Um conto de Natal -

    Charles Dickens

    Antofágica
    2019
    312 páginas
    10h 24m
    ISBN-13: 9786580210107
    Português Brasileiro

    Scrooge é um homem avarento, muquirana, miserável e mão de vaca. Para ele, até mesmo o Natal parece um enorme desperdício de tempo e de dinheiro. Em mais uma lastimável noite natalina, o fantasma de seu sócio Marley aparece para assombrá-lo e lhe fazer um alerta: Scrooge será assombrado por três espíritos, que lhe mostrarão seus erros (e as consequências deles) no Natal passado, presente e futuro. Publicado originalmente em 1843, Um conto de Natal é o clássico com o qual Charles Dickens se tornou o inventor do Natal como celebramos hoje. Escrita em uma época em que a celebração dessa data caía no esquecimento na Inglaterra, a obra fez o milagre de aquecer o coração dos leitores e criou o que conhecemos como espírito natalino. Também se consagrou como um dos livros mais adaptados de toda a história, figurando no imaginário de todos nós graças a inúmeros filmes, peças e animações, chegando até a inspirar a criação de um famoso personagem, o Tio Patinhas (em inglês, Uncle Scrooge). A edição da Antofágica traz tradução de Leonardo Alves e cinquenta ilustrações inéditas do quadrinista Guilherme Petreca. Além disso, o livro conta com posfácios do escritor Ricardo Lísias e do jornalista e escritor André Cáceres, e apresentação de Melina Souza, do canal Tea with Mel.

    Edições (27)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover

    Similares (59)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    Resenhas (2514)Ver mais
    Pedro Henrique De Oliveira picture
    Pedro Henrique De Oliveira08/09/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Resenha de Um Conto de Natal

    Apesar de ter como essência o nascimento de Jesus Cristo, o natal, talvez o mais famoso dia comemorativo ao lado do ano novo, surgiu de uma cultura pagã a qual foi absorvida pelo cotidiano romano no século IV (antes, 25 de dezembro era destinado à comemoração do “nascimento do sol invencível”, em homenagem ao deus Mitra, da Pérsia). Por conta disso, nos séculos XV e XVI, tal data passou a ser vista com maus olhos pelos puritanos (religião protestante crescente na Inglaterra àquela época) os quais tentavam cada vez mais abdicar de todos os laços não cristãos. Como consequência, em adição a diversos outros entraves, a comemoração e seus significados passou a cair em relação à estima da população britânica, pelo menos até uma obra, de forma impressionante, iluminar o coração das pessoas sobre o significado do dia 25, estamos falando de Um Conto de Natal, escrito por Charles Dickens. Sobre a história: acompanhamos, em terceira pessoa, a narrativa sobre o carrancudo empresário, Ebenezer Scrooge, homem solitário o qual tem em sua feição um inconfundível rancor de todos à sua volta, inclusive de seu sobrinho, Fred e seu humilde funcionário, Bob. Tudo muda, no entanto, quando o velho endinheirado é visitado pelo seu já falecido sócio, Marley, agora um fantasma o qual percorre o mundo acorrentado por tudo o que deixou de fazer em vida. Após o encontro, o protagonista descobre ser visitado por mais três fantasmas os quais o ajudarão a compreender a arte de viver e aquilo o qual Scrooge tem negligenciado por tanto tempo, a bondade. Dito isso, o conto corre a passos largos com uma narrativa surpreendentemente agradável e instigante de tal forma a não conseguirmos deixa-lo tão cedo quando o começamos. Essas características são realçadas pela capacidade de descrição singular de Dickens e suas exuberantes e divertidas descrições de cada rua, casa e personagem, com analogias muitas vezes cômicas e peculiares. Aliado a esse fato, temos aqui o uso do sobrenatural servindo como uma bela proposta. Apesar de em nenhum momento o livro tornar-se excessivamente duro ou macabro, as criaturas e os momentos de tristeza têm o certo ponto de toque mágico e inquietante o qual nos surpreende tanto quanto cativa e reforça a noção de fantástico a qual apodera-se de Ebenezer de um dia para o outro. Em congruência com isso, a maior beleza da obra encontra-se na empatia, com uma capacidade singular de fazer até mesmo os apáticos expressarem um largo sorriso no rosto ou deixarem escapar uma lágrima. Através de diálogos vívidos e cenas doces, o autor gera uma imensa gama de sentimentos positivos no decorrer de cada página enquanto nos ensina um pouco sobre a generosidade e familiariza cada indivíduo ao leitor. Essas lições, de certa forma, são sutis e desenvolvem-se não de maneira antinatural ou sem nexo, mas com os próprios aprendizados e mudanças do protagonista. Primeiramente publicado em 1843, Um Conto de Natal pode ser considerado um dos grandes marcos da cultura natalina dos últimos séculos. Repleto de momentos divertidos e emocionantes, o livro inspira, do início ao fim, uma vontade irrefreável de viver a vida como se todo dia fosse o natal. Excelente leitura. Siga-me no Instagram: @aprendilendo_

    304 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.2 / 15488
    • 5 estrelas38%
    • 4 estrelas40%
    • 3 estrelas19%
    • 2 estrelas2%
    • 1 estrelas0%