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    Democracia e Luta de Classes (Arsenal Lênin #3) -

    Vladimir Lenin

    Boitempo
    2019
    224 páginas
    7h 28m
    ISBN-13: 9788575597316
    Português Brasileiro
    4.6
    319 avaliações
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    Terceiro volume da coleção Arsenal Lênin, Democracia e luta de classes apresenta uma seleção inédita de sete textos escritos por Vladímir Ilitch Lênin entre 1905 e 1919, cujo enfoque é a relação primordial entre o escopo das classes na sociedade e o conceito de democracia – elucidada, em síntese, na defesa da ditadura do proletariado. Nesse conjunto de textos, Lênin demonstra que é impossível dissociar a classe que está no poder do tipo de poder que ela exerce. Numa retomada dos princípios marxistas, o líder bolchevique lembra que a luta de classes deve conduzir, necessariamente, à ditadura do proletariado; na fase de transição para o comunismo, é imprescindível organizar um Estado proletário, que suprima os direitos dos opressores. E assim, por ser dos trabalhadores e para os trabalhadores, a ditadura do proletariado é mais democrática que a democracia burguesa. Para o leitor atual, Democracia e luta de classes traz ao presente a discussão sobre o perigo da demagogia por trás da defesa da “democracia pura” e de seus valores “universais”, como liberdade e igualdade. O maior revolucionário do século XX não nos deixa esquecer que “para a burguesia, é lucrativo e necessário encobrir do povo o caráter burguês da democracia burguesa”; como nos ensina Lênin, para falar de democracia, é preciso falar antes de luta de classes. Essa cuidadosa edição lançada pela Boitempo conta com traduções diretamente do russo de Paula Vaz de Almeida e do coletivo das Edições Avante!, além de textos de Antonio Carlos Mazzeo (apresentação) e de Fábio Palácio (para as orelhas do volume). A obra se soma a Cadernos filosóficos e O Estado e a revolução na coleção Arsenal Lênin, que tem em seu conselho curador Antonio Carlos Mazzeo, Antonio Rago, Augusto Buonicore, Ivana Jinkings, Marcos Del Roio, Marly Vianna, Milton Pinheiro e Slavoj Žižek.

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    João Guilherme Gurgel picture
    João Guilherme Gurgel04/04/2022Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Democracia… democrática?

    Nesses escritos, Lenin suprime todo o seu conhecimento por democracia e luta de classes em um livro de tom ácido e até um pouco jocoso, que lembra de forma clara o clássico A Sagrada Família, da dupla Marx e Engels. Lenin não tem medo de veementemente defender a sua revolução e teorias. Isso só se prova pois, em grande parte do livro, passa-se refutando jornais e pensadores dos quais caluniavam (ou não, convenhamos) sobre o comunismo marxista. Karl Kautsy, o fundador do social democratismo, tem um lugar especial: muito de seus escritos foram descritos e minuciosamente refutados (admito que em partes concordo com Lenin e em outras com Kautsy). Mas o que realmente achei interessante foram os dizeres sobre o que o próprio título do livro defende: democracia. Lenin diferencia à democracia burguesa da democracia proletária, onde defende que os sociais democratas e liberais, ao defenderem “em nome da democracia”, estão na verdade defendendo algo injusto, pois no final defendem os grandes burgueses e reprimem o vasto proletário. Devo admitir que nessa hora não concordo com ambas as partes: Lenin não está mentindo ao dizer que liberais estão defendendo uma falsa democracia, mas o autor (ao defender a democracia do proletariado) na verdade está defendendo uma autocracia: cria-se uma ditadura do proletariado, e no final apenas se prova que ambas as partes não visam por democracia, e sim poder ilimitado a aquelas ideologias que defendem. Independente da minha opinião sobre, Democracia e Luta De Classes tem um inestimável valor histórico. E além disso aqui temos mais puro conteúdo de Lenin, que nos contextualiza ao pensamento Leninista. “Falar em democracia pura, democracia em geral, igualdade, liberdade, universalidade, quando os operários e trabalhadores estão famintos, maltrapilhos, arruinados e esgotados, não apenas pela escravidão dos mercenários capitalistas, mas por quatro anos de uma guerra de rapina, enquanto os capitalistas e os exploradores continuam a dominar as “propriedades” roubadas e o aparato “pronto” do poder de Estado, significa zombar dos trabalhadores e dos explorados. Isso simboliza um ataque aos fundamentos do marxismo, que ensinou aos operários: vocês devem usar a democracia burguesa como um progresso enorme em comparação ao feudalismo, mas nem por um instante se esqueçam do caráter burguês dessa “democracia”, não esqueçam que o Estado, tanto sob a mais democrática república burguesa quanto sob a monarquia, não passa de uma máquina para a opressão de uma classe pela outra.”

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    Vladimir Ilyich Ulyanov

    Revolucionário e teórico político comunista fundador da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas e seu primeiro chefe de governo, derrubando o regime czarista em 1917. Ideologicamente marxista, suas teorias políticas são conhecidas como marxismo-leninismo.

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    Vladimir Ilyich Ulyanov