<b>A sinistra trindade: Lovecraft, Castilho e Rubim</b>
O Horror em Dunwich é um conto clássico de H. P. Lovecraft, o qual agora recebe mais uma adaptação, desta vez pela talentosa dupla Felipe Castilho, que assina o roteiro, e Fred Rubim nas artes. Uma publicação da Editora de Cultura.
Sem dúvida alguma uma sinistra trindade que se juntou para dar vida a um conto sinistro!
<b>Dunwich – um rápido tour</b>
Para quem não conhece o conto (indico ele por ser um relato incrível), ele se passa na pequena e esquecida Dunwich, uma cidade isolada no Vale do Miskatonic. Ali naquele lugar, uma antiga família, os Whateley, são residentes de alguma forma tradicionais da região.
Em suas histórias familiares, a família se divide em dois ramos: um deles sendo mais “normal” (se podemos usar essa palavra) e o outro um tanto quanto decaído e estranho, famosos por casamentos consanguíneos. Imagino os relatos reais e pavoroso de famílias interioranas que inspiraram Lovecraft na criação dessa família e da própria Dunwich.
Nesse estranho cenário e, exatamente com Whateleis do ramo estranho da família, que a história se desenrola, narrada pelo famoso Professor Armitage. Ele nos narra os eventos e faz um relato corajoso do incidente até seu desfecho.
<b>O Horror de Dunwich ganha vida</b>
Voltamos a adaptação de Castilho, que apoiada na arte incrível de Rubim, recria com maestria a atmosfera terrível do conto. O autor permite que a criação de Lovecraft ganhe vida pelo argumento adaptado aos quadrinhos, enquanto a arte icônica do artista cria o terreno fértil onde as sementes do terror são plantadas. Dois grandes talentos nacionais se unem ao gênio atemporal de Lovecraft, nos dando então a obra de arte O Horror de Dunwich.
Termino a leitura imaginando como somos sortudos por termos a oportunidade de estar vivendo em uma época tão importante, difícil e única da cena artística nacional. São talentos como os de Castilho e Rubim que nos presenteiam com uma adaptação magnífica como essa. Precisamos com certeza de todos vocês, sempre, para que as esperanças sejam renovadas pela cultura.
<b>Conclusões finais</b>
Emendo o pensamento na indagação de onde esses escritores e artistas vão parar e a resposta me surge ao mesmo tempo: não vão! Não podem parar! Suas criações maravilhosas nos fazem sonhar. Uma nação precisa da preciosa matéria dos sonhos para se reinventar.
Estou absurdamente feliz de ter lido esse material e tenho certeza de que de algum lugar Yog-Sothoth ficou bem orgulhoso de se ver ali.
Resenha publicada no blog Canto do Gárgula em 23/01/2020