A Cor Púrpura

Alice Walker



Resenhas - A Cor Púrpura


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Rosie 16/11/2014

Um enredo que tinha tudo para ser extremamente triste e pesado mas que com maestria conseguiu despertar uma mistura de sentimentos, reflexões e sim, até risadas.

A história de vida de uma mulher que teve seus direitos renegados desde sempre, uma infância infeliz, um casamento onde desempenhava o papel de nada mais que uma empregada, separada da pessoa que ela mais amava e uma jornada de auto conhecimento. E tudo isso narrado de seu ponto de vista inocente e doce, através de cartas.

Todas as personagens femininas desse livro são incrivelmente bem construídas, todas são fortes e com histórias de vida difíceis. Todas tem seu papel essencial no enredo.

Um livro que consegue abordar temas complicados de maneira sublime e que certamente irão emocionar.
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Dose Literária 25/09/2014

A Cor Púrpura - Alice Walker
Meu primeiro contato com A Cor Púrpura foi através da adaptação cinematográfica em 1991. Eu tinha 7 anos, mas o filme teve grande impacto na minha mente infantil. Tornei-me grande fã da atriz Whoopi Goldberg que fez o papel da protagonista Celie.

Este ano, conversando com uma professora que teve sua tese de doutorado sobre literatura afro americana, pedi sugestões de escritores e ela indicou-me duas escritoras: Alice Walker e Toni Morrison (as favoritas dela).

Alice Walker (nascida em 1944), recebeu cinco premiações por seu trabalho e é hoje incluída, pelos mais importantes críticos literários dos Estados Unidos, entre os melhores escritores americanos contemporâneos .

Continue lendo em

site: http://www.doseliteraria.com.br/2014/09/a-cor-purpura-alice-walker.html
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Hukston Stage 20/08/2014

Uma saga em busca da felicidade...
Simples de ler, dramático com pitadas de humor e inocência alheia, essas são algumas das características que definem o romance de Alice Walker, que ganhou o prêmio Prêmio Pulitzer em 1983.
O livro é narrado totalmente em primeira pessoa, por Celie a protagonista, uma negra semi-analfabeta, o que torna a leitura do livro, uma leitura que se deve dar a devida atenção, já que as dificuldades da protagonista ao se comunicar impedem que ela escreva de modo coerente.
O que me chamou a atenção no livro foram as questões que ele aborda, discussões simples porém com um grande profundidade elas são:

* Machismo; Celie vive sob uma sociedade machista, onde é explorada pelo pai, pelo marido, e as vezes pelo enteado pelo simples fato de ser mulher, sob o fundamento de que o homem "é quem reina".

* Religião; é tratada poucas vezes, mas existem discussões (calmas) que falam sobre a aparência, a origem e as vontades e crenças de Deus e Jesus.

* Cultura Africana; alguém do livro que não vou citar para não revelar spoilers, acabou indo parar na Africa como ajudante de missionários, através dessa personagem é possível conhecer algumas tribos da região.

* Apartheid Americano; a protagonista e todos os outros negros, vivem sob as ignorantes Leis de Jim Crow, leis estaduais dos Estados Unidos que separavam os negros, asiáticos, dentre outros grupos dos considerados brancos, e esmagava essa parte da população e os privatizava de sua liberdade e direitos em alguns estados.

Celie passa por tantos problemas que é impossível se colocar no lugar dela e tentar resolver seus problemas diante de tantas poucas opções e é claro, de medo e submissão. Alguns trechos do livro são lindos, e Celie consegue descrever de uma forma tão simplória mas o mesmo tempo o simploísmo de Celie torna tudo tão profundo e verdadeiro.
É um romance para se fazer pensar e varias pessoas deveriam ler, especialmente aquelas que não conseguem entender as diferenças entre as pessoas e precisa abrir sua cabeça para respeita-las e tolera-las.
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Raquel 13/02/2014

Um livro que celebra a vida
Maravilhoso! Belíssimas lições de amor, perdão, religião...tudo que tem haver com a vida!
Aprendi lendo este livro o quanto uma adaptação para o cinema pode mudar uma história, não para pior, nem para melhor; apenas mudar. O filme acaba sendo muito mais forte que o livro, pelo modo que os acontecimentos são ordenados, diferente do livro.
Ambos são obras belíssimas, mas o livro, mostra uma lição que o filme não mostra, o Perdão.
Como sempre vale muito a pena ler o livro que inspirou o filme. Não vou cair no clichê em falar que o livro é sempre melhor, pois não é o caso. O livro sempre acrescenta ao filme, e o filme acrescenta também ao livro.
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Gláucia 03/12/2013

A Cor Púrpura - Alice Walker
Narrado em primeira pessoa por Célie através de cartas que ela escreve, principalmente para Deus e, posteriormente, para sua querida irmã Nettie da qual foi separada por mais de 30 anos. Ambientado nos EUA a partir de 1909. Essa correspondência é uma espécie de desabafo, onde ela fala não apenas do preconceito de cor mas da violência física e moral com que é tratada pela própria família nas figuras do pai e do marido. Acaba encontrando alento na amizade de Shug, espécie de amante do marido. Destaco a personagem Sofia, mulher forte e orgulhosa que é obrigada a passar por uma mudança de comportamento. Essa parte foi a que mais me impressionou.
Gostei da leitura mas não me impactou tanto quanto imaginava. Estou para ler esse livro desde o lançamento do filme que ainda não vi. Agora poderei fazê-lo.

