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    Por Marx -

    Louis Althusser

    Editora da Unicamp
    2015
    215 páginas
    7h 10m
    ISBN-13: 9788526812321
    Português Brasileiro
    4.2
    20 avaliações
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    Esta coletânea de artigos, publicada pela primeira vez em 1965 pelas Éditions François Maspero, teve um sucesso excepcional para uma obra teórica. Como notava Élisabeth Badinter no jornal Combat de 25 de abril de 1974: “Os estudantes e os intelectuais marxistas descobriram Althusser e, por seu intermédio, se não um novo Marx, ao menos uma nova maneira de o ler. Desde a Crítica da razão dialética de Sartre, Althusser é o único filósofo a propor uma interpretação verdadeiramente original das obras de Marx.” A partir da década de 1960, os estudos marxistas não puderam ignorar esta abordagem que estabelecia um “corte epistemológico” na obra marxiana, separando os textos ideológicos do Jovem Marx da obra científica da maturidade. Ela oferecia também outra avaliação do aporte de Hegel a Marx e não hesitava em se inspirar nas reflexões filosóficas de Mao Tsé-Tung para alimentar sua própria filosofia. Raros são os livros tendo suscitado tantas paixões teóricas e provocado tantos debates.

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    Doney Corteletti Stinguel16/01/2021Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    Lista de Livros: Por Marx, de Louis Althusser

    Parte I: “A compreensão de um desenvolvimento ideológico implica, no nível da própria ideologia, o conhecimento conjunto e simultâneo do campo ideológico no qual surge e se desenvolve um pensamento; e a atualização da unidade interna desse pensamento: sua problemática. O conhecimento do campo ideológico supõe o conhecimento das problemáticas que aí se compõem ou se opõem. É o relacionamento da problemática própria do pensamento individual considerado com as problemáticas próprias dos pensamentos pertencentes ao campo ideológico que pode mostrar qual é a diferença específica de seu autor, ou seja, se surge um sentido novo. Evidentemente, a história real ronda todo esse processo complexo.” * Mais do blog Lista de Livros em: https://listadelivros-doney.blogspot.com/2020/12/por-marx-parte-i-de-louis-althusser.html?m=0 XXXXXXXXXXXXXX Parte II: “Dizer que é um problema teórico implica o fato de que não se trata de uma simples dificuldade imaginária, mas de uma dificuldade realmente existente colocada na forma de problema, ou seja, numa forma submetida a condições imperativas: definição do campo de conhecimentos (teóricos) no qual se coloca (se situa) o problema, definição do lugar exato de sua posição e dos conceitos requeridos para colocá-lo. Unicamente a posição, o exame e a resolução do problema, ou seja, a prática teórica na qual nos vamos empenhar, poderão fornecer a prova de que essas condições são respeitadas.” * Mais do blog Lista de Livros em: https://listadelivros-doney.blogspot.com/2020/12/por-marx-parte-ii-de-louis-althusser.html XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX Parte III: “Para nós, o “real” não é uma palavra de ordem teórica: o real é o objeto real, que existe, independentemente de seu conhecimento, mas que não pode ser definido senão por seu conhecimento. Nessa segunda relação, teórica, o real forma uma unidade com os meios de seu conhecimento; o real é sua estrutura conhecida ou a conhecer, é o objeto mesmo da teoria marxista, esse objeto demarcado pelas grandes descobertas teóricas de Marx e de Lenin, esse campo teórico imenso e vivo, em constante desenvolvimento, onde doravante os acontecimentos da história humana podem ser dominados pela prática dos homens, porque estão submetidos à sua apreensão conceitual, ao seu conhecimento.” * Mais do blog Lista de Livros em:

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    Pierre Louis Althusser

    Louis Althusser (Birmandreis, Argélia, 16 de outubro de 1918 — Paris, 22 de outubro de 1990) foi um filósofo francês de origem argelina. Seu nome foi uma homenagem ao seu tio paterno, que havia morrido na Primeira Guerra Mundial. Segundo o filósofo, sua mãe pretendia casar-se com esse tio, mas, após a morte deste e apenas em função disso, casou-se com o pai de Althusser. Ele também acreditava ser tratado como um substituto do tio falecido pela mãe, ao que ele atribui um grande dano psicológico. Após a morte de seu pai, Althusser, sua irmã e sua mãe se mudaram para Marseille, onde ele cresceu. Em 1937 ele se uniu ao movimento da juventude católica. Althusser era um aluno brilhante, sendo aceito no prestigiado École Normale Supérieure (ENS) em Paris. Entretanto, ele não pôde freqüentar a escola, pois estava convocado para a Segunda Guerra Mundial e, como a maioria dos soldados franceses, ficou aprisionado em um campo de concentração. Althusser era um prisioneiro relativamente feliz, permanecendo no campo até o final da guerra, ao contrário dos demais soldados, que fugiram para lutar - motivo pelo qual Althusser se puniu mais tarde. Após a guerra, finalmente Althusser pôde freqüentar a École Normale Supérieure. Entretanto, sua saúde mental e psicológica estava severamente abalada, tendo, inclusive, recebido a terapia de eletrochoques em 1947. A partir de então, Althusser sofreu de enfermidades periódicas durante o resto de sua vida. A Ecole Normale Supérieure foi simpática a sua condição, permitindo que ele residisse em seu próprio quarto na enfermaria, onde ele viveu por décadas, a não ser em períodos de internação hospitalar. Marxista, filiou-se ao Partido Comunista Francês em 1948. No mesmo ano, tornou-se professor da Ecole Normale Supérieure. Em 1946 Althusser conheceu Hélène Rytmann, uma revolucionária de origem judaico-lituana, oito anos mais velha. Ela foi sua companheira até 16 de novembro de 1980, quando foi estrangulada pelo próprio Althusser, num surto psicótico. As exatas circunstâncias do ocorrido não são conhecidas - uns afirmam ter se tratado de um acidente; outros dizem que foi um ato deliberado. Althusser afirma não se lembrar claramente do fato, alegando que, enquanto massageava o pescoço da mulher, descobriu que a tinha matado. A justiça considerou-o inimputável no momento dos acontecimentos e, em conformidade com a legilação francesa, foi declarado incapaz e inocentado em 1981. Cinco anos mais tarde, em seu livro L'avenir dure longtemps, Althusser refletiu sobre o fato, pretendendo reivindicar uma espécie de responsabilidade por seus atos quando do assassinato, o que gerou uma polêmica entre seus correligionários e detratores, sobre tal responsabilidade ser filosófica ou real. Althusser não foi preso mas foi internado no Hospital Psiquiátrico Sainte-Anne, onde permaneceu até 1983. Após esta data, ele se mudou para o norte de Paris, onde viveu de forma reclusa, vendo poucas pessoas e não mais trabalhando, a não ser em sua autobiografia. Louis Althusser morreu de ataque cardíaco em 22 de outubro de 1990, aos 72 anos.

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    Pierre Louis Althusser