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    Auguste Dupin - O primeiro detetive

    Edgar Allan Poe, Oscar Nestarez

    Novo Século
    2019
    190 páginas
    6h 20m
    ISBN-13: 9788542816228
    Português Brasileiro
    3.5
    628 avaliações
    Leram822Lendo111Querem729Relendo2Abandonos57Resenhas131
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    UMA EDIÇÃO DE LUXO DA OBRA QUE INSPIROU SHERLOCK HOLMES, AGATHA CHRISTIE E OS DETETIVES MODERNOS. Décadas antes do icônico Sherlock Holmes fascinar os leitores com sua astúcia e inteligência, Edgar Allan Poe – a mente por trás de grandes obras da literatura mundial, bem como da gênese do conto da maneira que conhecemos – escreveu “Os assassinatos da Rua Morgue”. Nesse conto, somos apresentados ao peculiar monsieur C. Auguste Dupin, criminologista notável por sua inteligência durante a investigação de misteriosos casos de assassinato. E é claro que Poe estava, mais uma vez, fazendo história: Dupin foi o primeiro detetive da literatura, naquela que é considerada a primeira história do gênero a ser publicada. O trabalho do autor foi responsável por influenciar não só a criação de Arthur Conan Doyle como toda história policial, desde aquelas escritas no século 19 até as que são lançadas atualmente. Agora, esse legado ganha um tributo nesta edição, que reúne “Os assassinatos da Rua Morgue”, “O mistério de Marie Rogêt” e “A carta furtada”, ou seja, a trilogia completa protagonizada pelo detetive de Poe – Auguste Dupin, o primeiro detetive.

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    Alexsander Souza de Assis picture
    Alexsander Souza de Assis31/08/2022Resenhou um livro
    3 (Bom)

    O primeiro detetive da literatura

    Neste livro conhecemos Auguste Dupin, primeiro detetive da história da literatura. De fato, Edgar Alan Poe foi pioneiro, criou o gênero das investigações e nos brindou com 3 casos muito interessantes e diversos. O primeiro, Os Assassinatos da Rua Morgue, é sem dúvida o melhor de todos. Este conto policial foi publicado em 1841, e nele, você leitor é apresentado ao detetive, se depara com sua capacidade genial de observação e inferência, que virá a caracterizar o gênero. O segundo caso, foi publicado em 1842, O Mistério de Marie Roget. Um caso muito menos interessante, até meio sacal, pois é quase um monólogo, salpicado de notícias de jornais. A única coisa interessante é que, este caso é baseado num crime real, e devido a quantidade de detalhes, Poe foi considerado suspeito do crime real, mas por ausência de provas não sofreu nenhuma ação policial. O último caso, é uma novela publicada em 1844, O caso da carta roubada. Esse muito bom, tanto quanto o primeiro. De leitura rápida e fluida. Dupin foi o precursor do gênero, nos trouxe em seguida, a riqueza inestimável de Sherlock Holmes, que bebeu muito de Poe, aperfeiçoou e elevou à perfeição, um gênero que se expandiu ilimitadamente. Os casos de Dupin, não são o melhor deste gênero literário, mas ainda assim possuem sua riqueza por abrirem estas portas. Portanto recomendo muito a leitura. Afinal, não fosse Alan Poe, não teríamos seriados como Criminal Minds, CSI e outros produtos de mídia investigativa e detetivesca.

    43 curtidas

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    • 4 estrelas28%
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    • 1 estrelas2%
    Edgar Allan Poe profile picture

    Edgar Allan Poe

    Segundo filho de David Poe e Elizabeth Arnold, ambos atores, Edgar Poe ficou órfão ainda criança e foi adotado por um casal rico de Richmond, Virgínia, Jonh Allan e Frances Kelling Allan. Isso lhe permitiu ter uma educação de qualidade, bem como fazer uma longa viagem pela Inglaterra, Escócia e Irlanda com os pais adotivos. Regressou aos Estados Unidos em 1822 e continuou seus estudos sob a orientação dos melhores professores dessa época. Dois anos depois, entrou para a Universidade de Charlotesville, distinguindo-se tanto pela inteligência quanto pelo temperamento inquieto, que o levou a ser expulso da escola. A seguir, verificou-se um período ainda pouco esclarecido na vida de Poe, no qual se registram viagens fora dos Estados Unidos. Retornou a seu país em 1829 e manifestou desejo de seguir a carreira militar. Foi admitido na célebre Academia de West Point, mas acabou expulso poucos meses depois por indisciplina. Com a morte da mãe adotiva, John Allan voltou a casar-se, com uma mulher muito jovem que lhe deu dois filhos. Isso impediu que Poe se tornasse herdeiro da fortuna paterna e ele se afastou da casa do pai adotivo, deixando Richmond. Após um período de relativa dificuldade, conheceu uma certa prosperidade ao vencer simultaneamente os concursos de conto e poesia promovidos pela revista "Southern Literary Messager". O fundador da publicação, Thomas White, convidou-o a dirigir a revista que rapidamente se impôs ao público. Durante dois anos, Poe esteve a frente do periódico, onde pôde exibir seu talento, que se manifestava num estilo novo, no conto e na poesia, bem como pelos artigos de crítica literária que revelavam seu rigor e sensibilidade estética. Escritor bem-sucedido, Poe casou-se com Virginia Clemm. Entretanto, ao fim de dois anos, White cortou relações com o escritor, que já desenvolvera a doença do alcoolismo. Poe passou a produzir como "free-lancer", em grande quantidade, mas sem ganhar o suficiente para manter uma vida digna e saudável, o que o levou a afundar-se ainda mais na bebida. A morte de sua mulher agravou o problema. O escritor passou a suicidar-se aos poucos, bebendo cada vez mais e já sofrendo os primeiros ataques de delirium tremens. Numa viagem a Nova York, para tratar de negócios, parou em Baltimore e hospedou-se numa taberna onde se distraiu durante horas bebendo com amigos. Era a noite de 6 de outubro de 1849. O escritor morreu na madrugada do dia 7, aos 40 anos. Hoje Poe é um escritor estudado e cultuado em todo o Ocidente. Entre suas obras destacam-se: The Raven (O Corvo, poesia, 1845), Annabel Lee (poesia, 1849) e o volume Histórias Extraordinárias (1837), onde aparecem seus contos mais conhecidos, como "A Queda da Casa dos Usher", "O Gato Preto", "O Barril de Amontillado", "Manuscrito encontrado numa Garrafa", entre outros, considerados obras-primas do terror.

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    Massachusetts, Estados Unidas

    Edgar Allan Poe