Morte e Vida Severina

Morte e Vida Severina
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Resenhas - Morte e Vida Severina


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Débora 19/04/2016

O poder da poesia
A arte da poesia é usada de forma magistral, que até a fome e a morte deixam belas. As rimas se encontram para moldar a realidade dos sertanejos pernambucanos. O livro contém quatro poesias, a primeira conta a trajetória do rio Capibaribe até o mar de Pernambuco, relata o cotidiano das pessoas que vivem a beira do rio e denúncia a sua miséria, a segunda Morte e Vida Severina é um convite a reflexão acerca do papel do homem na vida, é impressionante como o poeta toca em temas tão complexos usando uma linguagem tão simples, o tema principal da poesia é a morte, e o nos faz repensar sobre o egocentrismo do universo. A terceira poesía O Parlamento complementa a anterior, e a última é a narrativa da morte de Frei Caneca.
Cheio de contrates, o lírico e o cruel se encontram na mesma roupagem despindo a realidade que a fome criou.
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Natália 21/03/2016

Morte e Vida
Amo esse livro. Confiram minha resenha no blog!

site: http://meuamoremoutraslinhas.blogspot.com.br/2016/03/morte-e-vida-severina-joao-cabral-de.html
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Rafael Bonfim 01/02/2016

?
O João era um homem a frente de seu tempo e sabedor das mazelas do seu povo.

Como nordestino que sou, me sinto feliz de representante da nossa cultura entre grandes autores.
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Pedro 05/12/2015

Espetacular
Livro genial! Uma faca só lâmina é especialmente profundo (literalmente) e bonito. Morte e vida severina e O rio têm um mesmo caminho, na busca de algo melhor, com personagens diferentes e sensacionais! Só não gostei muito de Paisagens com figuras.

Esse livro é um espetáculo!
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TainA.Micaellen 04/09/2015

classico incrivel sobre exodo rural...uq dizer além disso!
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Giovanna 04/09/2015

A docura da escrita de João Cabral
É uma escrita muito delicada, bem escrito e de fácil leitura. Parece que quando falamos que um clássico a sua escrita e entendimento tem que ser difícil, mas não acontece com esse Auto. É bem fácil a leitura e compreensão, quase esquecemos um pouco que é um auto no começo da leitura, pelo cunho social que o João emprega na obra toda. Para aquele que querem ler ou vão ter que ler pra algum vestibular, vá sem medo. É delicado, é forte, de fácil compreensão, lida com a morte de diversas maneiras mas não deixa de ter um tom esperançoso e muito bonito. Não se amedrontem por ter formato poético, porque as poesias contam uma história, se complementam e não são super metafóricas.
Leiam sem medo, porque é de fato lindo!
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Felipe 16/06/2015

gostei até.
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Karolyne 15/06/2015

Morte e Vida Severino
Morte e vida Severino conta a historia da vida de Severino, um retirante nordestino que resolve deixar o sertão de Pernambuco para ir me busca de uma vida melhor. Severino deixa sua terra em direção ao Recife e encontra-se com dois homens que levavam um corpo de outro que tinha sido assassinado. Na conversa entre eles, já há certa crítica ao uso do poder e à impunidade. No caminho, em certo momento, Severino tenta encontrar trabalho, porém ele só sabia plantar e pastorar os animais, ou seja, não era útil, pois ele estava em um local onde a morte parecia ser o único negocio, mesmo assim ele continua a sua caminhada para o seu rumo. Chegando a Recife, Severino não tinha ambição, ele só queria conseguir um local onde a condição de vida fosse melhor para sobreviver. Chegando ao seu destino, Severino acaba ouvindo uma conversa de dois coveiros , que acabam comentando dos retirantes que saem do sertão a procura de uma vida melhor e acabam praticamente tendo uma vida miserável ali , levando até a morte. Neste mesmo momento, ele percebeu que toda a viagem que ele fez e com bastante esforço acabou em nada, e com isso ele pensa em ir se suicidar no rio Capibaribe. Um pouco desorientado, mas conformado, afinal, não estava esperando muito mesmo, ele vai andando até se encontrar com um homem chamado José, que morava na beira do rio. Os dois conversam, falando sobre assuntos gerais como o próprio rio, a vida, a fome, a miséria, até que José precisa se separar de Severino, porque recebe o chamado de que seu filho acabara de nascer. E Severino continua ali, percebendo como o novo pai acabar de receber os cumprimentos dos seus vizinhos, e com isso ele se lembra do nascimento de Jesus. E com isso José volta para Severino e convence a ele a não se suicidar, e quando Severino esta prestes a se suicidar, ele escuta um choro de uma criança que acaba de nascer , simbolizando a vida ,e o Renascimento .
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Matheus 14/06/2015