site: https://www.youtube.com/watch?v=y1g6p1cnhfE
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Paty ;D 18/11/2013

Escrever errado também é uma arte! Magnífico este livro!
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Si Puyo 25/10/2013

Muito bom!
Diferente, simples e ao mesmo tempo realista. Repleto de refexões, situações complicadas, sentimentos variados e personagens únicos. Um livro muito bom mesmo.
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Bruna 05/08/2013

A cor púrpura – Alice Walker
É um romance epistolar, contado através de cartas simples escritas por Célie, uma mulher negra que sofre as auguras de uma vida marcada por indiferenças e dramas. Celie é semi- analfabeta , submissa e incapaz de se defender, ela é estuprada pelo padrasto que ela pensa ser seu pai aos 14 anos, tendo dois filhos que são levados ao nascerem.Celie tem um amor incondicional pela irmã Nettie e para protegê-la dos abusos sexuais se oferece para ser abusado no lugar dela.Esse livro é um livro feminista que mostra o sofrimento e submissão de uma mulher negra e seu sofrimento é uma verdadeira afronta ao livre arbítrio.
Conseguimos sentir a simplicidade de Celie, a doçura e inocência, assim como seu amor de proporções incalculáveis pela sua irmã Nettie, a revolta por ter sido separada da irmã que tanto amava pelo seu cruel marido Albert, e a esperança de ter seus filhos de volta. O amor despertado por uma mulher Doci Avery uma cantora que fez com que ela deixasse de ser submissa, e mudou sua vida e seu destino. Existem personagens que gostei muito como Sofia, mulher de língua afiada bem diferente da Doci, não aceitava desaforos e acabou tendo que aceitar imposições que não imaginava ser capaz de suportar. Chorei quando sua irmã Nettie reaparece depois de muitos anos com os filhos de Celie.
Em suma,é um livro que toda mulher deveria ler.
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Isis 30/07/2013

Esse livro é um encanto. Celie é uma jovem que foi abusada pelo próprio pai e entregue para se casar com “Sinhô” já que sua irmã mais jovem era mais inteligente e tinha possibilidades de um futuro melhor. O livro é composto por cartas que Celie escreve para Deus, contando coisas sobre sua vida e as pessoas que estão ao seu redor. É uma história muito linda e triste. Celie é uma personagem apaixonante, sofri e sorri com ela muitas vezes. Vale muito a pena ler esse livro e também assistir o filme dirigido por Steven Spielberg, nunca vi nada mais fiel na minha vida! Enquanto assistia, fiquei surpresa com as falas que são exatamente as do livro! Foi uma das melhores adaptações que já vi!
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Suzana 14/06/2013

Um dos melhores
Vale a pena esta leitura. Bem comovente a história. Toca o coração de qualquer um. A leitura que a personagem principal faz do mundo, demonstra um misto do que doamos e recebemos da vida.
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Vagner Claudio 15/04/2013

A Cor Púrpura
Livro que me fez ficar com as emoções a flor da pele, Alice Walker, retrata o racismo e o machismo de forma espetacular.
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CACAU TOSTES 02/03/2013

Vale a pena,esperar a justiça divina.
Já havia assistido ao filme. Lembro-me,nitidamente que achei ótimo.
Com certeza a leitura não poderia ser diferente.
Um livro que faz acreditar que sempre é possível acreditar no amanhã.
Onde trás esperança, compaixão, perdão e acima de tudo fé.

Nota: 10,0
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Renata CCS 22/01/2013

A cor pura da alma
A COR PÚRPURA é um livro simples, mas apesar disso, bastante complexo, comovente e pensante. A narrativa se passa na Geórgia com início de 1909 e conta a história de Celie, negra e semianalfabeta. Aos 14 anos foi violentada pelo próprio pai, é mãe de um filho que não pôde criar e dada em casamento a um homem que não ama e a trata como escrava. Ela passa a vida longe de todos por quem nutre uma afeição verdadeira. Cada vez mais triste e solitária, Celie passa a escrever cartas, primeiramente para Deus, depois passa a trocar cartas com sua querida irmã Nettie, que acabou se tornando uma missionária na África. Os capítulos (que na verdade são as cartas de Celie) são curtos, mas cheios de relatos de dor e solidão. A impressão é que até certo ponto da trama nós estamos lendo o diário da protagonista. Conforme a trama se desenvolve, Celie revela seu espírito brilhante, ganhando consciência do seu valor, coisa na qual ela não era capaz de enxergar, pois sempre se considerou feia e burra, uma pobre coitada. O livro é inestimável não pela narrativa de um modo geral, é porque ele nos comove, nos faz refletir sobre o valor da família e da liberdade, e merece ser contemplado. Indico a todos que gostam de enredo que falam de sentimentos capazes de gerar reflexões. Recomendo também o filme: uma das poucas adaptações de livro que assisti e vale a pena ser visto.
06/02/2013minha estante
Voce me fez querer agora ler o livro.Adorei o filme, muito triste e mais forte, só que já faz tempo.bjos!


