E se a pessoa de quem você mais fugiu no passado fosse agora de quem você precisasse? Anna era o patinho feio da escola, mas seguiu em frente e hoje, apesar de uma vida amorosa tragicômica, é feliz e realizada. Amor à segunda vista é sobre aceitar quem somos de verdade e ficar feliz com isso. Os leitores vão rir e lembrar que o mundo dá voltas, queridinha; afinal, tudo é possível, no amor e na vida.
Amor à segunda vista -
Mhairi McFarlane
Tem alguma mandinga na escrita dessa autora?
Não estou psicologicamente preparada para resenhar esse livro. Sei que tenho um gosto um pouco diferente dos outros leitores, porque parece que a maioria dos livros que leio e amo são criticados por coisas que eu não enxerguei na história e que, a meu ver, na verdade nem existem. E Amor à Segunda Vista é um exemplo disso. Li algumas resenhas dele que falaram da superficialidade da autora no assunto bullying, e de como não houve "química" entre os dois personagens. Mas deixem eu explicar a história primeiro, pra vocês entenderem. O prólogo do livro se passa há 16 anos no passado, no último dia letivo do ensino médio de Aureliana, dia em que ocorre um fato que ficará marcado para sempre na memória dela. Com todas as "qualidades" necessárias pra ser taxada de feia e ser a principal vítima de agressões verbais e físicas do colégio, ela se torna o centro das atenções da festa (de forma negativa) e sofre com o bullying vindo de seus colegas. Esse fato, mesmo com o passar do tempo, continua afligindo Aureliana e ela, mesmo tendo mudado completamente sua aparência e seu nome (agora Anna) e se tornado, como dizem seus amigos atuais, atraente, continua tendo pensamentos inferiores como a menina de 16 anos atrás. Voltando ao presente, Anna, depois de um empurrão dos amigos, resolve ir ao reencontro de sua turma no colégio. Lá, dá de cara com as últimas pessoas que queria encontrar no mundo: Laurence e James (este que, por sinal, era a paixão de Anna na adolescência), os dois amigos que riram dela e dispararam insultos naquele último dia terrível de aula. Mas, pelo visto, os dois não a reconhecem, e Loz resolve dar em cima de Anna (depois de James tentar fazê-lo desistir), que desconversa e vai embora, desconfortável. Anna reconhece que foi um erro ir ao reencontro, pois nada de diferente ocorreu e ninguém lembrou-se dela. Além de ter reencontrado o cara que quebrou seu coração e a fez se sentir mal na frente de toda a turma. Mas promete aos amigos que seguirá vivendo normalmente, principalmente porque nunca mais terá de ver nenhum daqueles rostos de novo. (E, pra variar, ela estava enganada em relação a isso.) Em uma reunião de trabalho, ela descobre que seu "parceiro" em sua próxima tarefa será nada mais nada menos do que James. Isso mesmo, senhoras e senhores. Depois de tudo o que ele a fez passar, será que ele mudou em relação ao James de 16 anos atrás? A resposta fica por conta da leitura de vocês. ☺ Agora, voltando às críticas que li. Sobre a "superficialidade da autora no assunto bullying": não vi isso em nenhum momento. Pelo título, percebe-se que o foco narrativo da autora será o reencontro dos dois protagonistas e o que pode rolar a partir disso. E só. Sei que bullying é um tema polêmico e tal, mas fica claro desde o princípio que a história não vai se desenrolar para um lado dramático de Anna. Isso até acontece mais pra frente (sem spoilers), e a meu ver é uma cena esclarecedora e curta, que não precisa de complementos e que encerra de vez o tema. Mas essa é só a minha opinião. E, sobre a "falta de química entre os personagens", não tenho muito a argumentar. Do meu ponto de vista... bem, não posso falar, pois seria um spoiler (talvez), mas isso depende de com que olhos você vê a história. Muitos vão achar que ela é clichê, porque subentende-se que os dois ficarão juntos depois que se reencontram, mas acreditem em mim: não é. É um enredo engraçado, cheio de reviravoltas e que te prende do início ao fim. Quem leu Desde o Primeiro Instante sabe que os finais de Mhairi McFarlane, apesar de tudo, não são os esperados desde o início. Ela gosta de surpreender, hehe. Falando na autora... me apaixonei ainda mais pela escrita dela. Mhairi me fez rir alto nos dois livros, e olha que eu não rio tão fácil assim. Além disso, apesar de compreender que a história poderia ser encurtada, eu admito que, se ao invés disso, ela fosse aumentada em 200 páginas, eu não teria preguiça de ler. É uma leitura gostosa, rápida, e quando você se dá conta já terminou o livro. E por fim, fica aqui meu pedido para que vocês, leitores, reservem uns dias de 2016 pra ler essa obra maravilhosa. Posso garantir que vocês irão se divertir com ela e se apaixonar pela autora tanto quanto eu ♥ Sério, LEIAM!
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