- Amazônia ocupada: a primeira expedição à floresta que hoje é vista com preocupação aos olhos do mundo - Maria Madalena: santa, prostituta ou feminista? - A trágica história de Kennedy que a família escondeu - China e Japão: uma relação milenar de guerra e paz E muito mais!
Aventuras na História Nº 199 (Dezembro de 2019) - Amazônia ocupada
não informado
Dezembro de 2019
- A seção "Galeria" trouxe fotos dos irmãos Zangaki, gregos que na segunda metade do século 19 fizeram registros fantásticos do cotidiano no Egito. Pouco se sabe de suas biografias, mas as imagens que registraram são extraordinárias para a História. Tipo de coisa que instiga buscarmos mais na internet (e esta tem muitas outras fotos acessando o Google Imagens por exemplo). A fotografia que mais gostei foi de uma mulher Bicharin, com penteado pra lá de diferenciado, ainda mais para a visão de forasteiros no Egito. Que shape estiloso, classudo pacas... meio rasta, meio tererê... No "Hoje na História" gostei da informação de 25/12/1935, quando Regina Jonas tornou-se a primeira mulher rabina na História. Até então não sabia nada dela e fiquei bastante curioso por sua biografia. Era judia alemã e seu ativismo de destaque foi em causas humanitárias ao povo judeu afligido, combatendo o índice de suicídio por conta da opressão nazista. Registre-se que morreu também em campo de concentração, onde padeceu dos males contra os quais se mobilizara. Tai! A revista que já deu capa para pessoas como Pinochet, Guevara, Fidel e Lampião, poderia adentrar na sua biografia (estou sutilmente elevando-a) e prestigia-la com uma interessante reportagem, pois é pessoa de história impactante bastante desconhecida. Apoiado! A "Linha do Tempo" trouxe a lista de 10 ditadores que foram depostos ou condenados. Dava para incluir também o da Líbia (Muammar al-Gaddafi), que em 2011 foi deposto e condenado, após anos de tirania. Esses sujeitos se portam como defensores de seu povo, mais ao longo de anos defendem seus próprios interesses, em detrimento do povo. Falando em interesseiros, o pressuposto "Infográfico" trouxe informações da esbórnia que acontecia no Palácio de Versalhes, estopim para a Revolução Francesa. O povo vivia na miséria e os bonitões da nobreza se regalando com até três festas semanais... fora as festinhas particulares da rainha e rei (Maria Antonieta e Luís XVI). Fala sério! Havia escassez de água para o povão e o palácio sobejando dela em seus belos jardins... Gostei também das notas explicativas sobre o Papai Noel. Segundo o texto, a origem vem do imaginário sobre um tal Velho Inverno (uma entidade que ia nas casas em Dezembro, em pleno inverno, onde recebia oferendas, num pensamento comum de com isso reduzir os rigores invernais), misturado com a figura do São Nicolau (bispo na Turquia do século IV com histórias de assistência social, como a de uma jovem que socorreu, em que, para não ser vendida por falta de dote, teria atirado um saco de moedas pela chaminé de sua casa, pondo fim ao impasse... com o tempo, e com a canonização, passaram a cultivar o desejo de visita de um certo bispo filantropo) e, obviamente, a imagem atual do Noel (que veio sendo trabalhada pelo comércio, especialmente por certa marca de refrigerante, desde fins do século XIX). Particularmente, não curto esse lance de Papai Noel e estimulo o povo a olhar para Jesus Cristo no Natal, destacando sua história. Sei que a data que celebramos tem origens pagãs... pode ter essa referência, mas celebramos a Jesus Cristo, desapegando de qualquer outra coisa. Foquemos sua representatividade. O "Dito e feito" trouxe a origem de "custar o olho da cara". Entre as explicações, fico com o relato do conquistador espanhol Diego Almagro, que nas brutais lutas de interesse da coroa espanhola contra os povos nativos, perdeu um olho, ficando famoso seu lamento de que tais lutas custaram-lhe o olho da cara. Como disse, tem outras explicações, mas registro a que achei mais curiosa. "China em Paz e Guerra com o Japão" - Relação que teve desavenças brutais, que influenciaram o destino das duas nações, como no fechamento do Japão para as nações entre os séculos XVI a XIX, e a revolução comunista chinesa no século XX. Histórias que também podem ser encaradas com raízes em profundos traumas e desavenças sofridas... O que me espanta é que nações com filosofia humanitária, quando guerrearam, foram realmente extremamente brutais em certas particularidades, não ficando atrás dos religiosos colonizadores nas Américas... Paradoxo. "Amazônia ocupada" trouxe informações sobre a expedição de Francisco Orellana, século XVI, considerada a primeira a descer o rio Amazonas. Feito cheio de descobertas e muita brutalidade na relação com os povos amazônidas... O que esperavam? Submissos vendidos por bugigangas? Nada! Povo valente que defendeu seu pedaço de terra usurpado. Foi nessa expedição que gerou-se a lenda das Amazonas na Amazônia. Sabe o que me espanta? A empáfia da visão europeia de que as nações indígenas deveriam ser destruídas ou dignas de cabresto por serem vistas como subdesenvolvidas diante de um povo evoluído... O espanto? Na prática é a mesma visão de domínio e usurpação, em termos pragmáticos, que perdura hoje. Outro dia li um livro que achei meio chato (Canaã, de Graça Aranha), mas o que se revela existe até hoje em certas visões (Lentz é meio Bozo de hoje em muitas disposições.... e isso vemos desde o colonialismo) Gostei também dos informes sobre Vicente Pinzon, que teria sido o europeu quem de fato chegou primeiro no Brasil, adentrando até a foz do Amazonas... onde também teve embates com o povo local... Quer dizer que nas "Índias da Ásia" chegaram para acordos... e nas "Índias Americanas" para usurpar e tacar o terror... "Enigmas de Madalena", sobre a percepção da Maria Madalena ao longo da História. Não entendi a parte de investirem na imagem dela como pecadora adultera arrependida como estratégia da Contra-Reforma. Não entendi mesmo... Será que queriam enfatizar a imagem de mulher subalterna, que não tivesse destaque na liderança da igreja? "A Kennedy que a família escondeu" - Que história de face medonha, do interesse escuso dessa famosa família. Como eram cheios de badalação e dados à buscar liderança política, esconderam Rosemary Kennedy por ser uma pessoa com um pouco de dificuldade locomotora e cognitiva. Conforme as fotos, a jovem era linda e carismática, atraindo olhares dos fotógrafos, mas construíram um muro em torno dela contra entrevistas, tornando-a cada vez mais reclusa. O pior é que os Kennedys tiveram postura nazista ao submete-la a experimentos pra lá de malucos, como o dos nazistas, ao submete-la a lobotomia, o que a detonou horrendamente, exacerbando o que até então eram poucas dificuldades... Fala sério! Pode-se dizer que a trancaram numa torre até sua morte... Dava um filme... Tem outras coisas curiosas na revista, mas agora perdi o pique diante de histórias revoltantes.... Fim.
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