NOVA ATLÂNTIDA -

    Francis Bacon

    Minerva
    1976
    78 páginas
    2h 36m
    ISBN-13: 9781515427971
    Português

    A destruição da Atlântida assinala, tradicionalmente, a perda para o homem do estado de harmonia, graças ao qual desfrutava de adiantada compreensão e domínio das forças da natureza. O obscurecimento gradual que se segue, provoca a demanda universal da Ilha Branca, morada dos Bem-Aventurados, que não se alcança senão pelo mar ou pelo ar, símbolo por excelência do centro espiritual primordial. A sua imagem em ponto reduzido é um reflexo do cosmos, da mesma maneira que os templos e os santuários o são. É simbolicamente um lugar de eleição, de ciência e de paz, no meio da ignorância e da anarquia que reinam no mundo. Visualizamos uma Nova Atlântida!

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    Js Ferreira09/06/2020Resenhou um livro
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    Bensalém: uma sociedade ideal?

    Partindo da costa peruana, um grupo de navegantes se perde no oceano Pacífico, vindo a encontrar, milagrosamente, a ilha de Bensalém, cuja existência ninguém sabia. Bensalém é diferente de tudo; é um Estado que se pode chamar de 'ideal', o que reforça o fato de que os governantes pedem segredo por parte daqueles que aportam. Bensalém, como é na narrativa, surgiu a partir da visão em alto mar de uma cruz e um palanque, que magicamente se transformam numa arca contendo textos bíblicos e uma carta de Bartolomeu, um dos apóstolos de Cristo. Tudo parece ser virtuoso em Bensalém. Os servidores, por exemplo, não aceitam gorjetas ou presentes por um serviço, pois isso é visto como "pagar duas vezes". Os estrangeiros são muito bem recebidos, e uma grande autoridade da ilha conta a história dela e o porquê de ter chegado àquele nível de organização e altruísmo, bem como sobre a Casa de Salomão, a maior organização presente na ilha, talvez seu motivo de existência, cuja finalidade nos remonta a uma mistura de teosofia e sociologia. Eu havia sido atraído para ler esse texto há alguns anos, por conta de teorias conspiratórias. Livre delas há anos, pude ver com distanciamento uma bela obra sobre uma sociedade ideal quanto à efetividade, mas que também tem seus dissabores: primeiramente, o conceito de "O Estado é tudo", pois tudo de bom provém do conceito de Estado total; e por segundo, a questão da falta de transparência e liberdade. Logo, para mim, a grande questão que fica após a leitura do livro é: Vale a pena tudo ao seu redor ser virtuoso, quando falta a você a plena liberdade e o acesso à verdade, uma vez que a Casa de Salomão decide o que contar e o que não contar a seus cidadãos? Livro altamente recomendável.

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