Assim que vi A MELHOR HISTÓRIA ESTÁ POR VIR na livraria, comprei-o. Havia adorado o primeiro romance de Maria Dueñas, O TEMPO ENTRE COSTURAS e imaginava que como ele, esta nova narrativa fosse me seduzir de tal maneira que eu não pudesse deixá-la de lado. A história é boa. Mas a mágica anterior não está presente.
Tive a impressão de que a autora talvez estivesse interessada em cativar os leitores americanos, porque se dedicou ao tema das Missões estabelecidas pelos espanhóis na Califórnia, antes desse estado fazer parte do atual Estados Unidos. Achei isso porque nem nos EUA este é um assunto de interesse particular. Depois, nossos herois e heroína deixaram de ser gente comum, pensando como gente comum, para estarem fazendo parte de um quasi-thriller baseados em pesquisas de documentação. Professores universitários raramente são interessantes como personagens de romance. Isso virou modismo hoje em dia, desde de Dan Brown. E ainda tem como ambientação uma possível luta entre aqueles que gostariam de preservar um terreno arqueológico e os que preferem o desenvolvimento. Em suma: achei a história, sua trama, seu desenvolvimento forçado e desinteressante. Maria Dueñas escreve bem, neste livro, com uma escrita mais comercial do que a que aparece no primeiro romance, e com muito menos profundidade de pesquisa histórica. Porque escreve bem, terminei o livro. Mas o meu interesse pelos personagens e pela trama estava muito próximo do zero. Pena. Tive a sensação de alguém que, vendo o sucesso de venda de mais de 1.000.000 de volumes de O TEMPO ENTRE COSTURAS, resolveu escrever mais um romance, enquanto o sucesso lhe batia à porta. Se você adorou como eu o primeiro livro, fica aqui o aviso, não espere o mesmo ritmo, a mesma sedução.