Fala amigos leitores!
Tudo jóia?
O livro resenhado da vez é este maravilhoso sci-fi/ciberpunk/policial brasuka.
Espero que gostem
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Título: Rio Zona de Guerra
Autor: Leo Lopes
Gênero: Sci-Fi/Policial/Ciberpunk/Suspense
Editora: Avec Editora - 1 julho 2014
Número de páginas: 208 páginas
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Classificação de vendas pela Amazon:
Nº 28 em Mistérios Complexos Mistério Mistério, Thriller e Suspense
Nº 61 em Livros de Ficção Científica de Cyberpunks
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Sinopse:
Estamos no Rio de Janeiro do futuro.
Todo o poder de segurança do Estado é concentrado nas mãos de megacorporações multinacionais que criam e impõem as leis por meio de suas milícias particulares, chamadas Polícias Corporativas. No Rio de Janeiro, a Fronteira, uma muralha intransponível que cerca a Barra da Tijuca e o Recreio dos Bandeirantes, protege os interesses da elite, relegando os habitantes dos demais bairros a uma vida sem lei em um território dominado pelas gangues. Tudo pode acontecer quando o assassinato de uma prostituta no edifício de uma megacorporação leva um detetive particular a voltar para a Barra da Tijuca após anos de exílio no que todos se acostumaram chamar de Zona de Guerra.
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O que eu achei?:
Com uma escrita simples e fluída Leo Lopes foi certeiro em seu objetivo com o leitor. A narrativa é contada em terceira pessoa com ênfase nos passos de Carlos Freitas, o detetive e personagem principal.
A obra mostra um mundo distópico onde a natureza cobrou o preço sobre as ações dos homens com inundações oceânicas que engoliram centros urbanos inteiros além da violência desenfreada de gangues/facções que fizeram o Estado, impotente, abrir mão de seu poder de polícia para as Megacorporações, fenômenos simbióticos que afetaram o mundo inteiro.
Deslumbramos como consequência destes fatos o pior do comportamento humano que toda boa distopia/sci-fi nos traz: a desigualdade social, o preconceito com as classes menos abastadas, a marginalização destes etc.
É uma obra de sci-fi muito gostosa de se ler sem perder a qualidade do gênero.
Fez-me ótima companhia.
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Passagem:
"Durante muito tempo, o Cristo Redentor fora uma das únicas coisas boas que restara para os moradores da Zona de Guerra. Olhar para cima e ver que ele estava lá vigiando todos oferecia um pouco de esperança aos exilados. Mas é claro que as megacorporações não iriam deixar uma obra de arte como aquela nas mãos da ralé por muito tempo."
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