Foundation and Earth (Foundation #5) -

    Isaac Asimov

    Spectra
    2012
    530 páginas
    17h 40m
    ISBN-10: B003EY7JH6

    Golan Trevize, former Councilman of the First Foundation, has chosen the future, and it is Gaia. A superorganism, Gaia is a holistic planet with a common consciousness so intensely united that every dewdrop, every pebble, every being, can speak for all—and feel for all. It is a realm in which privacy is not only undesirable, it is incomprehensible. But is it the right choice for the destiny of mankind? While Trevize feels it is, that is not enough. He must know. Trevize believes the answer lies at the site of humanity's roots: fabled Earth . . . if it still exists. For no one is sure where the planet of Gaia's first settlers is to be found in the immense wilderness of the Galaxy. Nor can anyone explain why no record of Earth has been preserved, no mention of it made anywhere in Gaia's vast world-memory. It is an enigma Trevize is determined to resolve, and a quest he is determined to undertake, at any cost.

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    Régis Maz02/04/2025Resenhou um livro
    2.5 (Razoável)

    Leitura arrastada e um desfecho decepcionante

    Concluí Fundação e Terra, o quinto volume da saga da Fundação de Isaac Asimov, e foi, no mínimo, uma experiência frustrante. O livro dá sequência direta a Limites da Fundação e segue Golan Trevize, Janov Pelorat e Júbilo em uma jornada para encontrar a Terra, cujo paradeiro se perdeu no tempo. Asimov tentou aqui conectar seu universo da Fundação à série dos Robôs, mas a execução deixou muito a desejar. Se os três primeiros livros da saga são amplamente celebrados, os volumes posteriores sofrem uma queda visível de qualidade, e Fundação e Terra exemplifica bem isso. A premissa tem potencial, mas os protagonistas sem carisma tornam a leitura arrastada. Trevize passa boa parte da trama irritado e agindo de forma arrogante, tratando mal os outros e se comportando como um troglodita quando mais precisava de tato. Júbilo, por sua vez, é uma defensora incansável (e muitas vezes exasperante) de Gaia, resultando em discussões repetitivas e previsíveis com Trevize. O único que realmente gostei de acompanhar foi Pelorat, cuja calma e curiosidade intelectual trouxeram um mínimo de leveza à narrativa. A estrutura do livro também não ajuda. A história basicamente se resume a uma série de saltos espaciais entre planetas, onde cada parada fornece um novo fragmento de informação sobre a Terra. O problema é que essas paradas raramente trazem grandes reviravoltas ou momentos de tensão. Em vez disso, os personagens passam boa parte do tempo debatendo questões filosóficas, brigando entre si e calculando rotas, o que torna o ritmo cansativo. A parte final em Solária é particularmente irritatante. Júbilo se recusa a destruir uma ameaça potencialmente perigosa e em outro planeta insiste em defender a existência até de um fungo só para contrariar Trevize. Além disso, seus poderes psíquicos parecem funcionar conforme a conveniência. Em um momento, ela consegue ler mentes, mas, diante de uma população inteira de um planeta fingindo hospitalidade antes de tentar matá-los, não percebe nada. Sério? Nenhum pensamento traiu os habitantes? Após a visita a Solária, uma criança passa a fazer parte da trama, e Trevize a trata com extrema grosseria e impaciência. Seu preconceito em relação à identidade da criança é evidente, tornando as interações desconfortáveis e reforçando ainda mais sua falta de carisma. Em vez de abordar a situação com curiosidade ou compreensão, ele reage com irritação constante, como se a simples existência da criança fosse um incômodo para ele. Asimov ainda se supera negativamente ao usar o corpo de uma mulher como agente transmissor de um vírus, um momento que me deixou estarrecida pela forma desajeitada e sem sentido como foi feito. Existem tantas maneiras de espalhar um vírus, mas é sério que a pobre mulher teve que dormir com Trevize para conseguir seu intento? Sem contar a cena em que o autor faz uma personagem verbalizar que Trevize é um deus do sexo, alimentando ainda mais a arrogância do protagonista. Mas apesar dos problemas, a jornada teve seus momentos interessantes. Foi instigante revisitar dois planetas do Setor Sideral e descobrir como suas histórias se desenrolaram após os eventos da série dos Robôs. Além disso, a busca pela Terra manteve minha curiosidade em certo nível, ainda que o desfecho tenha sido decepcionante e sem o impacto esperado. O encontro com um personagem da série dos Robôs também acrescentou um elemento intrigante à trama, reforçando a tentativa de Asimov de unificar seus universos literários. No entanto, nem isso salva a história, pois a conclusão é anticlimática e deixa a sensação de que a trama foi mais uma longa digressão do que uma finalização satisfatória. No geral, Fundação e Terra foi uma leitura decepcionante para mim. A falta de personagens cativantes, a previsibilidade do enredo e a repetição de conflitos minaram qualquer chance de o livro se aproximar da grandiosidade da trilogia original. Ainda restam dois volumes na cronologia: Prelúdio à Fundação e Origens da Fundação. O primeiro promete explorar a juventude de Hari Seldon, o que pode trazer um fôlego novo à saga, mas, depois dessa experiência, minhas expectativas diminuíram consideravelmente. Agora, finalmente livre dessa jornada cansativa, posso retornar a um universo que realmente está me cativando. Deixo para trás a exploração racionalista de Asimov e sigo em direção à magia, à poesia e à riqueza da Terra-média e dos personagens de J.R.R. Tolkien.

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