Agonia da noite é o segundo volume da trilogia Os subterrâneos da liberdade. O romance dá continuidade a Os ásperos tempos, que descreve a implantação do Estado Novo (1937-45) e as primeiras reações ao governo ditatorial de Getúlio Vargas. Este livro retrata as ações criminosas do regime e a resistência inspirada pelo Partido Comunista Brasileiro. A narrativa aborda a situação política no Brasil, mas também o panorama internacional, com a Segunda Guerra Mundial e os interesses imperialistas. O enredo apresenta o negro Doroteu, estivador no porto de Santos, e sua companheira, Inácia. O que une o casal é não apenas o amor, mas também o ideal político: se tiverem um filho, ele se chamará Luís Carlos, como Prestes. O nome rende homenagem ao líder revolucionário então preso e condenado. Doroteu participa de um protesto contra a venda do café brasileiro ao governo de Francisco Franco, ditador espanhol. Os trabalhadores do porto iniciam uma greve, o que durante o Estado Novo era crime previsto na Constituição. A burguesia também está presente, reunida para uma festa à fantasia em homenagem ao ministro do Trabalho. A greve repercute em outras paragens revolucionárias: nas fábricas de São Paulo e no Mato Grosso. Mas até mesmo dentro do partido há forças desagregadoras, como o jornalista Saquila. Agonia da noite descreve o endurecimento do Estado Novo e a necessidade urgente do combate político e da luta pela liberdade. Agora que o regime ditatorial instalou-se, a resistência se faz ainda mais necessária. A reforma agrária e o enfrentamento do interesse estrangeiro são temas que podem despertar a tomada de consciência dos trabalhadores para a luta contra a ditadura e o imperialismo.
Agonia da Noite - Subterrâneos da Liberdade (Vol.2)
Jorge Amado
Círculo do Livro
1983
304 páginas
10h 8m
ISBN-11: 24681097531
Português Brasileiro
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