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    Hilda Furacão -

    Roberto Drummond

    Geração Editorial
    2008
    295 páginas
    9h 50m
    ISBN-13: 9788561501044
    Português Brasileiro
    4
    2466 avaliações
    Leram3761Lendo444Querem2164Relendo13Abandonos166Resenhas486
    Favoritos193Desejados2164Avaliaram2466

    Hilda Furacão passa-se em Belo Horizonte no início dos anos 60, Hilda, a Garota do Maiô Dourado, enfeitiçava os homens na beira da piscina em um dos mais tradicionais clubes, o Minas Tênis. Por algum motivo secreto muda-se para o quarto 304 do Maravilhoso Hotel, na zona boêmia da cidade. Transformada em Hilda Furacão, a musa erótica tira o sono da cidade. Sua vida de fada sexual cruza-se com os sonhos de três rapazes vindos do interior: um é inspirado no notório Frei Betto, que queria ser santo, mas se tornaria frade franciscano, líder político e escritor. Outro queria ser ator em Hollywood - torna-se dom juan de aluguel. O terceiro, aquele que queria ter sua Sierra Maestra, é o próprio Roberto, narrador da história. Hilda Furacão é o desafio que o santo tem que enfrentar. O romance foi transformado em minissérie de grande sucesso pela TV Globo, com Ana Paula Arósio no papel de Hilda.

    Edições (3)

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    Resenhas (486)Ver mais
    stephany picture
    stephany14/05/2024Resenhou um livro
    3.5 (Bom)

    — Por que a garota do Maiô Dourado trocou o Minas Tênis Clube pela Zona Boêmia? "Hilda Furacão" é uma obra fascinante, o livro retrata de forma única o cenário político e social de Belo Horizonte na década de 1950, entrelaçando os destinos de vários personagens em meio a uma trama cheia de simbolismos e críticas sociais. A política desempenha um papel significativo no enredo, o Roberto que além de autor, também narra a história, é um jovem jornalista, que simpatiza com ideias comunistas e que está envolvido em atividades políticas de esquerda. Na minha opinião, ele conseguiu apresentar uma visão crítica e perspicaz sobre a política da época, a abordagem dele permite a nós leitores várias reflexões, não apenas sobre o passado histórico do Brasil, mas também sobre questões políticas atuais. O relacionamento entre Hilda e Malthus também é importante para o enredo, apesar de ser bem menos trabalhado do que na minissérie de tv, continua sendo um romance complexo. Inicialmente, Malthus é apresentado como um homem de fé e moralidade rígidas, um Santo, um líder espiritual que encontra em "Hilda" o seu milagre, ele quer "salvar" Hilda do mundo de devassidão em que ela vive. Já a figura de "Hilda Furacão", na minha opinião, é apresentada como uma representação da libertação feminina em meio a uma sociedade conservadora e opressora. O relacionamento deles evolui ao decorrer da trama, mas o principal acontecimento do romance é o sapato de Hilda que ela acaba perdendo, e que Malthus encontra, guarda, e passa a "adorar" às escondidas. Por um lado, a presença de Hilda na vida de Malthus é uma ameaça às suas convicções, e ao seu papel social como líder espiritual. Por outro lado, ela desperta nele compaixão, empatia, e até mesmo desejo, coisas que estão além de fé e moralidade. Acho importante ressaltar que o relacionamento deles não se limita apenas ao aspecto romântico ou sexual, mas também abrange questões mais profundas como liberdade e aceitação. Hilda, sendo uma personagem multifacetada, desafia não apenas Malthus, mas também os padrões sociais e religiosos da época. Enfim, "Hilda Furacão" é uma leitura pra quem gosta de política e romance, continua sendo uma obra relevante mesmo décadas depois de sua publicação. A escrita pode causar estranheza, mesmo sendo poética é um pouco densa, necessito também dizer que a minissérie romantizou muito dos acontecimentos, aqui no livro, nós temos apenas o relato cru do Roberto, já na série temos cenas lindas e sensíveis entre Hilda e Malthus, portanto, não esperem nada de cenas bonitas, pois é tudo na visão do nosso querido Camarada Lima (KKKKKK). Independente de qualquer coisa é uma leitura que vale à pena.

    216 curtidas

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    • 4 estrelas38%
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    • 1 estrelas1%
    Roberto Drummond profile picture

    Roberto Drummond

    Roberto Francis Drummond (Ferros, 21 de dezembro de 1939 — Belo Horizonte, 21 de junho de 2002) foi um jornalista e escritor brasileiro. Participou da chamada literatura pop, marcada pela ausência de cerimônias e pela proximidade com o quotidiano. Antes de residir, a partir da adolescência, em Belo Horizonte, a família do escritor viveu em Guanhães, Araxá e Conceição do Mato Dentro. Na capital mineira, inicou no jornalismo na extinta Folha de Minas. Aos 28 anos, passou a dirigir a revista Alterosa, fechada pela Ditadura Militar em 1964. Durante um ano trabalhou no Rio de Janeiro, retornando a Belo Horizonte em 1966, onde passou a escrever colunas esportivas e crônicas. O sucesso na literatura começou com seu primeiro livro, A morte de DJ em Paris, em 1971. Relançado em 1975, bateu recordes de vendas, recebendo o Prêmio Jabuti de autor revelação. Na década de 80, inicia uma nova fase de sua produção literária, com a publicação de Hitler manda lembranças. Seu maior sucesso foi o romance Hilda Furacão, publicado em 1991 e adaptado para a televisão em 1998 numa minissérie de sucesso da Rede Globo. Roberto Drummond também fez um programa esportivo diário na TV Bandeirantes de Belo Horizonte. O escritor era fanático torcedor do Clube Atlético Mineiro e criou para o clube a famosa frase: Se houver uma camisa branca e preta pendurada num varal, o atleticano torce contra o vento. — Roberto Drummond Morreu vítima de problemas cardíacos, no dia da partida entre Brasil e Inglaterra pelas quartas-de-final da Copa do Mundo de 2002. Foi homenageado pela prefeitura de Belo Horizonte com uma estátua de bronze em tamanho real na Praça Diogo de Vasconcelos, na Savassi

    15 Livros
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    Minas Gerais, Brasil

    Roberto Drummond