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    O Cozinheiro do Rei - As aventuras e desventuras de Pedro Karaí Raposo, entre o Rio de Contas e a Côrte, de 1773 a 1823

    Zé Rodrix

    Madras
    2013
    560 páginas
    18h 40m
    ISBN-13: 9788537008690
    Português Brasileiro
    4.2
    5 avaliações
    Leram10Lendo2Querem54Relendo0Abandonos4Resenhas2
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    A história do Brasil contada de forma deliciosa! Pedro Karaí Raposo é um mestiço meio índio, meio português, que foge de sua terra, a Vila de [Minas do] Rio de Contas, na Bahia, para escapar do massacre do seu povo, os Mongoyós. Sem destino definido, o menino se embrenha pelo Sertão levando consigo apenas alguns livros herdados de seu mestre jesuíta que o havia alfabetizado. Ele viaja de norte ao sul do Brasil acompanhando sua história pela porta da cozinha da casa-grande e dos palácios. Pedro tem um sonho: descobrir os sabores do mundo e se tornar um exímio cozinheiro, e acaba sendo agente das transformações do Brasil, que são arquitetadas nas mesas dos grandes senhores e comentadas nas cozinhas e alcovas. O Cozinheiro do Rei (Edição Póstuma) relata a história verossímil do Brasil Colônia, na virada do século XVIII para o século XIX, entre 1773 e 1823, sob um ângulo diferente, realista e verdadeiro, com todos os tons, aromas e sabores deste país gigante e desconhecido. Trata-se de uma herança preciosa a todos os brasileiros, um trabalho inédito de Z. Rodrix, um gênio do meio artístico e literário de nosso país. Uma obra para ser degustada com muito prazer! [Sobre o Autor]: Z. Rodrix nasceu no Rio de Janeiro em 1947, começando a estudar música aos 6 anos de idade, primeiro com o pai e depois no Conservatório Musical do Rio de Janeiro e na Escola Nacional de Música. Participou do MOMENTO QUATRO, quarteto vocal que venceu o Festival da Record de 1967; do SOM IMAGINÁRIO, que estreou na Sexta-Feira da Paixão de 1970 com Milton Nascimento no Teatro Opinião; e do Trio Sá, Rodrix e Guarabyra, fundando o que hoje é conhecido como rock rural. Fez trilhas para cinema, teatro e novelas de televisão. Com Tico Terpins fundou a VOZ DO BRASIL, especializada em criação de fonogramas publicitários, sendo um dos mais premiados profissionais dessa área. Criou trilhas sonoras, jingles e assinaturas para os mais destacados anunciantes e produtos. Fez também composições e produções para a nova formação do legendário JOELHO DE PORCO. Em 2003, por meio de uma lista de Internet chamada M-Música, da qual participou ativamente, conheceu os compositores do Clube Caiubi, movimento musical do qual se tornou curador e diretor musical. Lançou seu primeiro livro, Johaben: Diário de um Construtor do Templo, em 1999, já em 10ª edição e que recebeu o PRÊMIO LIMA BARRETO da União Brasileira de Escritores. Lançou o segundo volume da “Trilogia do Templo”, intitulado Zorobabel: Reconstruindo o Templo, em 2005. Nesse meio tempo, traduziu o best-seller de Christopher Knight e Robert Lomas A Chave de Hiram. Lançou o terceiro volume da Trilogia, intitulado Esquin de Floyrac – O Fim do Templo, em 2007. Estudioso da Qabbalah, ingressou na Maçonaria em 1991 e foi ativo palestrante e conferencista sobre Maçonaria, Religiões Comparadas, Metafísica, Publicidade, Gastronomia e Criatividade na Arte e na Música. Seus hobbies eram os livros e a cozinha, sendo possuidor de uma grande biblioteca. Tem seis filhos e duas netas, e tinha apenas uma decisão definitiva: não morrer de jeito nenhum... Z. Rodrix era antes e acima de tudo um criador. De música, textos, receitas e da vida.

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    Wagner Paulin picture
    Wagner Paulin03/06/2019Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    BRASILEIRA.

    (...) Meu ressentimento tomou cores mais fortes, e em meu silêncio de menino com quase 12 anos de idade comecei a perceber que meu pai era de Portugal que nos dominava, e que nenhuma diferença existia entre a corte e os Raposo: eram todos ladrões, de nossas terras, nossas riquezas, nossa comida e bebida. Em silêncio aprendia e fundamentava dentro de mim essa revolta que, à falta de melhor nome chamarei de brasileira. (...) in: RODRIX, Zé O cozinheiro do rei. São Paulo: Madras, 2013. pg 87.

