Morte e Vida Severina

Morte e Vida Severina
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Resenhas - Morte e Vida Severina


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Felipe 16/06/2015

gostei até.
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Karolyne 15/06/2015

Morte e Vida Severino
Morte e vida Severino conta a historia da vida de Severino, um retirante nordestino que resolve deixar o sertão de Pernambuco para ir me busca de uma vida melhor. Severino deixa sua terra em direção ao Recife e encontra-se com dois homens que levavam um corpo de outro que tinha sido assassinado. Na conversa entre eles, já há certa crítica ao uso do poder e à impunidade. No caminho, em certo momento, Severino tenta encontrar trabalho, porém ele só sabia plantar e pastorar os animais, ou seja, não era útil, pois ele estava em um local onde a morte parecia ser o único negocio, mesmo assim ele continua a sua caminhada para o seu rumo. Chegando a Recife, Severino não tinha ambição, ele só queria conseguir um local onde a condição de vida fosse melhor para sobreviver. Chegando ao seu destino, Severino acaba ouvindo uma conversa de dois coveiros , que acabam comentando dos retirantes que saem do sertão a procura de uma vida melhor e acabam praticamente tendo uma vida miserável ali , levando até a morte. Neste mesmo momento, ele percebeu que toda a viagem que ele fez e com bastante esforço acabou em nada, e com isso ele pensa em ir se suicidar no rio Capibaribe. Um pouco desorientado, mas conformado, afinal, não estava esperando muito mesmo, ele vai andando até se encontrar com um homem chamado José, que morava na beira do rio. Os dois conversam, falando sobre assuntos gerais como o próprio rio, a vida, a fome, a miséria, até que José precisa se separar de Severino, porque recebe o chamado de que seu filho acabara de nascer. E Severino continua ali, percebendo como o novo pai acabar de receber os cumprimentos dos seus vizinhos, e com isso ele se lembra do nascimento de Jesus. E com isso José volta para Severino e convence a ele a não se suicidar, e quando Severino esta prestes a se suicidar, ele escuta um choro de uma criança que acaba de nascer , simbolizando a vida ,e o Renascimento .
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Matheus 14/06/2015

Morte e Vida Severina
o auto de natal pernambucano nos mostra com brilhantismo a realidade dos retirantes.

Resenha do Blog Antarktos

site: http://antarktos.blogspot.com.br/2015/06/morte-e-vida-severina-joao-cabral-de.html
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Laris 12/06/2015

Severina
O título do livro é interessante, pois ele traduz claramente o tema abordado pelo autor neste livro, onde ele mostra através de um grande poema tudo que um retirante passa em sua busca de uma vida melhor, e de condições para sobreviver, e vai mostrando as condições de vida das populações por onde ele passa, que em um geral são todos pessoas que necessitam de um maior olhar da sociedade, de uma maior chance de se manter e que são além de tudo humildes e trabalhadores.
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lu 28/05/2015

Morte e Vida Seveina
O livro é dividido em quatro capítulos,que retrata o sofrimento da população pernambucana. É dramático e fala de uma história de um retirante nordestino, que sai de sua cidade natal, em busca do pão para sobrevivência, porque no Nordeste a vida é dura e a terra está seca, e não tem o que pranta e nem o que comer sendo assim ele vai embora com a família em bosta de melhoras.... pra sambem mais leia o livro pois é ótimo.
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Dose Literária 24/11/2014

Palavras Lapidadas - João Cabral de Melo Neto
Já disse em outras oportunidades que a poesia não é meu estilo literário preferido. No entanto, me interessei por “Morte e Vida Severina”, desde a leitura de “A Estória do Severino e A História da Severina” (Ciampa, A.C.) durante a faculdade de Psicologia. Além da interessante tese sobre a construção da identidade de dois personagens (um ficcional e outro real) em seu viver e possibilidades, fiquei impactado pelo uso de João Cabral fazia da palavra Severina, como adjetivo.

