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Superinteressante Nº 411 (Janeiro de 2020) - A vaca transgênica
não informado
Janeiro de 2020
"A vaca transgênica" Através de situação de momento, referente a um fracasso da engenharia genética na pecuária relacionada à produção de leite, a reportagem aborda particularidades pouco conhecidas sobre essa cultura, as pesquisas e ações transgênicas para ultrapassar as dificuldades referenciadas (vacas que nasçam mochas) e, de certa maneira, informa sobre perigos que podem ser potencializados e ocultados no manejo genético. O fracasso citado foi a descoberta de gene bacteriano no gado leiteiro preferencial para produção de leite (holandês), que nasceria sem chifres (citando uma recente conquista laboratorial nos EUA). A espécie preferencial foi manipulada para esse fim, redundando em reprodutor que seria valorizado nos interesses econômicos, onde já havia acordos de adesão brasileira. Porém, descobriu-se material genético bacteriano incluso no gado transgênico, capaz de torna-lo resistente a antibióticos e assim sensibilizar o surgimento de superbactérias. As práticas comuns na produção leiteira que estimularam os estudos foram os mecanismos para retirada dos chifres, algo que favorece a produção econômica, mas acarreta em sofrimento para o animal no processo. Acredito que a importância maior da reportagem seja uma desmistificação da engenharia científica, que pode gerar ganhos, mas também ocultar e potencializar perigos desconhecidos e imensuráveis. "A era da sobriedade" Segundo a OMS, a tacha de adeptos da ingestão alcóolica tem diminuído nos últimos anos. Em termos gerais, tem contribuído: os estímulos para a vida mais saudável; o enrijecimento de leis relacionadas ao comércio e trânsito; o preço crescente da bebida em algumas nações; e campanhas diversas contra o uso abusivo (como a proibição de venda nas lojas de conveniência madrugada adentro em certas nações). Particularmente, ficaria bem feliz se acontecesse na publicidade o que aconteceu em relação ao tabagismo, quando os artistas e famosos deixaram de associar suas imagens ao cigarro, na percepção crescente sobre o verdadeiro significado do vício. O que as propagandas mostram não é representativo do álcool, vendo-se uma miserável ilusão. Nas perguntas do "Oráculo" curti a explicação do sol não ser visto no espaço como uma lâmpada que clareia tudo a seu redor. Luz tem matéria (fóton) e o que vemos na claridade da lâmpada é o estímulo dessas partículas sobre os corpos, sensibilizando a retina. Tudo se espalha e sensibiliza nossos olhos em fração absurda de tempo, enquanto que no espaço, por conta do vácuo, as partículas não produzem estímulos e seguem numa direção, assim vemos apenas a origem de onde partiram. Eita! Disque é assim que as coisas funcionam... Nas "Pérolas do Streaming" (no meu português isso refere-se a entretenimento), gostei e já assisti ao filme "Perdi minha mão", exibido na Netflix. É uma animação francesa com pegada kafkaniana. Surreal, misturando "a história de uma mão decepada e seu antigo dono", em lembranças e ponto de vista esquisito, mas curioso. Que sinistro! Porém, o final ficou devendo... Quem acompanha a revista sabe que a última página tem valorizado algum gráfico, super-bem-elaborado, sobre qualquer abordagem curiosa. Dessa vez tratou sobre migração animal. Outro dia assisti documentário no Discovery sobre a Dourada (espécie de bagre na Amazônia) ser o peixe com maior migração do mundo, subindo e descendo o rio Amazonas continuamente. Falaram até que seria a maior migração do mundo... Então... Cadê a Dourada, hein? Nenhuma citação... Pelo menos usem a pauta para uma curiosa e interessante reportagem. Tenho percebido a revista cada vez mais se dedicando às causas tecnológicas, cibernéticas... e deixando de valorizar áreas em que já foi superinteressante...
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