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    José Rodrigues Trindade  profile picture

    José Rodrigues Trindade

    Ainda sob o nome Zé Rodrigues, iniciou sua carreira musical no ensino médio, integrando, com colegas do Colégio de Aplicação da UFRJ David Tygel, Maurício Maestro (sob o nome Maurício Mendonça) e Ricardo Villas (sob o nome Ricardo Sá), o grupo vocal Momentoquatro. Com esta formação, o grupo acompanhou Marília Medalha, Edu Lobo e o Quarteto Novo na apresentação de "Ponteio", vencedor do Festival da Record em 1967, além de ter gravado um compacto duplo e um LP pela gravadora Phillips. Estudou no Conservatório Brasileiro de Música, desenvolvendo a característica da multi-instrumentalidade: tocava piano, violão, acordeão, flauta, bateria, saxofone e trompete. Na década de 1970, participou da banda Som Imaginário, banda criada para acompanhar Milton Nascimento. Desligando-se da banda em 1971, venceu o Festival da Canção de Juiz de Fora, junto a Tavito, com a canção "Casa no campo", uma de suas composições mais famosas, que se tornaria um grande sucesso na voz de Elis Regina, e cujo trecho da letra ("compor rocks rurais") batizou o estilo de música conhecido como rock rural, com influências regionalistas, tropicalistas, folk, country e rock, tocada pelo trio do qual faria parte logo em seguida, com Luiz Carlos Sá e Guttemberg Guarabyra (Sá, Rodrix e Guarabyra). Nessa época, compôs músicas como "Mestre Jonas" (em parceria com Sá e Guarabyra), "Ama teu vizinho" (com Luiz Carlos Sá), "Blue Riviera" (com Sá e Guarabyra), "O pó da estrada" (com Sá e Guarabyra), "Os anos 1960", "Pendurado no vapor" (com Sá e Guarabyra), "Primeira canção da Estrada" (com Luiz Carlos Sá), dentre várias outras", além de um famoso jingle criado pelo trio, por encomenda da J. W. Thompson, para a Pepsi, notabilizado pelo verso: "só tem amor quem tem amor pra dar". Zé Rodrix saiu do trio em 1973, para seguir em carreira solo e participações especiais em gravações de artistas diversos, como o disco de estreia do Secos & Molhados, no qual toca piano, ocarina e sintetizador na última faixa, chamada "Fala". Rodrix dedilhava seu teclado moog após a orquestra e os outros instrumentos cessarem, técnica que só pode ser ouvida nos CDs relançados do grupo já na década de 1990, pois no vinil original esta música continha 15 minutos a menos.[2] Passou a se dedicar mais na área de publicidade que musical na década de 1980, mas em 1983, o músico passou a integrar o grupo Joelho de Porco, com o qual gravou o LP e participou do Festival dos Festivais em 1985, ganhando o prêmio de melhor letra pela música "A Última Voz do Brasil". Entre 1989 e 1996 assinou a direção musical dos espetáculos "Não fuja da Raia" e "Nas Raias da loucura", de Sílvio de Abreu, e do programa "Não fuja da Raia" (Rede Globo), estrelado por Cláudia Raia. Em 1993 foi contemplado com o prêmio Kikito, no Festival de Cinema de Brasília, pela trilha sonora do filme "Batman e Robin". Em 2001 reuniu-se novamente a Sá e Guarabyra, tendo seu show de estreia ocorrido no Rock in Rio III. Logo após o lançamento de Outra Vez Na Estrada, com o trio, em 2001, Zé Rodrix conheceu o Clube Caiubi de Compositores, em São Paulo, e passou a desenvolver parcerias com novos autores da música brasileira, entre eles Sonekka e Reynaldo Bessa. Em dezembro de 2008, Zé Rodrix lança um single ao lado de Sá e Guarabyra, chamado Amanhece um outro dia. A canção foi tema de abertura da novela Revelação, exibida pelo SBT. Para promover a novela, o trio chegou a se apresentar ao vivo no programa Hebe. Zé Rodrix morreu às 00:45 do dia 22 de maio de 2009, após sentir-se mal e ser levado ao Hospital das Clínicas, em São Paulo, cidade onde residia. No início da década de 2000 revelou que era maçom, chegando a lançar a trilogia denominada Trilogia do Templo, sobre a maçonaria. A trilogia é composta dos títulos: Johaben: Diário de um Construtor do Templo, Zorobabel: reconstruindo o templo e Esquin de Floyrac: O fim do Templo. Sobre a trilogia, o escritor Luis Eduardo Matta afirmou no prefácio do terceiro volume: "Nunca, em toda a trajetória literária brasileira, um escritor se aventurou com tamanha obstinação por uma saga épica monumental como é o caso desta trilogia, que se debruça sobre os primórdios da maçonaria, uma das fraternidades iniciáticas mais antigas do mundo, mesclando erudição e fluência, onde realidade e ficção se confundem num incrível mosaico narrativo". Ainda de acordo com Matta, a Trilogia do Templo foi uma das mais fantásticas obras literárias produzidas no Brasil na primeira década do século XX

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    Rio de Janeiro, Brasil

    José Rodrigues Trindade