O Homem -

    Aluísio de Azevedo

    UFMG
    2003
    222 páginas
    7h 24m
    ISBN-10: 8570413696
    Português Brasileiro

    Com a publicação de 'O homem', Aluísio Azevedo consolidou sua posição ímpar no Naturalismo brasileiro do século XIX. Mesmo seguindo com entusiasmo alguns princípios científicos daquela corrente literária, o romancista não transformou sua narrativa numa espécie de tratado médico. Imprimiu-lhe ingredientes romanescos com as qualidades da língua literária. Magdá, a mulher que sofre de histeria em decorrência de questões afetivas não resolvidas, é uma personagem dividida. Em sonhos e delírios, avulta-se a livre expressão de sua sexualidade e carência amorosa. Nos episódios de lucidez, refugia-se em rígidos princípios morais e religiosos, denegando as experiências vividas no sonho e nas crises patológicas. Luís, um trabalhador de pedreira, é o homem, seu parceiro amoroso no mundo imaginário. O trágico acompanha a doença de Magdá, para explodir de forma surpreendente no final do romance.

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    Paula Assunção Santos23/05/2022Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    O Homem - Aluísio de Azevedo

    Em seu 7° livro, Aluísio de Azevedo conta a estória de Madalena (Magdá), filha do Sr. Conselheiro Pinto Marques. Magdá transita da infância à adolescência ilusionada pela ideia de se casar com Fernando, então inquilino de seu pai. Porém, ao chegarem a maioridade, lhes é revelado que os dois são meio-irmãos (sendo Fernando fruto de um adultério cometido pelo Conselheiro), portanto, o casamento entre eles não seria possível. Devido a este acontecimento, Fernando se muda para Europa para estudar, e o Sr. Conselheiro faz o possível para encontrar outro pretendente para a filha. Tempo depois, chega ao conhecimento de Magdá a notícia da morte de Fernando, o que desencadeia um novo trauma na moça, que passa a ter crises comportamentais cada vez mais recorrentes. Dr. Lobão, médico da família, a diagnóstica com "histeria", doença que, àquela época, era associada erroneamente ao sexo feminino. Como tratamento, o Dr. prescreve que a enferma se case e tenha o coito o mais depressa possível. Magdá sofre com o agravamento da doença, onde passa a criar uma realidade paralela, vivendo a dualidade dos desejos sexuais reprimidos em seus sonhos, e da realidade em que busca a castidade e integridade na figura de Jesus. Atualmente, esta enfermidade é denominada "Transtorno Dissociativo Conversivo", que caracteriza-se pela perda, parcial ou completa, da consciência, podendo levar o indivíduo ao esquecimento de sua própria identidade.

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