As pautas da Ayn são claras e sem poréns, porque é isso que ela diz acreditar - o objetivismo.
Uma mulher que nasceu na Russia, viveu e sofreu com sua família a espoliação material, moral e cultural do movimento comunista. Deu seu jeito de se mudar para o país da Liberdade e, de figurante, virou roteirista, romancista e filósofa.
Uma vida marcante (so seus relacionamentos amorosos já daria uma novela) e que escreveu o segundo livro mais influente dos EUA - A Revolta de Atlas - atrás apenas da Bíblia! Mas uma mulher que o movimento feminista fez questão de apagar e fingir que não existe ?. (Ué???)
Ayn enfatiza que a Realidade existe independentemente da mente do observador, negá-la não a faz desaparecer ou mudar! (Perfect!)
Questiona o altruísmo imposto! Se sacrificar pelo próximo é moral se assim o indivíduo decidir, racional e objetivamente, um ato de vontade e não o altruísmo exigido, porque o mundo (hoje diria que as midias e redes sociais) julga que assim deve ser.
Acredita l na razão como unica forma de conhecimento, acima da fé e religião (tópico sensível e polêmico).
Acredita no capitalismo como único sistema econômico coerente, baseado em trocas contratuais e que cada um, no seu interesse, ganha seu beneficio de cada lado.
Fala muito sobre o egoísmo racional- o princípio de que o homem é um fim em si mesmo, não um meio para os fins dos outros. O indivíduo é a menor minoria! O coletivismo tira, num falso e distópico discurso de igualdade (não é a igualdade perante a lei) , a individualidade e diferença de cada um.
A única obrigação para com os outros homens, é respeitar sua liberdade e não participar de maneira alguma de uma sociedade escravocrata ou se impor a um Estado que nega a liberdade. O limite moral do ato do indivíduo é jamais inflingir o direito seu e alheio à liberdade, à vida e propriedade privada. A Independência intelectual e psicológica deve ser o primeiro passo para a sociedade objetivista .
Puxa a orelha daqueles que estão a todo momento se pondo em lugar de vítima (aqui abro parênteses que não incluo nessa análise as vítimas reais - racismo, miséria - mas, ela traz implícito a crítica à banalização do vitimismo- hoje até quem comete o crime hediondo é chamado vítima da sociedade). Chama para responsabilidade sobre sua própria vida. Você é responsável sobre seus atos, problemas e as soluções. Haja, saia do lugar se assim você quer respostas e resoluções, não espere de ninguém, e jamais dos governos.
Meus pontos de discordância com essa mulher brilhante é a aparente não maleabilidade da razão e objetivismo. Uma das coisas que diferencia o homem dos animais é sua capacidade de fantasia.
Fé, fantasia, crenças não racionais nos tornam humanos... e fizeram parte da construção do mundo. Não discordo da extrema importância do racionalismo (eu me considero bem racional), porém fantasiar faz parte. Mas devemos ter a conscientização do que é fantasia versus realidade. Acredito que seja isso que falta no mundo.
E em relação ao extremo do objetivismo, não acredito que tudo no mundo tenha que ter um objetivo definido. Laços familiares, laços de amizades,Amor, carinho podem existir sem nenhum objetivo pré-definido específico, sem esperar nada em troca. Essas relações não existem apenas natureza humana mas de todos os animais e negá-la não parece ser razoável.
Professor Dennys fez um trabalho primoroso nesse ?resumo? fantástico dessa mulher que foi gigante!