Thérèse Raquin -

    Émile Zola

    Estação Liberdade
    2001
    240 páginas
    8h 0m
    ISBN-11: 8574480444_
    Português Brasileiro

    Thérèse Raquin foi recebida com um escândalo no momento de sua publicação em 1867. Apesar de já haver publicado cinco romances antes desse, Thérèse Raquin foi sua primeira grande obra, em que procurava aplicar os conceitos de uma nova teoria do romance: o naturalismo. As críticas lhe trouxeram uma publicidade inesperada e serviram de pretexto para reeditar Thérèse no ano seguinte, acompanhado de um prefácio (que apresentamos neste volume) no qual o autor discute a necessidade de se produzir um estudo profundo da alma humana, fazendo uma cópia exata e minuciosa da vida, sem pudores ou disfarces moralistas. Seu objetivo, segundo suas próprias palavras, é científico: "cada capítulo constitui o estudo de um caso curioso de fisiologia". É dessa forma que Zola nos faz conhecer os amores cruéis de Thérèse e Laurent, que vão do adultério ao crime, sofrendo todas as conseqüências morais de seus atos. Thérèse é uma jovem mulher fechada em si mesma, que passou a infância junto a um primo doente e foi obrigada a esconder dentro de si um coração ardente e nervoso. Laurent, por seu lado, é um homem desprezível, cuja maior ambição é viver no ócio. O encontro dos dois é a fatalidade que os levará à ruína. A partir daí os acontecimentos se sucedem como que independentemente de suas vontades: suas almas, suas naturezas não os permitiriam agir de outra forma dada a situação em que se encontram.

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    Regina Almeida25/08/2011Resenhou um livro
    1 (Ruim)

    É difícil para um leitor admitir ter uma indisposição com certo autor, por motivos outros que sua obra. Quando li Teresa Raquin, achei chatíssimo, apesar de ter encontrado algumas qualidades aqui ou ali. Depois fiquei sabendo da relação de Zola com Cézanne e nunca mais quis voltar à sua obra. Porque se for,além de chata, pretenciosa e falsa, quero passar longe. O mesmo autor que escreve sobre problemas e diferenças sociais, morria de vergonha de apresentar o seu amigo de infância aos intelectuais parisienses por causa de seus modos rústicos. Cada palavra de Zola me soa falsa desde então. Sei que é ridículo, mas ás vezes as paixões se sobresaem.

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