiz na Scielo sobre alfabetização e letramento. Na capa de rosto consta um símbolo ancorado por um texto verbal que afirma o seguinte: "1990: Ano Internacional da Alfabetização". Páginas levemente amareladas (o tempo é cruel!), com um ou outro sinal (discretíssimo e específico) de oxidação (tá ok, isso não faz parte de uma resenha, claro, admito isso...), principalmente na página de rosto. Mas... que diabos tem isso a ver com uma resenha do conteúdo do livro em si? A explicação para isso é de cunho subjetivo. Quem me conhece sabe que eu não faço resenhas centradas unicamente no conteúdo, mas na relação dele com outros aspectos externos, quiçá periféricos. É como vejo o todo, o conjunto em si. Voltando à explanação acerca da ação temporal sobre o livro e o conteúdo... Será que eu me faria entender se empregasse aqui as palavras chave "arqueologia (do saber)" e "garimpo (cultural)"? A educação brasileira envelhece sem ter tido a chance de passar plenamente pela infância, adolescência e fase adulta. É como que se a tivessem privado de sê-la (educação propriamente dita, lato sensu e stricto sensu). Ponto negativo do livro, então? Jamais. De modo algum. O livro, muito pelo contrário, é um apontamento sério. Discordei de alguns métodos (sou professore de português), que, mediante a horizontalidade de minha leitura, me pareceu perpetuar aquela didática obsoleta de memorizar informação e tê-la na ponta da língua. Mas declaro que isso é mera impressão minha, só isso. Cumpre que eu leia esse tesouro (sem ironia alguma) para fazer um juízo mais justo (perdoem o aparente pleonasmo, sim?) desse resultado de esforços e pesquisas docentes. Altamente recomendável para estudantes de História/Filosofia da Educação, Pedagogia e Didática. Ah, sim: e ao pessoal de Letras, uma das áreas em que me (re)formei.

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