Cultura, diversidade, diferenciação - Um guia elementar

    Manuela Ivone Cunha

    Centro Interdisciplinar de Ciências Sociais da Universidade do Minho
    2016
    148 páginas
    4h 56m
    ISBN-13: 9789899976818
    Português

    O que é a antropologia? A resposta a esta pergunta tomou aqui a forma de um texto concebido como registo desenvolvido de um programa de sensibilização inicial e genérica à linguagem antropológica. Procurou-se essa aproximação através da questão, nuclear a esta área do saber, da diversidade, do balanço entre o universal e o particular, caminhando de problemas transversais para temas particulares que os ilustrem em âmbitos mais específicos. Trata-se de um tipo de introdução à disciplina pensado para estudantes e profissionais de outras áreas que não necessariamente a antropologia social e cultural, mas que queiram recorrer a ela como um instrumento complementar de compreensão e leitura crítica do mundo contemporâneo. Embora vise um acesso simples a conceitos e temas fundamentais da disciplina, assim como às perspetivas que os geraram, não é um pacote pronto a armazenar, mas uma via de entrada que passa sobretudo por fornecer não mais do que as balizas, os eixos de reflexão, um fio de organização de leituras - em suma, uma identificação da paisagem desta área do saber e linhas de orientação que tornem possível aos leitores prosseguirem depois por si próprios no aprofundamento do que entenderem mais útil e relevante, ou mobilizarem futuramente de maneira autónoma esse conjunto de balizas no mundo do trabalho. Tendo em conta a variedade possível dos destinatários, procurou-se privilegiar problemas e debates não tanto como eles se configuraram historicamente no interior da disciplina, mas sim como contributos críticos para confrontar ideias feitas na leitura da atualidade, estereótipos e lugares comuns entranhados na perceção e no discurso sobre a cultura e a diversidade, e as camadas de etnocentrismo e sociocentrismo sedimentadas na esfera mediática. O progressivismo e o primitivismo, a dicotomia nós/outros, noções essencializadas de cultura, tradição e modernidade, ideias naturalizadas de “raça”, género e família, visões substancialistas da identidade e da diferença, são alguns exemplos de esquemas de pensamento com circulação corrente na arena pública.

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