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    Sonetos -

    Bocage

    Martin Claret
    2019
    135 páginas
    4h 30m
    ISBN-13: 9788544002520
    Português Brasileiro
    3.7
    251 avaliações
    Leram462Lendo21Querem201Relendo0Abandonos7Resenhas18
    Favoritos0Desejados201Avaliaram251

    Figura polêmica que exaltava os ideais de Liberdade, Igualdade e Fraternidade da Revolução Francesa e criticava o despotismo e os representantes da Igreja, Manuel du Bocage, é um dos nomes mais representativos do Arcadismo Português. Sonetista admirável que, segundo estudiosos, está à altura de Camões. O presente volume é uma seleção de seus melhores sonetos.

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    Resenhas (18)Ver mais
    Clio picture
    Clio25/08/2024Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    A coletânea de sonetos de Bocage traz tanto suas obras religiosas quanto as românticas que são sem excessão de alta qualidade. Mas, como já dizia minha professora de literatura, estamos aqui pela putaria. Os sonetos satíricos de Bocage são um caso a parte. Sem escrúpulo nenhum, ele zomba, xinga, e calúnias seus desafetos em versos explícitos e impiedosos. Partidário da política que o humor é acima de tudo, ridículo, Bocage difamava a si mesmo, amigos e inimigos em todas tavernas e demais antros do século XVIII. Sua intenção era simples, a desmoralização de tudo e todos. Se ele conseguiu realizar tanto em sua juventude na repressiva Portugal, só resta imaginar o que ele não teria feiro em terras brasilis. Como dizia minha avó, mais sujo que um porco, somente Bocage. Recomendo.

    185 curtidas

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    3.7 / 251
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    • 2 estrelas8%
    • 1 estrelas2%
    Manuel Maria Barbosa l'Hedois du Bocage profile picture

    Manuel Maria Barbosa l'Hedois du Bocage

    Possivelmente, o maior representante do arcadismo lusitano. Embora ícone deste movimento literário, é uma figura inserida num período de transição do estilo clássico para o estilo romântico, forte presença na literatura portuguesa do séc. XIX. "Magro, de olhos azuis, carão moreno, Bem servido de pés, meão na altura, Triste de facha, o mesmo de figura, Nariz alto no meio, e não pequeno; Incapaz de assistir num só terreno, Mais propenso ao furor do que à ternura; Bebendo em níveas mãos, por taça escura, De zelos infernais letal veneno; Devoto incensador de mil deidades (Digo, de moças mil) num só momento, E somente no altar amando os frades, Eis Bocage, em quem luz algum talento; Saíram dele mesmo estas verdades, Num dia em que se achou mais pachorrento." -Bocage

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    Manuel Maria Barbosa l'Hedois du Bocage