Continue lendo em

site: http://www.doseliteraria.com.br/2014/11/palavras-lapidadas-joao-cabral-de-melo.html
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Pé de Cedro 23/10/2014

Palavras Lapidadas - João Cabral de Melo Neto
Já disse em outras oportunidades que a poesia não é meu estilo literário preferido. No entanto, me interessei por Morte e vida Severina, desde a leitura de A Estória do Severino e A História da Severina (Ciampa, A.C.) durante a faculdade de Psicologia. Além da interessante tese sobre a construção da identidade de dois personagens (um ficcional e outro real) em seu viver e possibilidades, fiquei impactado pelo uso de João Cabral fazia da palavra Severina, como adjetivo.

E se somos Severinos
Iguais em tudo na vida,
Morremos de morte igual,
Mesma morte Severina
Que é a morte que se morre
De velhice antes dos trinta,
De emboscada antes dos vinte,
De fome um pouco por dia (...)

Quando tive a oportunidade de ler o poema inteiro, não hesitei. A recompensa foi incrível. Havia outros de igual qualidade, fazendo par com Morte e vida Severina, em especial Auto do Frade, e O Rio, com seu tocante início, que compara o curso da vida do retirante ao de um rio. Nasce na serra, e corre para o mar:

(...)Eu não sei o que os rios
Têm de homem do mar;
Sei que se sente o mesmo
E exigente chamar.
Eu já nasci descendo
A serra que se diz do Jacarará
Entre caraibeiras
De que só sei por ouvir contar
(pois, também como gente,
Não consigo me lembrar
Dessas primeiras léguas
De meu caminhar).

Uma coletânea de poemas ótimos. Páginas e páginas de frases colocadas cuidadosamente, para serem relidas, saboreadas, ecoadas. A alma do brasileiro traduzida em uma bonita essência, captada pela mente aguda do poeta. Qualquer tentativa de seleção é injusta:

(...)É de bom tamanho
Nem largo nem fundo,
É a parte que te cabe
Deste latifúndio.

Vou dizer as todas as coisas
Que desde já posso ver
Na vida desse menino (.,,)
Cedo aprenderá a caçar:
Primeiro, com as galinhas,
Que é catando pelo chão
Tudo oq eu cheira a comida;
Depois, aprenderá com
outras espécies de bichos:
com os porcos nos monturos,
com os cachorros no lixo.

A forca não vive em monólogos;
Dialética, prefere o diálogo.
Se um dos dois personagens falta
Não pode fazer seu trabalho.
O peso do morto é o motor,
Porém o carrasco é o operário.

Tal qualidade preciosa me deixou triste após concluir a leitura. Mario Sérgio Cortella falava da miojização do mundo, da despamonhalização da vida (é... procure no google). Fiquei pensando em nossa mediocridade, de arte-pela-grana, de pouco tempo para digerir qualquer coisa, fast-food cultural. O que nos livra de tropeçar nas tentativas de simplificar nossa língua, ao invés de ensiná-la corretamente? Como fugir dos com migo, concerteza" e menas? O caminho das letras é delicioso, mas pouco conhecido de nosso povo cheio de maniqueísmos e ideias rasas.

Quem paga para um escritor lapidar as emoções em palavras, até que se chegue ao nível de nossos mestres? Acho que não há mais condições para que alguém escreva algo desta qualidade, que possa dedicar uma vida ao estudo e ao entalhe das letras. Há pouco estímulo à excelência estética entre a busca do pão e uma consulta à tela do celular. Não é de entristecer?
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Mary Dourado 02/05/2014

Incrível, Surpreendente, Perfeito...
Não posso negar que tenho um carinho especial por livros que narram a vida e os sentimentos do povo brasileiro. Vidas Secas do Graciliano Ramos, que rasga os véus da ignorância em relação à triste realidade do nordestino, e morte e Vida Severina e outros poemas, que é outra obra perfeita na retratação da vida de retirantes que fogem da seca nordestina.

