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    Vozes de Tchernóbil - A história oral do desastre nuclear

    Svetlana Aleksiévitch

    Companhia das Letras
    2020
    384 páginas
    12h 48m
    ISBN-10: 8535927085
    Português Brasileiro
    4.5
    5885 avaliações
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    Favoritos12Desejados14504Avaliaram5885

    Em 26 de abril de 1986, uma explosão seguida de incêndio na usina nuclear de Tchernóbil, na Ucrânia -- então parte da finada União Soviética -- provocou uma catástrofe sem precedentes em toda a era nuclear: uma quantidade imensa de partículas radioativas foi lançada na atmosfera da URSS e em boa parte da Europa. Em poucos dias, a cidade de Prípiat, fundada em 1970, teve que ser evacuada. Pessoas, animais e plantas, expostos à radiação liberada pelo vazamento da usina, padeceram imediatamente ou nas semanas seguintes. Tão grave quanto o acontecimento foi a postura dos governantes e gestores soviéticos (que nem desconfiavam estar às vésperas da queda do regime, ocorrida poucos anos depois). Esquivavam-se da verdade e expunham trabalhadores, cientistas e soldados à morte durante os serviços de reparo na usina. Pessoas comuns, que mantinham a fé no grande império comunista, recebiam poucas informações, numa luta inglória, em que pás eram usadas para combater o átomo. A morte chegava em poucos dias. Com sorte, podia-se ser sepultado como um patriota em jazigos lacrados. É por meio das múltiplas vozes -- de viúvas, trabalhadores afetados, cientistas ainda debilitados pela experiência, soldados, gente do povo -- que Svetlana Aleksiévitch constrói esse livro arrebatador, a um só tempo, relato e testemunho de uma tragédia quase indizível. Cenas terríveis, acontecimentos dramáticos, episódios patéticos, tudo na história de Tchernóbil aparece com a força das melhores reportagens jornalísticas e a potência dos maiores romances literários. Eis uma obra-prima do nosso tempo.

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    Marlon Santana27/01/2020Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Vozes de Tchernóbil

    Em 1986 ocorreu uma explosão na usina nuclear de Chernobyl, na Ucrânia, as partículas radioativas se espalharam afetando a vida de toda a região. A cidade de Pripyat teve que ser evacuada, pessoas que trabalharam para conter o incêndio e realizar reparos foram severamente expostas e sofreram as consequências. No livro, Svetlana conversa com as pessoas que foram afetadas pela tragédia. O livro é separado por relatos, monólogos e pequenas histórias de pessoas que viveram na região na época do desastre. A escrita traduz de forma crua o que elas disseram, fazendo com que seja uma leitura extremamente humana e tocante, porém, isso corrobora para que haja uma certa desconexão das ideias, principalmente em alguns monólogos. Os relatos são muito fortes, a dor da perda de entes queridos, de como isso tudo afetou a vida das pessoas, as que tiveram que se mudar ou as que foram expostas e tiveram que conviver com o medo da morte e doenças relacionadas à radiação. Sem contar o preconceito, por virarem ?Pessoas de Chernobyl?. Outro ponto, é perceber como o governo enganou a população, dizendo que não era nada grave e não tomando as medidas iniciais cabíveis, sem fornecer equipamentos necessários, além de censurar quem queria alertar, e também como é difícil fazer as pessoas, sem o conhecimento científico, acreditarem na ciência que não se vê. A leitura não é fácil, não só é denso pelo tema abordado e pelos relatos tristes e pesados emocionalmente, como também pela falta de uma linha de raciocínio, você não sabe qual pergunta foi feita, apenas tem as respostas das pessoas, em um dos monólogos há várias pessoas falando ao mesmo tempo, cada uma fala o que quer e são ideias desconexas, outros monólogos são assim também. A primeira e a última histórias, que seguem uma linha estrutural mais definida, são incríveis, os Coros, que são os relatos mais curtos, também fazem jus ao prêmio Nobel recebido, mas os monólogos, além de alguns serem repetitivos, outros trazem informações que não cativaram muito meu interesse. Foto e resenha no meu IG @marlonbsan. Quem puder, segue lá...

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