Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições1
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas90
    • Leitores1117
    • Similares15
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    Carta à rainha louca -

    Maria Valéria Rezende

    Alfaguara
    2019
    144 páginas
    4h 48m
    ISBN-13: 9788556520821
    Português Brasileiro
    4
    377 avaliações
    Leram487Lendo29Querem576Relendo1Abandonos24Resenhas90
    Favoritos26Desejados576Avaliaram377

    Mesclando linguagem histórica e uma crítica profundamente atual, Maria Valéria Rezende cria um romance sem par na literatura contemporânea, no qual mulheres mostram sua força frente às mais impensáveis repressões. Olinda, 1789. Isabel das Santas Virgens, presa no convento do Recolhimento da Conceição, escreve à rainha Maria I, conhecida como a Rainha Louca. Em suas cartas, ela, tida por muitos como também lunática, conta os destemperos cometidos pelos homens da Coroa – e por aqueles que galgaram tal posto – contra mulheres, escravizados e todos os que se encontravam mais vulneráveis. Por meio dos tormentos passados por ela e por sua senhora Blandina, nossa narradora expõe o pano de fundo da colonização brasileira e da situação da mulher que ousava desafiar. Com uma pesquisa histórica ímpar e usando o vocabulário próprio do setecentos mesclado a uma linguagem moderna, Maria Valéria Rezende recria com maestria a história de duas mulheres em um período conturbado do passado brasileiro. Como promete à rainha, Isabel conta "toda a verdade sobre o que em Vosso nome se faz nestas terras e a mim me fizeram." "Uma revelação em nossas letras." — Frei Betto "Maria Valéria Rezende costura uma narrativa ao mesmo tempo sofisticada e simples, como só aos grandes escritores é dado saber." — Luiz Ruffato

    Edições (1)

    Ver mais
    • book cover

    Similares (15)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    Resenhas (90)Ver mais
    Aione Simões picture
    Aione Simões14/06/2019Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Carta À Rainha Louca é a obra mais recente de Maria Valéria Rezende, autora laureada diversas vezes com o Jabuti. Nesse romance epistolar, Isabel das Santas Virgens, confinada em um convento, escreve à rainha Maria I, conhecida como a Rainha Louca, narrando sua trajetória e as dificuldades sofridas por mulheres, escravos e vulneráveis no final do século XVIII no Brasil. "De tal modo agarrou-me o costume de viver no escuro que, mesmo quando não tinha cópias a fazer, ali entre os papéis e livros me metia pelas noites adentro, a ler tudo que me inspirava a fantasia e me permitiam os restos de vela roubados dos altares ou mesmo algumas brasas vivas que trazia do fogão numa concha de ferro. Aprendi assim a criar dentro de mim mesma lugares de uma vida livre, protegida pelas trevas, da qual ninguém mais podia suspeitar." pág. 16 O livro se divide em quatro partes, que se referem aos anos de 1789 a 1792, os momentos em que Isabel escreve sua carta. Durante os quatro anos que ela leva para compor a correspondência, sofrendo inúmeras interrupções, ela vai também passando por transformações que ora permitem uma maior organização daquilo sendo dito e ora permitem ao leitor compreender não só sua trajetória anterior ao confinamento, mas aquilo que ela vive enquanto confinada. As duas primeiras partes do livro aparentam uma maior confusão. Aparentam, pois a confusão é o que se deseja transmitir, não que seja, de fato, algo estrutural da obra. Isabel inicia a carta com o desespero de quem quer falar e, por isso, suas palavras saem quase em um jorro, em um fluxo de pensamentos desordenados que mais são um desabafo do que uma narrativa. Nessas duas primeiras partes, podemos já captar vislumbres do que ainda será contado, passando pelo desafio inicial de desbravar essa escrita convulsa. Já a terceira parte — a mais longa do livro — traz uma maior organização dos pensamentos e fatos, permitindo enfim ao leitor compreender quem é Isabel e sua trajetória de vida. É aqui que a história, de modo geral, é contada, antes de atingirmos a quarta e última parte, quando então encaramos qual o fim de Isabel. Carta À Rainha Louca me despertou inúmeras sensações. Apesar da minha confusão inicial no início da leitura, fui impactada pelos tantos relatos de injustiça, tão pertinentes e importantes inclusive em nosso momento atual; afinal, as desigualdades que ainda presenciamos, seja entre gêneros, seja entre raças, têm suas raízes no passado. Ao mesmo tempo, foi impossível não me envolver com a escrita de Maria Valéria Rezende, que consegue ser tanto corrente quanto capaz de se mesclar ao vocabulário do período, muito bem retratado pela autora graças a sua excelente pesquisa histórica. "Peço-Vos benevolência para com esta que Vos escreve uma carta assim desordenada, na qual muitas rasuras haverá, qual delas não me poderei furtar por andarem-me as ideias à roda, de tal modo que eu mesma por vezes me suspeito insana. Como poderia eu, de outro modo, conceber as estranhezas que penso e jamais ouvi pronunciar por outrem?" pág. 11 O que mais me encantou na leitura não foi apenas encontrar a denúncia de uma mulher subjugada de tantas formas possíveis, especialmente por ousar ir além do que a ela era permitido. Carta À Rainha Louca me cativou por ser a luta de uma mulher por sua própria sanidade, porque é através das palavras e do exercício de organização mental que Isabel é capaz de manter um pouco de si. O romance de Maria Valéria Rezende é daqueles que faz encantar e sofrer: encantar, pelo belo trabalho desenvolvido pela autora; sofrer, por tudo que a obra expõe. Leitura recomendadíssima!

