- Os loucos anos 20: ha 100 anos o mundo virou um turbilhão de euforia e prosperidade. Uma onda que durou só uma década. - São Paulo: a ligação entre os portugueses e os tupiniquins - Apartheid: como foi a vida de Mandela na prisão E outras curiosidades e informações históricas!
Aventuras na História Nº 200 (Janeiro de 2020) - Os loucos anos 20
não informado
Janeiro de 2020
"A ilha do medo e da resistência" A melhor reportagem, sobre Nelson Mandela e seu cotidiano na Ilha de Robben, onde passou 18 dos 27 anos em que ficou encarcerado. É também uma biografia do líder, destacando sua determinação pelas lutas que o mobilizava, centradas no fim do apartheid na África do Sul e nos direitos humanos. Os prisioneiros eram condicionados a trabalho escravo, maus tratos e, mesmo no cárcere, Mandela fez diferença no lugar com sua determinação, buscando mudanças que foram em certos aspectos alcançadas. "Década de 1920 - Os anos loucos" Reportagem de capa, destacando a euforia na década de 1920, por conta do fim da primeira guerra e projeção de conceitos e valores inovadores em várias áreas, como consumismo, comportamento libertário, tecnologia, moda, cinema, música, literatura e artes plásticas. O período teve a ascensão dos EUA na reconstrução de nações europeias, propagando-se visão capitalista de liberalidade e possibilidades irrestritas, que culminariam no que foi chamado de grande depressão da década de 1930, diante da desenfreada economia. O sonho americano eufórico acabou estimulando paralelos antagônicos, como a máfia por conta da Lei Seca e estados totalitários diante da grande depressão que afetaria o mundo, num cenário com reação cheia de radicalidades, que predisporiam a segunda guerra. Acredito que dessa história podemos traçar paralelos também com o cenário político atual. "Entrevista com a historiadora Lilia Schwarcz" Em linhas gerais, destaca a importância da memória histórica, pois no desapego a ela crescem ideologias que tentam reformular conceitos e fatos que foram opressores, gerando obscurantismo que aceita as mesmas coisas de antes. É o que explica, por exemplo, a adesão ou simpatia à ditadura. "Arqueólogos e caçadores de mitos" Artigo sobre a ascensão da Arqueologia a partir do século 19. O aspecto interessante é a associação da ciência como subproduto do imperialismo de nações no respectivo século, patrocinando as pesquisas em busca de expansão e vantagens diversas. "Mundo polarizado" Que incrível a pintura de Diego Rivera, pintor mexicano, destacando minuciosamente a obra "El hombre controlador del universo", de 1934. A pintura é uma metáfora do cenário político mundial, vendo-se o consumismo capitalista e os regimes teoricamente de valorização proletária em rivalidade. Cadê as dicas de leitura, filmes e outros aspectos culturais? Tiraram da edição, tomara que não da revista no porvir... A edição reeditou também algumas reportagens e textos que foram publicados em outro momento. Caso do "Dito e Feito: Para inglês ver" (sobre a hipocrisia do fim do tráfico negreiro referente a lei promulgada em 1831), "A joia dos Fenícios" (sobre a história de Cártago e, entre os informes, que também tinha adeptos do deus Moloque, abominação que recebia sacrifícios de crianças queimadas, citado na Bíblia) e o "Infográfico: os túneis do Vietnã" (os vietcongues preferiam ferir, do que matar, para atrasar o deslocamento dos inimigos".
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