Poor Economics - A Radical Rethinking of the Way to Fight Global Poverty

    Abhijit V. Banerjee, Esther Duflo

    HighBridge Company
    2012
    320 páginas
    10h 40m
    ISBN-10: B006LPHB00

    Billions of government dollars, and thousands of charitable organizations and NGOs, are dedicated to helping the world's poor. But much of their work is based on assumptions that are untested generalizations at best, harmful misperceptions at worst. Abhijit Banerjee and Esther Duflo have pioneered the use of randomized control trials in development economics. Work based on these principles, supervised by the Poverty Action Lab, is being carried out in dozens of countries. Drawing on this and their 15 years of research from Chile to India, Kenya to Indonesia, they have identified wholly new aspects of the behavior of poor people, their needs, and the way that aid or financial investment can affect their lives. Their work defies certain presumptions: that microfinance is a cure-all, that schooling equals learning, that poverty at the level of 99 cents a day is just a more extreme version of the experience any of us have when our income falls uncomfortably low. This important book illuminates how the poor live, and offers all of us an opportunity to think of a world beyond poverty. Learn more at www.pooreconomics.com

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    Cassio Kendi29/01/2021Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Este livro se encaixa na categoria de 'livros para expandir o cérebro'. Os autores tratam a economia da pobreza analisando situações específicas com base em evidências, ao invés de favorecer uma solução genérica muitas vezes baseada em dogma ou orientação política. Os tópicos vão do nível individual (fome/nutrição, saúde, educação e estrutura familiar) ao coletivo (instituições financeiras/políticas e empreendedorismo). Alguns aprendizados: - Os mais pobres têm responsabilidade por quase todos aspectos de sua vida, o que traduz em gastar muito tempo e energia com necessidades básicas. É a falácia do "você e o Bill Gates têm 24 horas". Eu tenho menos tempo livre do que o Bill Gates porque não tenho assistentes pessoais; alguém que precisa buscar água no poço ao invés de abrir a torneira tem menos tempo livre do que eu. - Existem barreiras de custo fixo/risco em prover serviços financeiros à população mais pobre. Empréstimos, poupança e seguros são alguns dos exemplos. Por conta desta falta de acesso, muitos recorrem a empréstimos de juros altos com pessoa física ou poupam com tijolos, construindo uma parede da casa por vez quando sobra dinheiro. Isso dificulta ainda mais uma melhoria financeira no longo prazo. - Microcrédito resolve um subconjunto dos problemas de acesso a empréstimos, mas pelas características da maioria dos contratos, possuem um limite de alcance. - O 'empreendedorismo nato' é uma falácia. Para cada uma história de sucesso, existem milhões de pessoas que não conseguem sair de sua condição social. Muitos são empreendedores no termo técnico da palavra, por não trabalharem para ninguém, mas isso é consequência de falta de opção, não de uma escolha deliberada. - Pequenas mudanças podem ter um impacto grande. Aumentar o tratamento com vermífugos em uma criança pode aumentar consideravelmente sua renda como adulta; programas de incentivos associados a uma ação benéfica, como oferecer alimento para famílias que vacinam as crianças no ato da vacinação, podem aumentar a adesão à campanha. Entender e resolver problemas pontuais de pobreza é uma estratégia melhor do que tentar resolver A Pobreza.

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