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    Malditos paulistas - (1980)

    Marcos Rey

    Ática
    1991
    191 páginas
    6h 22m
    ISBN-11: 8508030282_
    Português Brasileiro
    3.8
    127 avaliações
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    Favoritos2Desejados73Avaliaram127

    Raul está na faixa dos trinta anos e já fez muita coisa na vida, mas em nenhuma de suas atividades logrou sucesso. Desiludido, decide tentar a sorte em São Paulo, onde amplia suas experiências profissionais - trabalha como instrutor de natação, figurante de novela, garçom de cantina no Bixiga. Um anúncio classificado de 'precisa-se de motorista' muda sua sorte na capital paulista - vai trabalhar de motorista particular para Duílio Paleardi, que mora numa mansão do Morumbi. Ali, Raul ocupa-se de flertes fortuitos com as empregadas e com a patroa até que encontra, na garagem da mansão, uma marionete vestida de Carmem Miranda. A descoberta promove uma virada nos rumos da história, transformando-a numa narrativa vertiginosa em torno das investigações de Raul sobre os negócios escusos de Paleardi.

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    Clio picture
    Clio18/05/2022Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Se você começou a ler ainda criança, então provavelmente já ouviu falar de Marcos Rey - um dos mais prolíficos escritores de literatura infanto-juvenil do país. Mas, também roteirista e ocasionalmente autor de romances policiais para o público adulto. Malditos Paulistas é uma ode de amor cachorro a cidade de São Paulo e seus habitantes. Todos os personagens são baseados em estereótipos comuns da região na década de 80: o empresário italiano corrupto, o zé-povinho sensual, o carioca preguiçoso e bandido... tudo está lá, numa mistura de admiração e repugnância que só iguala a narrativa feita por Raul, o carioca já mencionado. É um romance policial em que o crime só é cometido após páginas e mais páginas de construção. Nada é por acaso, mas o ligar das pontas é feito de maneira simples e lembra em muito histórias de antigas reportagens. Não é preciso se abalar por isso, a narrativa empregada pelo autor é mais que suficiente para garantir o interesse até o final.

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    Marcos Rey profile picture

    Marcos Rey

    Marcos Rey, pseudônimo de Edmundo Donato, (São Paulo, 17 de fevereiro de 1925 — São Paulo, 1 de abril de 1999) foi um escritor e roteirista brasileiro. Marcos foi também redator de programas de televisão, adaptou os clássicos A Moreninha de Joaquim Manuel de Macedo em forma de telenovela e o Sítio do Picapau Amarelo. Marcos usava sua cidade natal, São Paulo, como cenário de várias de suas obras. O autor se dedicou principalmente às obras voltadas ao público juvenil. Escreveu crônicas, contos e se destacou escrevendo romances. Escreveu também várias obras literárias adultas. Durante os anos 1970, foi roteirista de diversos filmes do gênero pornochanchada produzidos na Boca do Lixo, em São Paulo, como As Cangaceiras Eróticas e O Inseto do Amor. No gênero ficção infantil estreou com Não Era Uma Vez, drama de um garoto à procura de sua cadela perdida nas ruas. Foi também tradutor de livros em inglês, em parceria com seu irmão Mário Donato. Na década de 1990 tornou-se colunista da revista Veja, São Paulo. No ano de 1999, após voltar de uma viagem à Europa, Marcos Rey foi internado para uma cirurgia, e não resistindo às complicações, faleceu no dia 1 de abril, aos 74 anos, sem recuperar a consciência. Foi cremado, e um mês depois, sua esposa Palma Bevilacqua Donato sobrevoou com um helicóptero o centro da cidade, espalhando as cinzas do autor sobre São Paulo e realizando assim a reunião eterna de Marcos Rey com a metrópole que foi a grande personagem de toda sua obra.

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    Marcos Rey