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    Salambô (Clássicos de Bolso) - Uma Ressurreição da Cidade de Carthago

    Gustave Flaubert

    Ediouro
    1985
    291 páginas
    9h 42m
    ISBN-10: 8500801050
    Português Brasileiro
    4
    92 avaliações
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    Na antiga Carthago e no tempo das Guerras Púnicas desenrola-se esse romance de Flaubert em que a protagonista é Salambô irmã de Anibal Barca que mais tarde viria a ser um grande guerreiro. Revisão de matriz: Marques Rebelo. ==== http://naogostodeplagio.blogspot.com.br/2012/05/gustave-flaubert-no-brasil.html?m=1

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    Carla Silva29/01/2009Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    A Cartago de Flaubert

    Por volta de 1857, Gustave Flaubert começou a planejar o romance Cartago. Viajou até a África, visitando as ruínas da cidade, leu em torno de 100 volumes para embeber-se no tema - obras de História, Arte Militar, Patologia, Religião e outras. Em suas cartas, registrou o sofrimento que era dedicar-se à realização desse livro. "Que tema miserável! Eu passo alternadamente da ênfase mais extravagante à convenção mais acadêmica" escreveu ele ao escritor Ernest Feydeau em fins de 1857. Em 29-30 de novembro de 1859, ao mesmo amigo escrevia: "É preciso ser absolutamente louco para empreender livros semelhantes! A cada linha, a cada palavra, supero dificuldades de que ninguém terá idéia, e está certo talvez que delas não se faça idéia. Pois se meu sistema é falso, a obra estará fracassada." Salambô, como acabou por intitular-se o romance histórico sobre Cartago, é uma obra impressionante: páginas e páginas de descrições de ambientes, vestimentas, objetos, costumes, páginas descrevendo batalhas com vividez e crueza. O efeito da leitura é monumental, o que é curioso porque o livro em si é pequeno (168 páginas em letra miúda, margens apertadas, enfim, uma edição econômica; a edição mais volumosa que encontrei possui 216 páginas). Contudo, enquanto vamos lendo, Cartago ressurge - ainda que seja decerto a Cartago de Flaubert, não se trata de um feito desprezível - aos nossos olhos, majestosa, poderosa, soberba, despótica: sua riqueza entra-nos pelos olhos, apela a nossos outros sentidos (o tato: como se tocássemos seus tecidos finíssimos; o paladar: como se provássemos suas iguarias). Desde o primeiro capítulo, com o banquete dos mercenários durante o qual fica subentendido que não receberão seu soldo após a guerra, a leitura nos prende. À medida que o romance avança, acompanhamos a revolta dos mercenários, o encontro entre o soldado Matô e a filha de Amílcar, Salambô, o roubo da túnica do deus fenício Tanit, as batalhas entre os mercenários e os cartagineses, o cerco de Cartago, a fome e a sede, a captura e o destino horrendo dos prisioneiros de ambos os lados, tudo isso perpassado da mesma monumentalidade, da mesma impressão do grandioso. Flaubert era um grande escritor. A crítica considera Madame Bovary sua obra-prima. Pessoalmente, é no Flaubert experimental e satírico de Bouvard Pécuchet, no Flaubert escritor dedicado ao sacerdócio da Literatura nas Cartas, e agora nesse Flaubert meticuloso, fascinante e recriador de um mundo desaparecido em Salambô que encontro o gênio tantas vezes incensado; no escritor dessas últimas obras, encontro um escritor de minha predileção. Vale ainda observar: quantos, dentre os nossos pretensos teóricos e críticos literários, terão lido Salambô? Relembro os comentários de Boris Schnaiderman, impressionado com a brutalidade dos relatos de fome e loucura em Narrativa de Kolyma de Chalamov. É verdade: Chalamov descreve fatos, não ficção. Ainda assim, é difícil não crer nas descrições que Flaubert faz do cerco e dos esforços dos mercenários para tomar Cartago - a brutalidade dos combates, a chegada da fome que leva ao canibalismo, o desespero que leva à superstição: o sacrifício de crianças ao deus Moloque. Crueza. Horror. Recriação de um tempo e de uma cultura. Numa obra-prima de 1862.

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    • 5 estrelas39%
    • 4 estrelas29%
    • 3 estrelas23%
    • 2 estrelas7%
    • 1 estrelas2%
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    Gustave Flaubert

    "Madame Bovary sou eu", disse Gustave Flaubert quando os juízes lhe perguntaram quem teria sido o modelo da sua personagem, durante o seu julgamento, em 1856. Ele foi acusado pelo governo francês de ter escrito uma "obra execrável sob o ponto de vista moral". Mas foi absolvido pela Sexta Corte Correcional do Tribunal do Sena, em Paris, em fevereiro de 1857. Resultado de cinco anos de trabalho, seu romance de estréia, "Madame Bovary", é uma dura depreciação dos valores burgueses. Segundo alguns críticos conservadores, Flaubert ridicularizou sua própria condição social. Afinal, o autor era filho de um médico provinciano rico e vivia de rendas em sua idade adulta na propriedade rural do pai. A história de Emma Bovary, que trai o marido para fugir da vida medíocre, é um retrato da incapacidade mental, emocional e moral das sociedades provincianas. Flaubert se dizia um estudioso da estupidez humana e colecionava episódios de burrice publicados em livros e jornais. Para ele, estupidez era mais freqüente na província. A falta de inteligência também foi o tema de "A Tentação de Santo Antão" (1874). Em 1840, como prêmio por ter concluído os estudos secundários, ganhou uma viagem para os montes Pirineus e para a ilha de Córsega. Ao passar por Marselha, viveu um namoro com Eulália Foucaud de Langlade. O idílio foi inspiração para a obra "A Educação Sentimental" (1869). Entre 1849 e 1851, o autor viajou para a África, onde colheu informações para "Salambô" (1862), sobre a queda de Cartago. Flaubert foi um dos autores mais importantes do Realismo, movimento estético de reação ao Romantismo europeu no século 19, influenciado pelas teorias científicas, a Revolução industrial e a linha filosófica de Augusto Comte (o Positivismo). Ele levou à perfeição o ideal do romance realista de harmonizar a arte e a realidade. Sua obra se caracteriza pelo cuidado na sintaxe, na escolha do vocabulário e na estrutura do enredo. Em 1866, recebeu a Legião de Honra do governo francês. Pouco antes de sua morte, vendeu propriedades para evitar a falência do marido de sua sobrinha. Passou a viver de um salário como conservador da Biblioteca Mazarine. O romance "Bouvard et Pécuchet" foi publicado inacabado, postumamente.

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