Published anonymously in 1776, the year of the American Declaration of Independence, Paine's Common Sense became an immediate best-seller, with fifty-six editions printed in that year alone. It was this pamphlet, more than any other factor, which helped to spark off the movement that established the independence of the United States. From his experience of revolutionary politics, Paine drew those principles of fundamental human rights which, he felt, must stand no matter what excesses are committed to obtain them, and which he later formulated in his Rights of Man.
Common Sense -
Thomas Paine
Publicado em janeiro de 1776 durante a Guerra de Independência dos Estados Unidos (1775-1781) , "Senso Comum" foi - e ainda é - um dos mais bem-sucedidos panfletos políticos da história, um libelo repleto de argumentos poderosos, persuasivos e veementes contra a monarquia hereditária e a favor da independência das 13 Colônias. No intuito de convencer o leitor da importância de assumir sua parcela de responsabilidade, o livro oferecia duas alternativas ao povo americano: continuidade e submissão a um monarca tirânico, ou liberdade e felicidade em uma nova república independente. Em suas poucas, mas densas, páginas - o original tinha cerca de 70 folhas - ele destrói todos os possíveis entendimentos que poderiam sustentar uma possível, mas indesejada, reconciliação com a Inglaterra. Porquanto a virtude não seja perpétua (e muito menos hereditária), e supondo de início que todos os homens são originalmente iguais, Paine demonstra a total ausência de razoabilidade de alguém, por mero nascimento e para todo o sempre, clamar para si e sua família o direito de se colocar acima e em preferência de todos as outras pessoas. Em seu fim, a obra busca transmitir ao leitor a convicção de que está em seu poder recomeçar a história do mundo, e sua conclusão é irresistível: O sol nunca brilhou sobre uma causa de maior valor. Não se trata de um assunto que concerne a uma cidade, a um país, a uma província ou a um reino mas sim a um continente. Esta não é uma questão de um dia, de um ano, ou de uma era; a posteridade está de fato envolvida nesta contenda, e será mais ou menos afetada, mesmo até o final dos tempos, pelo que ocorre nesse momento. === Obtendo imenso sucesso (segundo consta, foi reimpresso vinte e cinco vezes apenas no primeiro ano, com vendas ultrapassando os cento e cinquenta mil exemplares - em uma população não maior que 2,5 milhões de habitantes), o texto e seu espírito argumentativo encontraram ressonância na própria Declaração de Independência norte-americana, tornando-se o motor da época e despertando nos colonos as ganas necessárias para desencadear a primeira ação anticolonial bem-sucedida da história moderna. === Diante de seu inegável valor pessoal e do mérito de sua obra no sentido de estimular os combatentes da Independência dos Estados Unidos, os americanos quiseram perpetuar sua memória com sucessivas reedições de "Senso Comum", porém o espírito do autor, pendente mais para o liberalismo social tão caro aos franceses, terminaria mais identificado com a Revolução Francesa que com a Revolução Americana.
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