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    Teresa Raquin (Os Grandes Clássicos) -

    Émile Zola

    Otto Pierre Editores
    1979
    334 páginas
    11h 8m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4.1
    222 avaliações
    Leram345Lendo20Querem378Relendo2Abandonos6Resenhas18
    Favoritos10Desejados378Avaliaram222

    Os amores cruéis de Thérèse e Laurent, que vão do adultério ao crime, sofrendo todas as conseqüências morais de seus atos. Thérèse é uma jovem mulher fechada em si mesma, que passou a infância junto a um primo doente e foi obrigada a esconder dentro de si um coração ardente e nervoso. Laurent, por seu lado, é um homem desprezível, cuja maior ambição é viver no ócio. O encontro dos dois é a fatalidade que os levará à ruína.

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    Regina Almeida picture
    Regina Almeida25/08/2011Resenhou um livro
    1 (Ruim)

    É difícil para um leitor admitir ter uma indisposição com certo autor, por motivos outros que sua obra. Quando li Teresa Raquin, achei chatíssimo, apesar de ter encontrado algumas qualidades aqui ou ali. Depois fiquei sabendo da relação de Zola com Cézanne e nunca mais quis voltar à sua obra. Porque se for,além de chata, pretenciosa e falsa, quero passar longe. O mesmo autor que escreve sobre problemas e diferenças sociais, morria de vergonha de apresentar o seu amigo de infância aos intelectuais parisienses por causa de seus modos rústicos. Cada palavra de Zola me soa falsa desde então. Sei que é ridículo, mas ás vezes as paixões se sobresaem.

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    Émile-Édouard-Charles-Antoine Zola profile picture

    Émile-Édouard-Charles-Antoine Zola

    Émile Zola nasceu na capital francesa. Filho do engenheiro François Zola e sua esposa Émilie Aubert, cresceu em Aix-en-Provence, onde estudou no Collège Bourbon (atualmente conhecido como Collège Mignet) e, aos dezoito anos, retorna a Paris para estudar no Lycée Saint-Louis. Devido às complicações financeiras por que passou após a morte do pai, Zola é levado a trabalhar em uma série de escritórios, ocupando cargos de pouca influência. Inicia-se no ramo jornalístico escrevendo colunas para os jornais Cartier de Villemessant's e Controversial. Suas colunas não poupavam críticas severas a Napoleão III - (...) meu trabalho torna-se a imagem de um reinado partido, de um estranho período de loucura e vergonha humanas - e à Igreja - A civilização jamais alcançará a perfeição até que a última pedra da última igreja caia sobre o último padre. A obra de caráter autobiográfico La Confession de Claude (1865), um dos primeiros trabalhos publicados por Zola, atraiu atenção negativa da crítica especializada. O ainda mais criticado Thérèse Raquin, romance lançado no ano seguinte, apresentou uma abordagem inovadora em sua concepção: inspirado pelos estudos científicos da época, Zola propõe não um simples romance, mas uma análise científica pormenorizada do ser humano, da moral e da sociedade. Thérèse Raquin tornou-se, portanto, marco inicial de um novo movimento literário, oriundo da análise científica e experimental do ser humano: o Naturalismo. Em vida, Zola também demonstrou elevado engajamento político. Certamente, seu trabalho de maior influência política foi a carta aberta intitulada J'acccuse (Acuso), destinada ao então-presidente da França Félix Faure. A carta, publicada na primeira página do jornal parisiense L'Aurore em 13 de janeiro de 1898, acusou o governo francês de anti-semitismo por julgar e condenar precipitadamente o capitão Alfred Dreyfus, judeu e oficial do exército francês, por traição em 1894. Émile Zola faleceu em 29 de setembro de 1902 em sua casa em Paris devido à inalação de uma quantidade letal de monóxido de carbono proveniente de uma lareira defeituosa; alguns estudiosos, em razão das misteriosas circunstâncias do ocorrido, não descartam a hipótese de homicídio

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