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    O Nobre Sequestrador -

    Antônio Torres

    Record
    2003
    248 páginas
    8h 16m
    ISBN-10: 8501067326
    Português Brasileiro
    3.2
    39 avaliações
    Leram60Lendo15Querem33Relendo0Abandonos8Resenhas6
    Favoritos0Desejados33Avaliaram39

    Em O nobre sequestrador, Antônio Torres conta a história de René Duguay-Trouin, corsário francês e personagem de muitas aventuras cuja espada submeteu navios, sequestrou cidades, intimidou vontades e conquistou corações. Depois do sucesso de Meu querido canibal — vencedor do Prêmio Passo Fundo Zaffari & Bourbon de Literatura em 2001 —, cujo personagem principal era o emblemático Cunhambebe, Antônio Torres não resistiu pesquisar sobre a vida de outra figura importante mas muitas vezes esquecida na história do Rio de Janeiro. "Esse audaz corsário de Luiz XIV, que encheu o Rio de terror e medo. Corri mundos e fundos atrás das suas trilhas, fui duas vezes à terra dele, Saint-Malo, que fica na Bretanha francesa e também a La Rochelle, de onde Duguay-Trouin partiu.", revela o autor. René Duguay-Trouin, um dos mais audazes personagens de seu tempo, chegou ao Brasil numa esquadra de 18 navios, com quase 6 mil homens e 700 canhões, para saquear o ouro que era embarcado no Rio de Janeiro e seguia para Portugal. Executou o plano com sucesso e tomou a cidade como refém durante cinquenta dias, enquanto aguardava o pagamento do resgate para devolvê-la a seus habitantes, depois de encher os navios com o ouro carioca para partir, deixando-a dilapidada. A bem-sucedida invasão de Duguay-Trouin funcionou como vingança pessoal para ele — um ano antes, um outro corsário francês, Jean-François Duclerc, tentou invadir o Rio, com cinco navios e mil homens, mas fracassou, terminando preso e assassinado misteriosamente —, além de representar um grande lucro para a França. As motivações de Duguay-Trouin eram bem mais amplas que as do corsário que o antecedeu. Pretendia deslocar o eixo da Guerra de Sucessão Espanhola da Europa, já que a França, que se batia nos mares contra uma poderosa coalizão formada por oito países, vinha sofrendo muito naquela guerra. Com a marinha agonizante, atacar o Rio seria uma maneira de eliminar os inimigos da França aos poucos, pelas beiradas.

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    Resenhas (6)Ver mais
    Samuel F. Chagas picture
    Samuel F. Chagas23/05/2020Resenhou um livro
    3 (Bom)

    É... dá pra ler.

    O livro é bom. Só que até um pouco mais da metade, parece enrolar.. é uma leitura repetiviva, lenta, chata.. que precisa de paciência para continuar lendo.. E com um passe de mágica, o livro começa a avançar e se tornar até interessante até o final. Não é um livro que eu indicaria, mas também não é um livro que eu desprezaria.

    3 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.2 / 39
    • 5 estrelas13%
    • 4 estrelas21%
    • 3 estrelas46%
    • 2 estrelas13%
    • 1 estrelas8%
    Antônio Torres profile picture

    Antônio Torres

    Antônio Torres nasceu na pequena cidade de Junco (hoje Sátiro Dias), no interior da Bahia, no dia 13 de setembro de 1940. Ainda menino, mudou-se para Alagoinhas para fazer o Ginásio, mais tarde foi parar em Salvador, capital baiana, onde se tornou repórter do Jornal da Bahia. Aos 20 anos transferiu-se para São Paulo, empregando-se no diário Última Hora. Lá, mudou de ramo e passou a trabalhar em publicidade. Viveu por três anos em Portugal e atualmente dedica-se exclusivamente à atividade literária e mora em Itaipava, Petrópolis, RJ depois de viver no Rio de Janeiro por várias decádas. É casado com Sonia Torres, doutora em literatura comparada, professora da Universidade Federal Fluminense (UFF), e tem dois filhos,Gabriel e Tiago. Aos 32 anos, Antônio Torres lançou seu primeiro romance, Um

    20 Livros
    25 Seguidores
    Bahia, Brasil

    Antônio Torres