Morte e Vida Severina
o auto de natal pernambucano nos mostra com brilhantismo a realidade dos retirantes.

Resenha do Blog Antarktos

site: http://antarktos.blogspot.com.br/2015/06/morte-e-vida-severina-joao-cabral-de.html
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Laris 12/06/2015

Severina
O título do livro é interessante, pois ele traduz claramente o tema abordado pelo autor neste livro, onde ele mostra através de um grande poema tudo que um retirante passa em sua busca de uma vida melhor, e de condições para sobreviver, e vai mostrando as condições de vida das populações por onde ele passa, que em um geral são todos pessoas que necessitam de um maior olhar da sociedade, de uma maior chance de se manter e que são além de tudo humildes e trabalhadores.
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lu 28/05/2015

Morte e Vida Seveina
O livro é dividido em quatro capítulos,que retrata o sofrimento da população pernambucana. É dramático e fala de uma história de um retirante nordestino, que sai de sua cidade natal, em busca do pão para sobrevivência, porque no Nordeste a vida é dura e a terra está seca, e não tem o que pranta e nem o que comer sendo assim ele vai embora com a família em bosta de melhoras.... pra sambem mais leia o livro pois é ótimo.
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Dose Literária 24/11/2014

Palavras Lapidadas - João Cabral de Melo Neto
Já disse em outras oportunidades que a poesia não é meu estilo literário preferido. No entanto, me interessei por “Morte e Vida Severina”, desde a leitura de “A Estória do Severino e A História da Severina” (Ciampa, A.C.) durante a faculdade de Psicologia. Além da interessante tese sobre a construção da identidade de dois personagens (um ficcional e outro real) em seu viver e possibilidades, fiquei impactado pelo uso de João Cabral fazia da palavra Severina, como adjetivo.

Continue lendo em

site: http://www.doseliteraria.com.br/2014/11/palavras-lapidadas-joao-cabral-de-melo.html
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Fabio Michelete 23/10/2014

Palavras Lapidadas - João Cabral de Melo Neto
Já disse em outras oportunidades que a poesia não é meu estilo literário preferido. No entanto, me interessei por Morte e vida Severina, desde a leitura de A Estória do Severino e A História da Severina (Ciampa, A.C.) durante a faculdade de Psicologia. Além da interessante tese sobre a construção da identidade de dois personagens (um ficcional e outro real) em seu viver e possibilidades, fiquei impactado pelo uso de João Cabral fazia da palavra Severina, como adjetivo.

E se somos Severinos
Iguais em tudo na vida,
Morremos de morte igual,
Mesma morte Severina
Que é a morte que se morre
De velhice antes dos trinta,
De emboscada antes dos vinte,
De fome um pouco por dia (...)

Quando tive a oportunidade de ler o poema inteiro, não hesitei. A recompensa foi incrível. Havia outros de igual qualidade, fazendo par com Morte e vida Severina, em especial Auto do Frade, e O Rio, com seu tocante início, que compara o curso da vida do retirante ao de um rio. Nasce na serra, e corre para o mar:

(...)Eu não sei o que os rios
Têm de homem do mar;
Sei que se sente o mesmo
E exigente chamar.
Eu já nasci descendo
A serra que se diz do Jacarará
Entre caraibeiras
De que só sei por ouvir contar
(pois, também como gente,
Não consigo me lembrar
Dessas primeiras léguas
De meu caminhar).