Renata CCS 07/02/2013minha estante
Oi Sú, leia sim! Vale muito a pena! bjs.




Aline 04/01/2013

Adorado por 10 de cada 10 mulheres
A rotina cheia de dor, solidão e desgraça é o tema das cartas de Celie para Deus. Negra, semi-analfabeta e submetida à violência física e psicológica da infância à velhice, Celie é um dos personagens femininos mais marcantes da minha vida.
O livro é escrito em forma epistolar e com linguagem muito simples, porém muito comovente.
A história foi adaptada para o cinema em 1985, num filme dirigido por Steven Spielberg. A linguagem mais sofisticada do cinema permitiu uma imersão maior no mundo de cada personagem, bem como a expressão mais profunda da dor e do contexto da própria história. O filme foi indicado ao Oscar em 11 categorias (sim, ONZE!) e injustamente não ganhou nenhum. Como fã número um, gostaria particularmente de oferecer um prêmio pessoal às interpretações perfeitas de Whoopi Goldberg (Celie) e Oprah Winfrey (Sofia). E a canção "Miss Celie's Blues" é linda de morrer.
O filme arranca lágrimas (em 6 cenas, pelo menos).
O livro é sublime.
Renata CCS 22/01/2013minha estante
É um livro único, concordo com vc.




Fer Mendonça 22/09/2012

Nunca havia lido um livro feminista e confesso que eu comecei a ler o livro esperando que alguma parte visivelmente feminista pulasse pelas páginas e dançasse pelada na minha frente, mas não foi bem assim.
A história toda é contada por Miss Celie, que tem uma visão muito depreciativa de si mesma, chegando a se chamar de 'feia' e 'burra' várias vezes e primeiramente elas são dirigidas à Deus, mas depois são dirigidas à sua irmã, Nettie.
A passagem de tempo no livro é meio doida. Em 100 páginas se passam 12 anos, ou coisa parecida. Concordem comigo que isso é um pouco absurdo para um livro, né?
Miss Celie vem de uma família problemática, onde desde cedo ela cuida de seus irmãos mais novos e, digamos, da necessidade física de seu pai. Ela começa a ser violentada logo após sua mãe parir um de seus irmãos mais novos e se recusar a deitar com ele, que procura Celie. Depois da morte da mãe, ela começa a se oferecer para o pai para poupar que sua irmã sofra a mesma coisa. Ela teve dois filhos, que acredita terem sido mortos.
Um dia Nettie aparece com um homem em casa, pedindo a benção do pai para se casar, que se recusa e entrega Celie no lugar. Que casa com o Sinhô e passa a cuidar de casa e família, o que é um pouco dificil, porque os filhos do sinhô são mal-educados e revoltados com a morte da mãe.
A vida de Celie começa a mudar depois que seu marido a proíbe de ver a irmã, que logo ela acredita ter sido morta, e trás a amante doente pra casa, Doci Avery e ela cuida da amante sem reclamar.
Durante a trama, nos é apresentado a luta pela liberdade da mulher e as diferentes personalidades que surgem durante esse processo. Há Sofia, a nora que se recusa a obedecer o marido, faz o que quer e ainda revida, caso ele decida bater nela. Há a famosa descarada, desbocada e bissexual, simbolo de liberdade feminina na época (na minha opinião). Há a branca que decide trabalhar pros negros e por isso é discriminada. Há a negra que aos poucos toma consciência de si mesma. Há a negra que passa o livro inteiro tentando se libertar.
Enfim, é um livro para se ler e refletir, não tem como não se emocionar com a história de Celie, Nettie, Doci, Sofia e tantas outras. Assim como não posso de recomentar a todas as leitoras e leitores do blog.
A única coisa um pouco enervante no livro, que eu demorei pra me acostumar, é a escrita simples da protagonista, que se utiliza de 'sinhô', 'queu', 'cumeça', entre outros, mas que é perfeitamente explicável se nós nos colocarmos no lugar dela, de moça simples que foi obrigada a largar a escola por estar grávida do pai.

Quotes:

"Ele nunca teve uma palavra boa pra falar pra mim. Só diz, Você vai fazer o que sua mãe num quis fazer. Primeiro ele botou a coisa dele na minha coxa e cumeçou a mexer. Depois agarrou meus peitinho. Depois, ele impurrou a coisa dele pra dentro da minha xoxota. Quando dueu, eu gritei. Ele cumeçou a me sufocar, dizendo É melhor você calar a boca e se acostumar."

"To ficando cansada do Harpo, ela diz. Tudo no que ele pensa desde que a gente casou é como fazer eu obedecer. Ele num quer uma mulher, ele quer um cachorro."

"A primeira vez queu vi inteiro o longo corpo negro da Doci Avery cum os bico do peito quem nem ameixa preta, parecendo a boca dela, eu pensei queu tinha virado homem."

Leia mais resenhas em: http://blogmundodetinta.blogspot.com.br
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