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    Iniciação à Filosofia para os Não-Filósofos -

    Louis Althusser

    WMF Martins Fontes
    2019
    256 páginas
    8h 32m
    ISBN-10: 8546901643
    Português Brasileiro
    4.1
    8 avaliações
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    Favoritos0Desejados28Avaliaram8

    Em 1975, no meio do período mais intensamente político de sua obra e de sua vida, Louis Althusser decide redigir um manual de filosofia que seja acessível a todos. O resultado é Iniciação à filosofia para os não filósofos. Entretanto, bem longe da simples obra de vulgarização, o que o filósofo oferece neste livro é na realidade um verdadeiro 'concentrado' das teses mais fundamentais de seu próprio pensamento, tanto sobre a ideologia, a ciência e a religião como sobre o conceito de prática, central em sua reflexão e aqui desenvolvido como nunca. Momento de síntese em sua obra, instantâneo fulgurante de uma das mais influentes filosofias da segunda metade do século XX e introdução cristalina às suas principais categorias, Iniciação à filosofia para os não filósofos é também um manifesto para o pensamento futuro. Um pensamento cuja candente pertinência o sucesso contemporâneo dos 'filhos' de Althusser – de Jacques Rancière a Alain Badiou, de Slavoj Žižek a Étienne Balibar – vem comprovar.

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    Resenhas (1)Ver mais
    Lucas Burgos picture
    Lucas Burgos01/11/2023Resenhou um livro
    4.5 (Muito bom)

    Uma montanha-russa completa

    Que maravilha esse livro. Althusser consegue ir do básico da filosofia com a pergunta “o que é um filósofo?” até grandes aspectos da filosofia marxista e os Ideology State Apparatuses, para no fim, voltar a pergunta original e dar a maravilhosa resposta “a philosopher is a man who fights in theory”. Todo mundo tem o potencial de ser um filósofo, mas filósofo é aquele que utiliza o teórico para lutar por sua causa. Para Althusser, isso é a grande luta entre classes. Genial, um livro que todos interessados em filosofia deveriam ler.

    3 curtidas

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    4.1 / 8
    • 5 estrelas50%
    • 4 estrelas25%
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    Pierre Louis Althusser profile picture

    Pierre Louis Althusser

    Louis Althusser (Birmandreis, Argélia, 16 de outubro de 1918 — Paris, 22 de outubro de 1990) foi um filósofo francês de origem argelina. Seu nome foi uma homenagem ao seu tio paterno, que havia morrido na Primeira Guerra Mundial. Segundo o filósofo, sua mãe pretendia casar-se com esse tio, mas, após a morte deste e apenas em função disso, casou-se com o pai de Althusser. Ele também acreditava ser tratado como um substituto do tio falecido pela mãe, ao que ele atribui um grande dano psicológico. Após a morte de seu pai, Althusser, sua irmã e sua mãe se mudaram para Marseille, onde ele cresceu. Em 1937 ele se uniu ao movimento da juventude católica. Althusser era um aluno brilhante, sendo aceito no prestigiado École Normale Supérieure (ENS) em Paris. Entretanto, ele não pôde freqüentar a escola, pois estava convocado para a Segunda Guerra Mundial e, como a maioria dos soldados franceses, ficou aprisionado em um campo de concentração. Althusser era um prisioneiro relativamente feliz, permanecendo no campo até o final da guerra, ao contrário dos demais soldados, que fugiram para lutar - motivo pelo qual Althusser se puniu mais tarde. Após a guerra, finalmente Althusser pôde freqüentar a École Normale Supérieure. Entretanto, sua saúde mental e psicológica estava severamente abalada, tendo, inclusive, recebido a terapia de eletrochoques em 1947. A partir de então, Althusser sofreu de enfermidades periódicas durante o resto de sua vida. A Ecole Normale Supérieure foi simpática a sua condição, permitindo que ele residisse em seu próprio quarto na enfermaria, onde ele viveu por décadas, a não ser em períodos de internação hospitalar. Marxista, filiou-se ao Partido Comunista Francês em 1948. No mesmo ano, tornou-se professor da Ecole Normale Supérieure. Em 1946 Althusser conheceu Hélène Rytmann, uma revolucionária de origem judaico-lituana, oito anos mais velha. Ela foi sua companheira até 16 de novembro de 1980, quando foi estrangulada pelo próprio Althusser, num surto psicótico. As exatas circunstâncias do ocorrido não são conhecidas - uns afirmam ter se tratado de um acidente; outros dizem que foi um ato deliberado. Althusser afirma não se lembrar claramente do fato, alegando que, enquanto massageava o pescoço da mulher, descobriu que a tinha matado. A justiça considerou-o inimputável no momento dos acontecimentos e, em conformidade com a legilação francesa, foi declarado incapaz e inocentado em 1981. Cinco anos mais tarde, em seu livro L'avenir dure longtemps, Althusser refletiu sobre o fato, pretendendo reivindicar uma espécie de responsabilidade por seus atos quando do assassinato, o que gerou uma polêmica entre seus correligionários e detratores, sobre tal responsabilidade ser filosófica ou real. Althusser não foi preso mas foi internado no Hospital Psiquiátrico Sainte-Anne, onde permaneceu até 1983. Após esta data, ele se mudou para o norte de Paris, onde viveu de forma reclusa, vendo poucas pessoas e não mais trabalhando, a não ser em sua autobiografia. Louis Althusser morreu de ataque cardíaco em 22 de outubro de 1990, aos 72 anos.

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