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    O tempo, esse grande escultor -

    Marguerite Yourcenar

    Nova Fronteira
    1985
    218 páginas
    7h 16m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    3.8
    6 avaliações
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    Sob o título 'O Tempo esse Grande Escultor', Marguerite Yourcenar juntou ensaios muito diversos e na sua maioria recentes, onde dominam alguns dos seus temas preferidos: a história – com páginas consagradas ao advento do cristianismo em Inglaterra; a arte – através dos textos sobre a pintura de Dürer; ou a militância energética em prol do respeito pela Natureza. Mas a autora não deixa de lado o mundo moderno e dá-nos conta das suas reflexões sobre «a sinistra facilidade de morrer» que sentiram aqueles que, nos anos setenta, se imolaram pelo fogo em sinal de protesto. O gosto de Yourcenar pelas civilizações orientais exprime-se através de estudos sobre «a nobreza da derrota» dos guerreiros japoneses, sobre o erotismo da Índia medieval ou o budismo Tântrico. A escritora refere-se também ao seu próprio trabalho explicando, por exemplo, o método rigoroso exigido pelo romance histórico. Estes ensaios formam um conjunto heterogéneo que é, no seu todo, uma reflexão sobre o passado e o presente, o gosto pela arte e pela meditação sobre a vida. O pensamento de Yourcenar é aqui, como nos seus outros livros, de uma densidade admiravelmente servida por uma prosa fora do comum cuja força atinge por vezes a do discurso poético.

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    Marguerite Cleenewerck de Crayencour profile picture

    Marguerite Cleenewerck de Crayencour

    Marguerite Yourcenar, pseudônimo de Marguerite Cleenewerck de Crayencour (anagrama de Yourcenar), foi uma escritora belga de língua francesa. Foi a primeira mulher eleita à Academia Francesa de Letras em 1980, após uma campanha e apoio activos de Jean d'Ormesson, que escreveu o discurso de sua admissão. Foi educada de forma privada e de maneira excepcional: lia Jean Racine com oito anos de idade, e seu pai ensinou-lhe o latim aos oito anos e grego aos doze. Em 1939 mudou-se para os Estados Unidos, onde passou o resto de sua vida, obtendo a cidadania estado-unidense em 1947 e ensinando literatura francesa até 1949. As suas Mémoires d´Hadrien (Memórias de Adriano), de 1951, tornaram-na internacionalmente conhecida. Este sucesso seria confirmado com L'Œuvre au Noir (A Obra em Negro, 1968), uma biografia de um herói do século XVI, chamado Zénon, atraído pelo hermetismo e a ciência. Publicou ainda poemas, ensaios (Sous bénéfice d'inventaire, 1978) e memórias (Archives du Nord, 1977), manifestando uma atracção pela Grécia e pelo misticismo oriental patente em trabalhos como Mishima ou La vision du vide (1981) e Comme l´eau qui coule (1982).

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    75 Seguidores

    Marguerite Cleenewerck de Crayencour