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    Mona Lisa Overdrive (Trilogia do Sprawl #3) -

    William Gibson

    Aleph
    2008
    320 páginas
    10h 40m
    ISBN-10: 8576570513
    Português Brasileiro
    4
    1184 avaliações
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    Favoritos94Desejados4039Avaliaram1184

    No futuro, existe a matrix. Uma espécie de alucinação coletiva digital, na qual a humanidade se conecta para, virtualmente, saber de tudo sobre tudo. Uma das sensações do mundo virtual são os stims, narrativas sensoriais nas quais o espectador se coloca no lugar dos personagens. Angie Mitchell é uma das maiores estrelas dos stims. Mas ela também possui uma capacidade única - pode conectar-se ao ciberespaço sem o auxílio de qualquer equipamento. Kumiko teve que ir embora do Japão para não se envolver na guerra em que seu pai e todos os Yakuza estão metidos. Mona sonha e espera por uma chance. Adolescente, prostituta e sem perspectivas, tudo muda para ela quando lhe oferecem uma grande oportunidade. O que todas elas têm a perder?

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    Clio picture
    Clio20/07/2022Resenhou um livro
    3 (Bom)

    O último volume da trilogia Sprawl é o mais polêmico justamente por ser aquele que mais inova no estilo, pois o autor embora ainda carregue pesado na ficção científica, começa a se valer de enigmas. Esse tipo de tática narrativa começou a se popularizar na década de oitenta, justamente quando Gibson escrevia a obra, e os famosos rpgs (jogos interpretativos de estratégia e enimas) chegavam ao seu auge. Similar às campanhas dos jogos, temos um grupo de personagens com motivações complexas - e nem sempre claras - que conduzem a narrativa, mas que são eventualmente descartados se seus papéis no desenvolvimento da trama já terminaram. Isso pode ser um tanto broxante para aqueles que preferem narrativas fechadas ou não estão acostumados com capítulos divididos por pontos-de-vista. Tudo isso permite que a Inteligência Artificial, tida como tema principal na série, conduza a história. Para aqueles mais interessados no gênero, é possível encontrar as referências que várias obras modernas fazem (como a Matrix) e outros assuntos que não deixaram de ser pertinazes: a Deepweb, Snuff, o Avatar. Esse último merece um comentário a parte. Gibson retoma tanto o conceito dos jogos de rpg quanto do "alter ego" já utilizado na internet na época para mostrar o que seria equivalente no mundo real. O resultado é uma mistura esquizofrênica de teorias da conspiração e questões filosóficas abrangendo a noção de ser e existência. Alguns personagens dos livros anteriores reaparecem e alguns pontos continuam. Os conglomerados mafiosos permanecem controlando o mundo, e a subcultura dos integrantes da Matrix ainda se confundem com joguetes e/ou anarquistas. Enfim, Mona Lisa Overdrive se destaca pela riqueza de propostas fornecidas pelo autor, porém sua densidade é o que pode justamente afastar o leitor não habituado. É possível lê-la individualmente, porém isso pode fazer com que uma leitura complexa se transforme num trabalho hercúleo.

    160 curtidas

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    William Ford Gibson profile picture

    William Ford Gibson

    William Ford Gibson (Conway, South Carolina, 17 de Março de 1948) é um escritor norte-americano. É um dos fundadores do chamado gênero Cyberpunk, junto com Bruce Sterling e John Shirley, escreveu entre outras obras Neuromancer e Reconhecimento de Padrões (Pattern Recognition). <br><br> É também roteirista, tendo escrito o roteiro do filme Alien 3 e dois episódios da série de televisão Arquivo X. <br><br> Gibson é o inventor do termo ciberespaço (cyberspace), utilizado primeiramente em sua novela Burning Chrome, de 1982. A utilização do conceito e sua ampliação foi realizada no romance Neuromancer e nos outros dois romances da Trilogia do Sprawl (Count Zero e Monalisa Overdrive). Os conceitos e idéias de Gibson influenciaram diretamente a trilogia cinematográfica Matrix, de autoria dos Irmãos Wachowski. <br><br> Gibson é também fundador de outro subgênero da ficção científica, o steampunk, cujas histórias descrevem realidades alternativas a partir de tecnologias do século XX (por exemplo, computadores) que teriam sido desenvolvidas no século XIX. Assim, um computador vitoriano, como descrito por Gibson e Bruce Sterling no romance The Difference Engine, seria movido a vapor.

    27 Livros
    368 Seguidores
    South Carolina, Estados Unidos

    William Ford Gibson