    33 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4 / 377
    • 5 estrelas27%
    • 4 estrelas43%
    • 3 estrelas25%
    • 2 estrelas4%
    • 1 estrelas1%
    Maria Valéria Rezende profile picture

    Maria Valéria Rezende

    Maria Valéria Rezende nasceu em 1942, em Santos (SP), onde morou até os 18 anos. Em 1965 entrou para a Congregação de Nossa Senhora - Cônegas de Santo Agostinho. Sempre se dedicou à educação popular, primeiro na periferia de São Paulo e, a partir de 1972, no Nordeste. Viveu no meio rural de Pernambuco e da Paraíba e, desde 1986, mora em João Pessoa. Já esteve em Angola, Cuba, França e Timor, entre outros países, convidada a falar sobre seus projetos sociais. Maria Valéria estreou na ficção em 2001, com o livro de contos Vasto mundo. Depois, escreveu livros infanto-juvenis e o elogiado romance O Voo da guará vermelha. A autora, que costura referências das culturas erudita e popular, “é uma revelação em nossas letras”, como disse Frei Betto. A experiência de Maria Valéria com a dor do analfabetismo e também com a educação de jovens e adultos foi o mote para <i>O voo da guará vermelho</i>. “Uma personagem se apaixona por aprender a ler e a outra descobre um sentido para sua vida, ensinando”. A autora constrói no livro o encontro de Irene, uma nordestina que vira prostituta em São Paulo, com Rosálio, um servente pedreiro. Dona de uma escrita inventiva e conhecedora da realidade de “Rosálios” e “Irenes”, Maria Valéria fez uma obra poética e forte, que dispensa trivialidades. Nos contos de <i>Vasto mundo</i>, seu primeiro livro, Maria Valéria apresenta “causos” do povo nordestino, em que trata de amores e dores, da geografia local e da crença fácil no que transcende o explicável. A autora também escreve para crianças e jovens, tanto poemas quanto histórias ficcionais, em que aborda temas como o medo, a lealdade e as relações sociais, sempre com humor e criatividade.

    26 Livros
    107 Seguidores
    São Paulo, Brasil

    Maria Valéria Rezende