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    Absalão, Absalão! (Coleção Grandes Romances) -

    William Faulkner

    Nova Fronteira
    1981
    346 páginas
    11h 32m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4.4
    353 avaliações
    Leram502Lendo53Querem1638Relendo0Abandonos27Resenhas51
    Favoritos18Desejados1638Avaliaram353

    Absalão, Absalão! é um romance gótico sulista do escritor norte-americano William Faulkner publicado em 1936. O enredo do livro desenvolve-se durante e após a Guerra Civil Americana (1861-1865), narrando a história de Thomas Sutpen, um homem branco que ascende durante os tempos da escravidão e que busca tornar-se rico e construir uma família. Enquanto Sutpen realiza seus desejos, a sociedade americana começa a passar por mudanças significativas e ao mesmo tempo em que vê velhos costumes sendo desconstruídos, ele vê também as ruínas em que suas conquistas estão transformando-se. O livro ajudou Faulkner, junto com O Som e a Fúria, a conquistar o Prêmio Nobel de literatura de 1949. Foi eleito pelo The Guardian em 2002 um dos cem melhores livros já escritos (O Som e a Fúria também consta na lista) e pela revista literária Oxford American em 2009 como o melhor romance gótico sulista de todos os tempos.

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    Resenhas (51)Ver mais
    Rosangela Max picture
    Rosangela Max03/03/2022Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    William Faulkner sabia como desafiar o leitor.

    Eu, ingenuamente, achei que esta leitura seria menos densa que o “Som e a Fúria”, mas me enganei completamente. Este é o segundo livro que leio do autor e fico admirada o quão maravilhosa e complexa era a sua escrita. Ele sabia levar os dramas familiares a outro nível, criando enredos capazes de “fundir a nossa cuca”. É o tipo de leitura que preciso fazer em pequenas doses para poder acompanhar e não sobrecarregar. Para quem curte leituras desafiadoras, recomendo esta história ou qualquer uma do Faulkner. Oi

    107 curtidas

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    4.4 / 353
    • 5 estrelas52%
    • 4 estrelas33%
    • 3 estrelas10%
    • 2 estrelas3%
    • 1 estrelas1%
    William Faulkner profile picture

    William Faulkner

    Sem diploma do secundário (ensino médio), o prêmio Nobel de Literatura em 1949, e prêmio Pullitzer em 1955 e 1963 (póstumo), William Falkner viveu em sua pequena cidade no Estado mais pobre dos Estados Unidos, o Mississipi. Só viajava para Hollywood para arranjar trabalho como roteirista. Indo e vindo, entre 1932 e 1955, trabalhou para os estúdios Metro, Fox e Warner. Como escreveu o crítico brasileiro Sérgio Augusto: "Só aderiu ao cinema porque precisava de dinheiro. Tinha 35 anos e acabara de escrever 'Luz em Agosto'. A venda de seus livros mal dava para pagar a conta da luz. Seus primeiros quatro livros não venderam mais de 2 mil exemplares cada. Seu primeiro (e único) best seller, 'The Wild Palms', é de 1939". Por volta de 1958, a Fox tentou trazê-lo de volta. Na época, Faulkner, que já não estava mais tão necessitado de dinheiro, recusou o convite. Após publicar "O Fauno de Mármore" (1924, poemas), Faulkner foi a Nova Orleans para conhecer o círculo literário em torno da revista literária "The Double Dealer", que publicava Hart Crane, Ernest Hemingway, Robert Penn Warren e Edmund Wilson. Além dos contos para a revista, Faulkner fez seu primeiro romance "Paga de Soldado". Tímido, ele preferia a companhia de seus amigos caçadores e dos vizinhos de seu sítio a outros escritores e intelectuais. Seus primeiros livros traziam características da literatura do fim do século 19. "O Povoado", o primeiro romance da "Trilogia Snopes", é um retrato irônico das grandes depressões que antecederam a Guerra Civil norte-americana. Em "Os Invictos", publicado no ano de sua morte, o escritor constrói um conflito de éticas e mentalidades entre o velho Sul e a nova realidade americana após a Guerra Civil. Faulkner entrou numa nova fase, quando encontrou seu estilo nas obras "O Som e a Fúria", "Enquanto agonizo", "Santuário", "Luz de agosto", "Dr. Martino e Outros Contos", "Pilão", "Absalão! Absalão!" e "Palmeiras Selvagens". A violência destes livros está em primeiro plano e, às vezes, os personagens têm uma meia vitória aqui e ali. Em "Enquanto agonizo", Faulkner costura dezenas de monólogos de 15 pessoas para mostrar o perfil psicológico de uma família que conduz o corpo da matriarca ao cemitério. A partir de "O lugarejo", o destino dos personagens de Faulkner não é mais tão trágico. Ao menos surge alguma esperança para a condição humana como uma promessa de liberação. Em "Desça Moisés", sobre a luta do personagem Ike McCaslin contra a devastação da mata, Faulkner denuncia injustiças. Além de viagens necessárias à sua carreira, Faulkner continuou enfurnado no Mississipi até se tornar escritor residente da Universidade de Virgínia. O contato com os estudantes está registrado no livro "Faulkner na Universidade".

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    William Faulkner