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    O naufrágio das civilizações - Um olhar profundo sobre o nosso tempo para entender três feridas do mundo moderno: os conflitos identitários, o islamismo radical e o ultraliberalismo

    Amin Maalouf

    Vestígio
    2020
    256 páginas
    8h 32m
    ISBN-13: 9788554126780
    Português Brasileiro
    4.1
    210 avaliações
    Leram301Lendo35Querem615Relendo0Abandonos9Resenhas34
    Favoritos8Desejados615Avaliaram210

    Autor do best-seller As Cruzadas vistas pelos árabes revisita o século XX e demonstra, neste livro altamente oportuno, como as civilizações se lançaram à deriva e se encontram, agora, diante de um iminente naufrágio. Os Estados Unidos, embora continuem sendo a única superpotência, estão perdendo toda a autoridade moral. A Europa, que ofereceu aos seus povos e ao resto da humanidade o projeto mais ambicioso e reconfortante do nosso tempo - a União Europeia -, está desmoronando. O mundo árabe-muçulmano mergulha numa crise profunda, agravada por um islamismo cada vez mais radical. As tensões identitárias, em grande parte fomentadas pelas ondas nacionalistas, nunca foram tão exacerbadas. Grandes nações ''emergentes'' ou ''renascidas'', como a China, a Índia e a Rússia, irrompem no palco mundial numa atmosfera nociva, na qual reina a lei do mais forte e do cada um por si. Sem falar das graves ameaças, intensificadas pela aventura ultraliberalista, que pesam sobre o planeta (devastação do meio ambiente, abismo social, pandemias) e só podem ser enfrentadas por meio da cooperação global. Neste livro abrangente e poderoso, Maalouf atua como espectador e escritor comprometido, às vezes recontando eventos importantes dos quais foi uma das raras testemunhas oculares, destacando-se então como historiador acima da própria experiência. Por mais de meio século, o autor observou o mundo, viajando pelos seus quatro cantos. Estava em Saigon no final da Guerra do Vietnã, em Teerã durante o advento da República Islâmica do Irã, viajou com o entourage que repatriou o aiatolá Khomeini após seu exílio e estava em Nova York quando as Torres Gêmeas vieram abaixo - evento após o qual o mundo não seria o mesmo. O livro contém um posfácio especial à edição brasileira, com as últimas reflexões do autor sobre a pandemia de Covid-19.

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    Resenhas (34)Ver mais
    Fabio Nunes picture
    Fabio Nunes11/05/2023Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Raso mas interessante

    O naufrágio das civilizações – Amin Maalouf Editora: Vestígio, 2019 A primeira coisa a se dizer aqui é que a capa do livro é sensacionalista ao afirmar que a obra contém um olhar profundo sobre conflitos identitários, islamismo radical e ultraliberalismo. Eu logo pensei “será possível falar disso tudo com profundidade em apenas 253 páginas?”. Não. Nessa obra o autor fala sobre essas três feridas do mundo moderno, mas o tal “olhar profundo” deixou a desejar. Por conta da ausência de dados, as colocações do autor flertam perigosamente com uma simples opinião, ainda que eu concorde com uma parte delas. Ele apresenta sua visão – pessimista por sinal - acerca do histórico dos países do levante, do que ele chama as revoluções conservadoras de 1979 e sua consequência como o ultraliberalismo. Entretanto aborda inúmeros temas relacionados, fazendo o livro se tornar uma grande feijoada de conceitos, o que faz o leitor se perder um pouco ao longo do processo de leitura. Algumas das soluções que ele apresenta como mitigadoras dessa crise da civilização são, na minha humilde opinião de bosta, puro idealismo sem base real. Mas apesar das críticas que apresentei, acho que este é um livro interessante de ser lido. Pelo menos não nos emburrece. “Se as estradas do futuro parecem cheias de emboscadas, a pior conduta seria avançar com os olhos fechados murmurando que tudo vai dar certo.” “Como convencer nossos contemporâneos de que, ao continuarem prisioneiros de concepções tribais de identidade, de nação e de religião, e ao seguir glorificando o egoísmo sagrado, eles engendram seus próprios filhos num futuro apocalíptico?”

    12 curtidas

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    Avaliações

    4.1 / 210
    • 5 estrelas27%
    • 4 estrelas47%
    • 3 estrelas22%
    • 2 estrelas4%
    • 1 estrelas0%
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    أمين معلوف

    Amin Maalouf (25 de fevereiro de 1949, perto de Beirute) é um escritor libanês. Foi chefe de redacção do Jeune Afrique e mais tarde editorialista do mesmo. Durante 12 anos foi repórter, tendo realizado missões em mais de 60 países. Recebeu os seguintes prémios: Prix des Maisons de la Press pela obra “As cruzadas vistas pelos Árabes”; Prémio Goncourt 1993 pela obra “O rochedo de Tanios”; Prémio Príncipe das Astúrias na categoria letras em 2010.

    27 Livros
    20 Seguidores

    أمين معلوف