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    Cavalos de Cronos -

    José Francisco Botelho

    Zouk
    2018
    192 páginas
    6h 24m
    ISBN-13: 9788580490732
    Português Brasileiro
    4.8
    7 avaliações
    Leram11Lendo0Querem14Relendo0Abandonos0Resenhas3
    Favoritos2Desejados14Avaliaram7

    Em Cavalos de Cronos, José Francisco Botelho compõe narrativas que fluem como um líquido, mas sempre através de escolhas verbais sólidas, precisas. Ao mundo concreto se superpõe uma cartografia virtual cujos topônimos têm ressonância de presságio e fábula. As narrativas, em prosa e em verso, se expandem num território de crescente estranheza, em pesadelos de indivíduos crepusculares às voltas com o absurdo, ou nos mistérios ancestrais escondidos na montanha ou no labirinto cego da planura.

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    Tainá Antunes  picture
    Tainá Antunes 23/01/2022Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Para a categoria 9 do Desafio Livrada de 2022 (um livro trocado com outra pessoa), mas já dando uma roubadinha porque foi emprestado, e não trocado (hehe), escolhi o livro Cavalos de Cronos que calhou de ser o primeiro livro do ano (finalmente) e uma leitura sensacional. Ia escrever uma resenha de fato, mas deixo pra vocês minhas anotações: Resumo de cada conto Parte 1 - A terra soturna (ambientada nas terras gaúchas) (contos de “terror rural”) 1 - (uma estória bem contada): uma viagem para sanar uma obsessão por um manuscrito perdido, que foi encontrado, mas não será lido por conta de uma musa imaginária. 2 - (cavalos de cronos): uma viagem no tempo sob a perspectiva de um cavalo. 3 - (o silêncio dos campos): uma viagem sombria para absorver uma surdez repentina mas repleta de latidos. 4 - (cotuba dos ermos): uma viagem motivada por uma fuga por terras assombradas que reafirmam o papel de uma família dentro de uma lenda que pulsa viva. Trecho de um dos contos: “E enquanto o bichará sumia nos santa-fezais, o guri com rosto de madeira e olhos de pedra retomou o assovio quebrado e a milonga cresceu dentro dele como um pedaço de vento e ali à beira da divisa ele contemplou seu quinhão na partilha universal das coisas: a alguns cabe rodar a Terra, ao sabor da desventura e do assombro, sem conhecer o dia do retorno; a outros cabe ficar aqui, de sentinela, nas taperas da memória, no país da solidão.” Parte 2 - Encontros infernais 1 - (o imperador de bambu): um encontro com um imperador que condena a história e destrói seu próprio império por conta de uma traição anacrônica e poética. 2 - (semeão do deserto): um encontro de chacais famintos com um homem-sonho. 3 - (os deuses de tingitana): um encontro de um homem com defensores de deuses que se ofendem com tudo. 4 - (neste mundo): um encontro de um homem egóico com um outro consigo mesmo através de um criado-mudo. 5 - (romance do cativo e da mourisca): um encontro de um homem com sua protetora moura-salamandra no mediterrâneo da antiguidade. 6 - (o sonho de catão): um encontro de Catão com a sua vida verdadeira. Trecho de um dos contos: "Noites mal dormidas tem certas propriedades terapêuticas (epistemologicamente falando): o sono decificitário amolece os pensaments, aplaina as resistências lógicas... Adoentado e receptivo, o cérebro humano pode então absorver as maiores reviravoltas metafísicas".

    4 curtidas

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    4.8 / 7
    • 5 estrelas86%
    • 4 estrelas14%
    • 3 estrelas0%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
    José Francisco Botelho profile picture

    José Francisco Botelho

    José Francisco Botelho é doutor em Letras pela UFRGS, jornalista, escritor, tradutor e crítico de literatura e cinema. É autor de duas obras aclamadas de contos, que misturam ficção histórica, fantástica e especulação filosófica: A árvore que falava aramaico e Cavalos de Cronos – sendo este último vencedor do grande prêmio Açorianos e do prêmio Minuano na categoria Conto, em 2019. Como tradutor, suas versões de obras medievais e renascentistas são objeto de estudo internacional, e por elas ganhou dois prêmios Jabuti: um por sua tradução de Contos da Cantuária, em 2014, e outro por Romeu e Julieta, em 2017. Também traduziu Júlio César, de Shakespeare, assim como obras de Bram Stoker, Arthur Conan Doyle, Patricia Highsmith e vários outros para diversas editoras brasileiras. Em 2021, relança A odisseia da Filosofia, pela Maquinaria Editorial, em uma edição revisada e ampliada.

    6 Livros
    2 Seguidores
    Rio Grande do Sul, Brasil

    José Francisco Botelho