Homem, O -

    Aluisio De Azevedo

    Garnier Itatiaia
    2003
    211 páginas
    7h 2m
    ISBN-13: 9788571750920
    Português Brasileiro

    "O homem" é um livro de mera programação cientifica atuando nas rodas literárias do naturalismo, escrito em 1887. Em 10 de outubro de 1887, foi publicada no Rio a primeira edição de O homem, com o selo da Tipografia de Adolfo de Castro e Silva & Cia. O livro trazia uma polêmica advertência: “Quem não amar a verdade na arte e não tiver a respeito do naturalismo ideias claras e seguras, fará, deixando de ler esse livro, um grande obséquio a quem o escreveu”. Reconhecia que havia um mal-entendido em relação ao naturalismo e que este romance em especial - sobre o sexo (ou sua falta) na vida de uma moça branca e bem-nascida, a chamada “histeria” - podia ser lido não como um “estudo”, mas como literatura erótica. Antes do naturalismo, o sexo só havia aparecido na “literatura burlesca ou obscena, de que é exemplo o poema ‘A origem do mênstruo’, de Bernardo Guimarães” O homem foi um acontecimento social e literário que agitou o país nos anos de 1887 e 1888, desdobrando-se em polêmicas, conferências, jantares e peças teatrais. O erotismo do livro foi crucial para o seu sucesso.

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    Luiz Cortes27/02/2026Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Coisa de louco.

    Loucura, loucura loucura. Uma história surpreendente. Tão atemporal que bastava mudar o século em que se deu o romance que nada, absolutamente nada se alteraria. É um livro que traz questões mais profundas do que se pode imaginar. Fala de religiosidade exagerada, fala de falta de liberdade sexual, fala de machismo estruturado, fala de psicanálise freudiana. Muitas questões a ser discutidas. Magda a filha de um Conselheiro, apaixonada por Fernando, que mais tarde se descobrem irmãos começa a perder a sanidade gradualmente, a tia uma velha beata resolve apoiar as sandices religiosas da sobrinha, o pai sem saber o que fazer começa a fazer todas as vontades da filha, o médico da família doutor Lobão é um machista, julga que a condição mental de Magda se resolve com o coito. Em um determinado momento Magda conhece Luís, um pedreiro - trabalho extraindo rochas - que a ajuda em um momento de perigo. E daí é só ladeira abaixo. (quero evitar os spoilers). Um livro para ser lido a luz da psicanálise. Se O Cortiço é surpreendente, esta obra, O Homem é tão quanto a outra. É a literatura Brasileira clássica mostrando que também somos capazes de escrever profundamente sobre nós mesmos e nossos problemas.

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