Uma coletânea de poemas ótimos. Páginas e páginas de frases colocadas cuidadosamente, para serem relidas, saboreadas, ecoadas. A alma do brasileiro traduzida em uma bonita essência, captada pela mente aguda do poeta. Qualquer tentativa de seleção é injusta:

(...)É de bom tamanho
Nem largo nem fundo,
É a parte que te cabe
Deste latifúndio.

Vou dizer as todas as coisas
Que desde já posso ver
Na vida desse menino (.,,)
Cedo aprenderá a caçar:
Primeiro, com as galinhas,
Que é catando pelo chão
Tudo oq eu cheira a comida;
Depois, aprenderá com
outras espécies de bichos:
com os porcos nos monturos,
com os cachorros no lixo.

A forca não vive em monólogos;
Dialética, prefere o diálogo.
Se um dos dois personagens falta
Não pode fazer seu trabalho.
O peso do morto é o motor,
Porém o carrasco é o operário.

Tal qualidade preciosa me deixou triste após concluir a leitura. Mario Sérgio Cortella falava da miojização do mundo, da despamonhalização da vida (é... procure no google). Fiquei pensando em nossa mediocridade, de arte-pela-grana, de pouco tempo para digerir qualquer coisa, fast-food cultural. O que nos livra de tropeçar nas tentativas de simplificar nossa língua, ao invés de ensiná-la corretamente? Como fugir dos com migo, concerteza" e menas? O caminho das letras é delicioso, mas pouco conhecido de nosso povo cheio de maniqueísmos e ideias rasas.

Quem paga para um escritor lapidar as emoções em palavras, até que se chegue ao nível de nossos mestres? Acho que não há mais condições para que alguém escreva algo desta qualidade, que possa dedicar uma vida ao estudo e ao entalhe das letras. Há pouco estímulo à excelência estética entre a busca do pão e uma consulta à tela do celular. Não é de entristecer?
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Mary Dourado 02/05/2014

Incrível, Surpreendente, Perfeito...
Não posso negar que tenho um carinho especial por livros que narram a vida e os sentimentos do povo brasileiro. Vidas Secas do Graciliano Ramos, que rasga os véus da ignorância em relação à triste realidade do nordestino, e morte e Vida Severina e outros poemas, que é outra obra perfeita na retratação da vida de retirantes que fogem da seca nordestina.

Eu já tive a experiência de analisar o poema Morte e Vida Severina no último ano do Ensino Médio e me comprometi a ler o poema na integra e também outros poemas do autor. Não pensei que seriam tão bons quanto Morte e Vida Severina. O Rio (1954), por exemplo, simplesmente me deixou perplexa, sem reação, diante da sua narrativa realista, que leva o leitor para dentro da história e o faz refletir sobre o que ali está sendo retratado. São diversos os trechos que para mim ganharam realce no corpo do poema, posso citar dois que são incríveis no objetivo de relatar o cenário nordestino:

" Por trás do que lembro, ouvi de uma terra desertada, vaziada, não vazia, mais que seca, calcinada. De onde tudo fugia, onde só pedra é que ficava, pedras e poucos homens com raízes de pedra, ou de cabra. Lá o céu perdia as nuvens derradeiras de suas aves; as árvores, a sombra, que nelas já não pousava. Tudo o que não fugia, gaviões, urubus, plantas bravas, a terra devastada ainda mais fundo devastada." (Página 20)

"Meu caminho divide, de nome, as terras que desço. Entretanto a paisagem, com tantos nomes, é quase a mesma. A mesma dor calada, o mesmo soluço seco, mesma morte de coisa que não apodrece mas seca." (Página 25)

Uma obra espetacular, recomendo a leitura.


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Ana Luiza Laet 01/04/2014

O melhor.... não me canso de dizer!!!
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