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    Discurso Sobre a Servidão Voluntária -

    Etienne de La Boétie

    LGE Editora
    2009
    72 páginas
    2h 24m
    ISBN-13: 9788572383868
    Português Brasileiro
    4.1
    267 avaliações
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    Entre muitos pontos importantes e relevantes do Discurso em si, ressalta-se: – O poder que um só homem exerce sobre os outros é ilegítimo. – A preferência pela república em detrimento da monarquia. – As crenças religiosas são freqüentemente usadas pelas monarquias para manter o povo sob sujeição e jugo. – Etienne de La Boétie afirma no Discurso a liberdade e a igualdade de todos os homens na dimensão política. – Evidencia, pela primeira vez na história, a força da opinião pública. – Repele todas as formas de demagogia. – Incursionando pioneiramente pelo que mais tarde ficará conhecido como psicologia de massas, informa da irracionalidade da servidão, desde o título provocativo da Obra, indicada como uma espécie de vício, de doença coletiva. O Discurso, que no século XVI Montaigne consi­derava difícil prefaciar, hoje em dia é ainda tristemente atual. O ser humano encontra-se em amarras auto-infligidas por toda a parte. Como dizia Manuel J. Gomes, importante tradutor de La Boétie para o português: “Se em 1600 era tarefa difícil escrever um prefácio a La Boétie, hoje não é mais fácil. Hoje como nos tempos de La Boétie e Montaigne, a alienação é doce (como um refrigerante) e a liberdade amarga, porque está demasiado próxima da solidão. E da loucura”.

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    Alcinéia Parreiras de Azevêdo22/01/2016Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Étienne de La Boétie, no Discurso sobre a Servidão Voluntária, mostra que na modernidade as coisas que possuímos acabam nos possuindo e só nos resta à ilusão da escolha. “Acaba por ser natural tudo o que o homem obtém pela educação e pelo costume; mas da essência da sua natureza é o que lhe vem da mesma natureza pura e não alterada; assim, a primeira razão da servidão voluntária é o hábito: provam-no os cavalos sem rabo que no princípio mordem o freio e acabam depois por brincar com ele; e os mesmos que se rebelavam contra a sela acabam por aceitar a albarda e usam muito ufanos e vaidosos os arreios que os apertam.” O autor aponta que a única forma de fugir dessa sujeição é pelo estudo e pelo saber, pois estudando bem as coisas passadas, podemos conhecer melhor o futuro e o presente, não se limitando a olhar só para o que têm adiante dos pés, olhamos também para trás e para frente. Desta forma, ainda que a liberdade se perdesse por completo e desaparecesse para sempre do mundo, não deixaríamos de imaginá-la, de senti-la e saborear; a servidão, por muito bem disfarçada que aparecesse, nunca seria coisa boa. Tendo a consciência de que os livros e a doutrina, mais do que qualquer outra coisa, dão aos homens a capacidade de se conhecerem e de odiarem a tirania.

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    Etienne de La Boétie

    Étienne de La Boétie (Sarlat, 1 de Novembro de 1530 — Germignan, 18 de Agosto de 1563) foi um humanista e filósofo francês, contemporâneo e amigo de Michel de Montaigne (este que em seu ensaio "Sobre a Amizade" faz uma homenagem a la Boétie).

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    Etienne de La Boétie