Waris Dirie (the name means desert flower) lives a double life - by day she is a famous model and UN spokeswoman on women's rights in Africa, at night she dreams of her native Somalia. Waris, one of 12 children, was born into a traditional family of desert nomads in East Africa. She remembers her early childhood as carefree- racing camels and moving on with her family to the next grazing spot - until it came her turn to meet the old woman who administered the ancient custom imposed on most Somalian girls: circumcision. Waris suffered this torture when she was just five years old. Then, aged 12, when her father attempted to arrange a marriage with a 60 year old stranger in exchange for five camels - she took flight. After an extraordinary escape through the dangerous desert she made her way to London and worked as a maid for the Somalian ambassador until that family returned home. Penniless and speaking little English, she became a janitor in McDonalds where she was famously discovered by a fashion photographer. Her story is a truly inspirational and extraordinary self-portrait of a remarkable woman whose spirit is as breathtaking as her beauty.
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Waris Dirie
Nascida em 1965, aos quatro anos de idade sofreu mutilação genital. Waris Dirie fugiu da aldeia em que vivia com a família aos treze anos de idade, um dia após saber que seria obrigada por seu pai a se casar com um velho homem de 60 anos, do qual seria a quarta esposa. Na época, atravessou sozinha um dos desertos somalis inteiro, sofrendo com fome e sede e ficando com vários ferimentos nos pés, dos quais até hoje têm cicatrizes. Conseguiu chegar até a capital de seu país, Mogadíscio, onde encontrou a sua tia que após algum tempo conseguiu que sua sobrinha fosse levada a Londres para trabalhar como faxineira na casa do seu tio, embaixador da Somália. Passou quatro anos trabalhando na casa do Embaixador, sem sair da casa onde esta se localizava, por isso mal aprendera a falar o idioma inglês. Após o término de uma Guerra na Somália todos da Embaixada foram convocados a retornar ao país. Waris Dirie pede à sua tia, esposa do embaixador para ser deixada em Londres e, com ajuda de uma mulher, chamada Mariley (???) que tornou-se sua amiga, conseguiu emprego como faxineira em uma lanchonete. Lá, enquanto trabalhava, foi observada por Terence Donovan, um grande fotógrafo, que a lançou no mundo como modelo. Waris Dirie converteu-se numa defensora da luta pela erradicação da prática da Mutilação Genital Feminina e atualmente é embaixadora da ONU. Escreveu vários livros sobre suas vivências e foi tema de um filme "Flor do Deserto", lançado em 2010 no Brasil. Existe uma fundação com seu nome, da qual é fundadora.





