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    O livro negro -

    Orhan Pamuk, Orhan Pamuk

    Companhia das Letras
    2008
    528 páginas
    17h 36m
    ISBN-13: 9788535913422
    Português Brasileiro
    3.5
    76 avaliações
    Leram128Lendo8Querem261Relendo0Abandonos12Resenhas10
    Favoritos8Desejados261Avaliaram76

    Lançado na Turquia em 1990, O livro negro é considerado um dos mais importantes romances de Orhan Pamuk, autor de Neve e vencedor do prêmio Nobel de literatura. O livro negro tem como ponto de partida uma trama aparentemente policial: Rüya, esposa e prima do jovem advogado Galip, desaparece de casa sem motivo, deixando apenas um ambíguo bilhete de despedida. Começa então para Galip uma busca desesperada pelas ruas de Istambul para descobrir seu paradeiro. Essa procura é entremeada, ao longo do romance, às crônicas diárias do célebre jornalista Celâl Salik, meio-irmão de Rüya e primo de Galip, publicadas pelo jornal Milliyet. Celâl, que vive se escondendo para evitar ser localizado, escreve sobre os mais variados temas, que vão de política, estrelas de cinema e gângsteres turcos a reminiscências familiares, poetas sufis, o caminho da iluminação e o amor, passando por profundas discussões sobre o hurufismo, uma obscura seita do século XIV que acreditava ser possível encontrar a origem de nossas vidas em letras escritas por Alá em nossos rostos. Obra labiríntica, qual uma caixa de histórias dentro de histórias, O livro negro fala de uma busca, de uma cidade e de memórias. Mas, acima de tudo, versa sobre a única coisa que, para o autor, consegue ser superior a todos os outros temas: a literatura.

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    Our Brave New Blog01/08/2016Resenhou um livro
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    RESENHA O LIVRO NEGRO - OUR BRAVE NEW BLOG

    Chegou o dia meus amigos. Chegou o dia em que um laureado do Nobel falha com a minha pessoa. Eu aqui achando que já tinha feito a melhor escolha possível quando resolvi priorizar os autores do Nobel, mas nem tudo são flores, e nenhum prêmio pode ser perfeito não é mesmo?! Acontece que nessa de pegar qualquer livro, peguei um não tão aclamado do unânime e querido pela crítica Orhan Pamuk, e acabou não sendo bem o que eu esperava. Não é que tenha sido o maior lixo da vida, eu estava gostando até o final da primeira metade, e ainda quero ler outra coisa do autor para ter certeza de que ele não é para mim, principalmente seus ensaios, um ponto forte na sua obra e que independe de eu gostar da sua ficção ou não. Mas, caso role uma segunda decepção com o turquinho, vai ser o primeiro autor aclamado criticamente que eu vou passar a não concordar (tem a Joyce Carol Oates também, mas eu acho mais provável eu comprar outro do Pamuk primeiro). Mas vamos falar da decepção que foi O Livro Negro, começando pela sinopse: Galip é um cara que idolatra seu primo mais velho Celal, um cronista extremamente famoso em Istambul que vive sumindo e se escondendo da sociedade. Quando a sua mulher Ruya, que significa sonho em turco, também some, Galip decide procurar por ambos. Sem avisos à polícia ou aos parentes, ele sai pelas ruas de Istambul , pela literatura de Celal e os arquétipos policiais que sua esposa tanto gosta. A sinopse na orelha vai um pouco mais longe que essa, e esse já é o problema do livro: ele poderia ser extremamente mais curto do que é. Resolvi ler a orelha depois de terminar a primeira parte e “tomei spoiler”, porque o resumo compreende até mais ou menos a página 400. De 530. É um dos livros mais lentos que existem, e foi feito pertíssimo do século XXI, então o senhor Pamuk já devia estar ligado nos ensinamentos do mestre Calvino para não fazer feio. O livro também é grande pois os capítulos são intercalados entre a história e crônicas de Celal, que mais parecem contos pelo tamanho (evidenciado também pelo autor) que tem temas variados, mas a maioria é focada na família deles (motivo pelo qual a maior parte da família não gosta do cronista). Galip ama o trabalho do primo e queria ser como ele, e é nisso que mais se concentra a trama: na transformação de Galip como Duplo de Celal. As crônicas são com certeza o que eu mais gostei, algumas como O Olho e Os Três Mosqueteiros são realmente marcantes e boas. O ruim é que nem todas servem para a narrativa e elas geram o problema de não darem espaço para outros escritos de Celal que são constantemente questionados e debatidos dentro da obra, como por exemplo a obsessão por Rumi (grande poeta turco) que é frequentemente debatida mas nunca mostrada, o que me deixou bastante desinteressado pela reflexão de um texto que eu não tive acesso, coisa que acontece muito, já que os personagens debatem toda a obra do cronista, e precisaria de um novo livro só para pegar uma amostra de seu trabalho de mais de 20 anos. CONFIRA A RESENHA COMPLETA NO BLOG: http://ourbravenewblog.weebly.com/home/o-livro-negro-por-orhan-pamuk

    12 curtidas

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    Avaliações

    3.5 / 76
    • 5 estrelas24%
    • 4 estrelas30%
    • 3 estrelas25%
    • 2 estrelas12%
    • 1 estrelas9%
    Ferit Orhan Pamuk profile picture

    Ferit Orhan Pamuk

    Ferit Orhan Pamuk, mais conhecido como Orhan Pamuk, nasceu em 1952 em Istambul. Principal romancista turco da atualidade, já foi traduzido para mais de quarenta idiomas e ganhou o prêmio Nobel de literatura em 2006 e foi um dos primeiros turcos a falar abertamente sobre o massacre de armênios promovido pela Turquia no início do século XX. Cresceu em uma abastada família burguesa em declínio, uma experiência que ele descreve na passagem de romances seus como “O Livro Negro” e “O Senhor Cevdet e Seus Filhos”, bem como mais profundamente no seu “Istambul: Memórias e a Cidade”. Teve uma educação no Robert College da Turquia e passou estudar arquitetura na Universidade Técnica de Istambul. Abandonando a escola de arquitetura três anos depois, tornou-se escritor em tempo integral e, em 1976, graduou-se no Intituto de Jornalismo da Universidade de Istambul. Dos 22 a 30 anos, Pamuk conviveu com sua mãe, escreveu seu primeiro romance e tentou encontrar uma editora para a publicação.

    36 Livros
    114 Seguidores

    Ferit Orhan Pamuk