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    Bocage - a sua vida e a sua época

    Mário Domingues

    Romano Torres
    1970
    419 páginas
    13h 58m
    ISBN-10: 8572326073
    Português
    3.7
    251 avaliações
    Leram462Lendo21Querem201Relendo0Abandonos7Resenhas18
    Favoritos0Desejados201Avaliaram251

    ...Bocage venceu o Tempo. Quando lemos alguns dos seus poemas mais sentidos, temo-lo presente, a nosso lado, ou dentro do nosso coração. A sua poesia não só no-lo ressuscita como também dá vida a tudo em que toca com a luminosidade mágica do seu engenho. Consoante o tempo vai passando, o seu vulto cresce, agiganta-se, enquanto mingua o dos seus rivais.

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    Resenhas (18)Ver mais
    Clio picture
    Clio25/08/2024Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    A coletânea de sonetos de Bocage traz tanto suas obras religiosas quanto as românticas que são sem excessão de alta qualidade. Mas, como já dizia minha professora de literatura, estamos aqui pela putaria. Os sonetos satíricos de Bocage são um caso a parte. Sem escrúpulo nenhum, ele zomba, xinga, e calúnias seus desafetos em versos explícitos e impiedosos. Partidário da política que o humor é acima de tudo, ridículo, Bocage difamava a si mesmo, amigos e inimigos em todas tavernas e demais antros do século XVIII. Sua intenção era simples, a desmoralização de tudo e todos. Se ele conseguiu realizar tanto em sua juventude na repressiva Portugal, só resta imaginar o que ele não teria feiro em terras brasilis. Como dizia minha avó, mais sujo que um porco, somente Bocage. Recomendo.

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    Mário José Domingues profile picture

    Mário José Domingues

    Nasceu na ilha do Príncipe, na roça Infante D. Henrique, propriedade da firma Casa Lima & Gama, com sede e escritório em Lisboa, filho de mãe angolana natural de Malanje, de nome Kongola ou Munga, que tinha ido para a ilha do Príncipe como contratada (à força) com quinze anos de idade, e de António Alexandre José Domingues, oriundo de famílias liberais de Lisboa.[1] Com dezoito meses de idade foi enviado para Lisboa, sendo educado pela avó paterna. Aos dezanove anos de idade aderiu ao ideário do anarquismo e iniciou colaboração no diário anarco-sindicalista A Batalha e, posteriormente, no jornal anarquista A Comuna, da cidade do Porto. Nesse período participou nas atividades de um grupo libertário que, entre outros, integrava Cristiano Lima e David de Carvalho. Fez parte da redação da revista Renovação (1925-1926)[3] e colaborou na organização do congresso anarquista da União Anarquista Portuguesa (UAP).[4] Publicou diversas obras de ficção, entre as quais Hugo, o Pintor (1922), Delicioso Pecado (1923), A Audácia de um Tímido (1923), Entre Vinhedos e Pomares (1926) e O Preto de Charleston (1930). Após a Revolução de 28 de Maio de 1926 dedicou-se ao jornalismo e tornou-se escritor profissional. Voltou-se para a história, escrevendo mais de uma dezena de volumes. Também se dedicou ao romance policial, de aventuras e à literatura cor-de-rosa recorrendo a pseudónimos pretensamente estrangeiros. Quando eram romances policiais e de aventuras assinava com os nomes de Henry Dalton & Philip Gray (com este pseudónimo escreveu noventa e dois volumes), Marcel Durand, W. Joelson, Fernand d'Almiro, Fred Criswell, F. Hopkins, Henry Jackson, James Black, James W. Sleary, James Strong, J. W. Powell, Joe Waterman, John Ferguson, Max Felton, Max Parker, Nelson Mackay, Peter O'Brion, William Brown, Thomas Birch, Guida de Montebelo, Marcelle de Sérizy, C. de La Touraine, Clau Weber, Repórter Mistério e André Chevalier, entre muitos outros. A 10 de julho de 1970, foi agraciado com o grau de Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada.[5] Apesar de se ter afastado do movimento anarquista, quando em 1975 apareceu a Voz Anarquista, escreveu uma carta ao diretor, onde declarava: Agora, mais do que nunca, é preciso proclamar bem alto que o anarquismo não é a desordem, a violência e o crime, como as forças reacionárias têm querido qualificá-lo. Urge desfazer essa lenda tenebrosa e demonstrar ao grande público, enganado por essas torpes mentiras, que o anarquista ama e defende o ideal supremo da ordem, exercida numa Sociedade edificada na Liberdade, na Fraternidade e na Justiça Social. À Voz Anarquista cabe essa sublime tarefa, recordando o exemplo de homens superiormente lúcidos como foram Proudhon, Eliseu Reclus, Sébastien Faure, Bakunine, Kropotkine, Neno Vasco, Pinto Quartin, Campos Lima, Cristiano Lima, Aurélio Quintanilha e outros propositadamente esquecidos, que abriram aos homens o Caminho da Liberdade.[4]

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    ilha do Príncipe, Portugal

    Mário José Domingues