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    Amuleto -

    Roberto Bolaño

    Debolsillo
    2017
    129 páginas
    4h 18m
    ISBN-13: 9788466337076
    Espanhol
    4.1
    335 avaliações
    Leram519Lendo18Querem431Relendo5Abandonos11Resenhas31
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    Auxilio Lacouture, "madre de todos los mexicanos", uruguaya de nacimiento y residente en México D. F., está abonada a los trabajos humildes y esporádicos durante el día e incansablemente inmersa en la bohemia de la ciudad durante la noche. Todo cambia para ella el 18 de septiembre de 1968, cuando el ejército toma posesión del campus de la Universidad Nacional Autónoma de México y ella queda encerrada en los baños de la facultad de filosofía y letras. A lo largo de trece días de encierro y aislamiento forzados, ante sus ojos transitan la poetisa Lilian Serpas, amante del Che Guevara; los poetas españoles León Felipe y Pedro Garfias; el malogrado alter ego de Bolaño Arturo Belano. De este modo, Auxilio relfexiona sobre la senda y los pasos dejados atrás y sobre los que, aún y cada vez más, restan sumidos en las sombras de un país de incierto futuro.

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    João Guilherme Gurgel picture
    João Guilherme Gurgel10/02/2024Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Latino-americanos; a poesia é nosso amuleto.

    Não se engane pelo pequeno número de páginas; não é sinônimo de leitura rápida. A obra é arrastada, - e jamais tomem essa informação como ponto negativo. Seu estado letárgico é fundamental para a sua apreciação; quanto mais tempo passamos nas páginas, degustando as palavras de Roberto Bolano, mais adentramos aos emaranhamos da obra, a seus sutis detalhes que uma rápida passada de olho poderia ignorar. Partindo do pressuposto que o fluxo de consciência se mistura com uma viagem em suas próprias memórias, tornando passado, presente e futuro uma coisa só, acompanhamos a auto-intitulada “mãe da poesia mexicana”, Auxilio, uma uruguaia que emigra para as terras mexicanas e lá tem contato com o epicentro da poesia latino-americana, misturando personagens reais com fictícios. Em um estilo que em diversas vezes me lembrou autores como Thomas Pynchon ou Clarice Lispector, bato o martelo que qualquer informação sobre a “história” desse livro é contestável; estamos sempre no limiar entre o tangível e o ideal, o delírio e a realidade, o sonho e a miserabilidade humana, - ainda mais quando a obra centra-se em memórias, que se embolam por todo o livro. A famosa cena em que a protagonista passa dias no banheiro de sua faculdade quando tropas invadem as instalações estudantis, (que é baseada em fatos reais), é diversas vezes revisitada, regressada e adiantada, como se ela permeasse todos os acontecimentos da obra (e penso como dizer “regressada” e “adiantada” é falho; é como se todos os acontecimentos do livro ocorressem naquele banheiro, ou pelo menos interpretei desta forma). Não conseguimos dizer a cronologia do que é narrado, - até onde o retrato de uma recordação não vale por si própria? É quase como se estivéssemos em uma quarta dimensão, onde não há distinção do tempo. Foi meu primeiro contato com o autor, e quero repetir a dose. “Amuleto” tem tudo o que mais admiro na literatura; um texto que te xinga, te escarra, te humilha, e o leitor continua a insistir a tentar entendê-lo, mesmo nao tendo sido a intenção do autor fazer quem lê entender. “E embora o canto que escutei falasse da guerra, das façanhas heroicas de uma geração inteira de jovens latino-americanos sacrificados, eu soube que acima de tudo falava do destemor e dos espelhos, do desejo e do prazer. E esse canto é nosso amuleto.”

    35 curtidas

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