Rio 2054 - Os filhos da revolução

    Jorge Lourenço

    Novo Século
    2013
    376 páginas
    12h 32m
    ISBN-13: 9788576798644
    Português Brasileiro

    Rio de Janeiro, 2054. Três décadas após uma guerra civil que começou com a disputa pelos royalties do petróleo, a cidade se vê alvo de uma nova ameaça. Um velho jogo de intrigas e espionagem industrial entre as multinacionais que controlam a cidade ganha novos contornos quando uma perigosa jovem com poderes psíquicos surge nos guetos. Alheio a tudo isso, Miguel é um jovem sem grandes pretensões. Morador de uma região abandonada no pós-guerra, ele sobrevive catando restos de tecnologia e tem uma vida despreocupada. Sem saber o que o destino lhe reserva, ele é convidado para assistir a um duelo de motoqueiros e acaba se tornando o pivô de uma disputa que pode mudar o Rio para sempre. Num lugar onde o bem e mal se confundem, Miguel terá que desvendar os segredos de uma misteriosa inteligência artificial e, para proteger aqueles que ama, bater de frente com as poucas pessoas dispostas a salvar o que resta do Rio de Janeiro. Sem saber que lado escolher, caberá a ele decidir o futuro de uma cidade partida pela ganância.

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    Clio28/02/2015Resenhou um livro
    1 (Ruim)

    Rio 2054 é Mad Max e Anime em terras tupiniquins. Para quem não conhece, lá vão maiores explicações: Mad Max é um cenário pós-apocalíptico onde os humanos sobrevivem em guetos, encurralados por regiões inóspitas e/ou radiotivas e a sociedade é composta basicamente por flagelados e gangues. Animes são muitos, mas o gênero futurístico normalmente traz um adolescente pacato que com poderes especiais tenta mudar a ordem mundial; sempre faz isso com a ajuda de uma adolescente que normalmente é bonita, mas não propriamente sexualizada. Então, Rio 2054 é uma fusão dos dois. Mas, e um grande "mas" aqui, não é isso que me fez dar uma nota baixa para o livro. Na verdade, o livro quase mereceu um "regular" - trata-se de clichês, porém o autor caprichou na ambientação. Miguel, junto com um bando de amigos, vive naquela região carioca entre os bairros chiques e as favelas (que de zonas e linhas passaram a guetos) e descobre Alice, uma androide senciente - sensibilizado, entra em uma gangue e dispõe seus poderes psíquicos nascentes para tentar comprar uma bateria que permita a Alice sobreviver. Mesmo que não conhece o Rio, ou a realidade brazuca, vai conseguir se situar rapidamente. Há boas explicações sobre os locais onde a ação se desenrola, tudo entremeado com muita ação e diálogo. O que causou a nota baixa, então? O fato de que o autor em 374 páginas não conseguiu desenvolver a narrativa. Infelizmente, somos apresentados de bandeja com uma explicação a la Deus Ex-Machine no final do livro e coisas que teriam sido muito mais interessantes vindas aos poucos, guiadas pelo próprio autor, foram despejadas em mais 10 páginas que tiraram todo o tesão da leitura. Parece um erro bobo, mas coisas assim acabam com qualquer aventura.

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