Eu já tive a experiência de analisar o poema Morte e Vida Severina no último ano do Ensino Médio e me comprometi a ler o poema na integra e também outros poemas do autor. Não pensei que seriam tão bons quanto Morte e Vida Severina. O Rio (1954), por exemplo, simplesmente me deixou perplexa, sem reação, diante da sua narrativa realista, que leva o leitor para dentro da história e o faz refletir sobre o que ali está sendo retratado. São diversos os trechos que para mim ganharam realce no corpo do poema, posso citar dois que são incríveis no objetivo de relatar o cenário nordestino:

" Por trás do que lembro, ouvi de uma terra desertada, vaziada, não vazia, mais que seca, calcinada. De onde tudo fugia, onde só pedra é que ficava, pedras e poucos homens com raízes de pedra, ou de cabra. Lá o céu perdia as nuvens derradeiras de suas aves; as árvores, a sombra, que nelas já não pousava. Tudo o que não fugia, gaviões, urubus, plantas bravas, a terra devastada ainda mais fundo devastada." (Página 20)

"Meu caminho divide, de nome, as terras que desço. Entretanto a paisagem, com tantos nomes, é quase a mesma. A mesma dor calada, o mesmo soluço seco, mesma morte de coisa que não apodrece mas seca." (Página 25)

Uma obra espetacular, recomendo a leitura.


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Ana Luiza Laet 01/04/2014

O melhor.... não me canso de dizer!!!
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14/03/2014

Morte e Vida Severina é um livro que aborda como é difícil a vida no sertão nordestino onde o protagonista da história(Severino) narra-o em forma de poesia,conta que onde anda procura emprego, mas não acha, tudo o que encontra é o sepultamento de homens que também se chamam Severino.
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Fecancio 03/03/2014

Necessário
Para sempre você vai lembrar "da parte que te cabe nesse latifundio"
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And 28/02/2014

Muito Bom
Pra quem gosta do estilo, são poemas de prato cheio, muito bem escritos e trazem uma bela visão, além de dramática da vida no sertão.
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spoiler visualizar
Liana 02/03/2014minha estante
Apesar da tristeza que nos abate durante a leitura, é um belo poema.




Tati 23/11/2013

Livro - Morte e Vida Severina
Os poemas escolhidos para integrar este lançamento trazem à tona as características que estruturam a escrita de João Cabral de Melo Neto. São versos que desnudam os elementos fundamentais da obra do poeta pernambucano.

Morte e Vida Severina (1954-55), poema que dá nome ao livro, aborda o tema espinhoso da seca nordestina, dando voz aos retirantes que fazem o duro percurso entre o rio Capibaribe e Recife. Esta obra, a mais popular de João Cabral, faz parte de uma trilogia composta tam-bém por O cão sem plumas, já relançado pela Alfaguara, e O rio (1953), também presente nesta nova coletânea.

O rio, segundo livro da trilogia, também retrata o universo árido às margens do rio Capibaribe, mas dá voz a ele próprio como condutor da narrativa. Seu viés documental facilita a descrição do mundo que cerca seu caminho. Engenhos de cana-de-açúcar, usinas, retirantes e trabalhadores são retratados na velocidade do correr das águas.

Em Paisagens com figuras (1955), João Cabral sintetiza em pala-vras uma de suas principais características, que é o hibridismo de lin-guagens. Mesclando descrições de imagens de Pernambuco, com pai-sagens da Espanha, o poeta desfila toda sua expressividade onírica. Por fim, Uma faca sem lâmina (1955), trata do desafio da composição poéti-ca, que ele ilustra numa faca sem bainha, que corta o poeta por dentro.

O lançamento de Morte e Vida Severina leva às livrarias a essência do lirismo e da visceralidade poética de João Cabral de Melo Neto. Suas principais nuances, que o alçam à condição de um dos maiores poetas da nossa língua, estão dispostas mais uma vez nesta compilação.

site: http://www.americanas.com.br/produto/6580978/livro-morte-e-vida-severina
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Dandara 15/11/2013

O poema conta a história de Severino, nordestino que migra para Recife, seguindo o curso do rio Capibaribe, fugindo da seca. Na passagem a seguir, o personagem se apresenta como Severino, mais um entre tantos, com a mesma trajetória de vida e na esperança de um futuro melhor:

''Somos muitos Severinos
iguais em tudo na vida:
na mesma cabeça grande
que a custo é que se equilibra,
no mesmo ventre crescido
sobre as mesmas pernas finas,
e iguais também porque o sangue
que usamos tem pouca tinta.
E se somos Severinos
iguais em tudo na vida,
morremos de morte igual,
mesma morte severina:
que é a morte de que se morre
de velhice antes dos trinta,
de emboscada antes do vinte,
de fome um pouco por dia
(de fraqueza e de doença
é que a morte severina
ataca em qualquer idade,
e até gente não nascida).''
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