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    Inveja e Gratidão -

    Melanie Klein

    IMAGO
    1991
    400 páginas
    13h 20m
    ISBN-11: 8531201357_
    Português Brasileiro
    4.2
    29 avaliações
    Leram117Lendo53Querem418Relendo1Abandonos4Resenhas1
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    Diante do Ressurgimento do Interesse Pela Obra e Pelo Pensamento de Melanie Klein, Esta Obra Traz Todos os Trabalhos da Autora de 1946 ate sua Morte em 1960.

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    César de Oliveira picture
    César de Oliveira28/03/2024Resenhou um livro
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    Travessia da fantasia em termos kleinianos

    Em termos bastante gerais, mas úteis para condução de uma psicanálise, o final de um tratamento (em termos kleinianos) seria a travessia da posição esquizoparanoide para posição depressiva. Interessante o uso da palavra 'posição', que passa uma ideia de fluidez possível, um posicionamento que pode ser manejado pela própria pessoa ao longo da vida. Claro que depressão aqui não é a doença psiquiátrica, mas uma certa receptividade interna ao mundo externo que pode ser agressivo conosco mas que temos agora instrumentos para responder a essa hostilidade. posição esquizoparanoide: Klein considera que desde o nascimento já há um ego/eu suficiente para experimentar a ansiedade, usar mecanismos de defesa e formar relações de objeto primitivas na fantasia e na realidade porém imaturo. Quando confrontado com a ansiedade produzida pela pulsão de morte, o ego deflete, parte em projeção (expelindo a angústia), e outra em agressividade (atacando o objeto angustiante, como o seio materno). Neste confronto do ego imaturo com a realidade hostil uma resposta possível do bebê é idealizar um objeto que o preserva, o 'seio bom' para sobreviver ao objeto que o quer destruir, o 'seio mau'. As fantasia do ego ideal podem ser expressas nas experiências gratificantes recebidas da mãe real enquanto as fantasias de perseguição são expressas nas experiências de privação e sofrimento atribuídos pelo bebê aos objetos persecutórios. A passagem para a posição depressiva ocorre quando há predominância das experiências satisfatórias. posição depressiva: em 'boas condições' (suficientemente boas, diria Winnicott), o 'seio bom' e impulsos libidinais são mais fortes do que o 'seio mau' persecutório. Sentindo que seu ego está mais forte ele se sentirá menos temeroso de seus impulsos maus e terá menos necessidade de projetá-los. A projeção e a divisão diminuem e o impulso para integração do ego e do objeto se tornam preponderantes e permitem ao bebê reconhecer a mãe com intermediações fantasiosas menos ansiogênicas, porém ainda assim ambivalentes. Acontece que antes não havia ambivalência e contradição, apenas idealização no 'bom' ou 'mau' absolutos. O bebê começa a perceber que ama e odeia a mesma pessoa e que ele também é apenas um com ambos os sentimentos.A experiência da depressão faz com que o bebe deseje reparar esse objeto, restaurar e recuperar os objetos amados perdidos. Acredita que seus ataques destruíram o objeto e que seu amor pode desfazer os efeitos de sua agressividade. A posição depressiva nunca é plenamente elaborada, a vida adulta sempre contém as experiências da infância, as ansiedades relativas a ambivalência e culpa, bem como as situações de perda.

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    Melanie Klein profile picture

    Melanie Klein

    Melanie Klein foi uma psicanalista austríaca. Em geral é classificada como uma psicoterapeuta pós-freudiana. Em 1916, em Budapeste, teve o primeiro contato com a obra de Sigmund Freud e fez análise com Sándor Ferenczi. Estimulada por ele, iniciou o atendimento de crianças. Em 1919 tornou-se membro da Sociedade de Psicanálise de Budapeste. No ano seguinte conheceu Freud e Karl Abraham, no Congresso Psicanalítico de Haia. Abraham convidou-a para trabalhar em Berlim. Em 1921, o marido se transferiu para a Suécia e Melanie permaneceu em Berlim com os filhos. [...] Em 1960 ficou anêmica e em setembro foi operada de um câncer do cólon. Morreu no dia 22 de setembro, aos 78 anos de idade.

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    50 Seguidores

    Melanie Klein